Junta Militar de Mianmar garante que respondeu bem aos efeitos do ciclone
da Efe, em Cingaputa
A Junta Militar de Mianmar assegurou ter avisado à população da chegada do ciclone Nargis e atuado com rapidez para combater os efeitos da catástrofe no país.
O vice-ministro de Defesa, general Aye Mint, fez estas afirmações durante discurso numa conferência sobre segurança que está sendo realizada em Cingapura.
Segundo ele, o governo avisou da eminente chegada do Nargis em pronunciamentos via rádio e televisão. Mint disse ainda que, graças à rapidez do Exército nos trabalhos, foi possível restabelecer os serviços de água e luz.
Entretanto, segundo testemunhas, grande parte de Yangun, capital do país, segue sem os serviços.
O vice-ministro reiterou que o governo já concluiu a fase de distribuição de ajuda humanitária aos cerca de 2,5 milhões de sobreviventes da catástrofe, e que atualmente os trabalhos se concentram na reconstrução das infra-estruturas destruídas.
A Junta Militar estima que os danos causados pelo ciclone em Yangun e na região do delta do rio Irrawaddy --área mais afetada-- chegam a aproximadamente US$ 11 bilhões.
Cerca de 134 mil pessoas morreram ou desapareceram em decorrência da passagem do ciclone pelo sul de Mianmar.
Na mesma conferência, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, culpou a Junta Militar pela morte de milhares de pessoas por impedir a chegada da ajuda internacional às vítimas.
O chefe do Pentágono disse que os generais de Mianmar têm se mostrado "surdos e mudos" diante das chamadas internacionais para que seja liberada a entrada de pessoal especializado e ajuda.
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