Mundo
01/06/2008 - 17h49

Decisão sobre Michigan e Flórida desagrada comitê de Hillary

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da Efe, em Washington
Colaboração para a Folha Online

O comitê de campanha da pré-candidata democrata à presidência dos EUA Hillary Clinton afirmou neste domingo que continuará lutando "por uma questão de princípios", mesmo após a decisão do Partido Democrata americano sobre as primárias de Michigan e Flórida.

31.mai.2005 - Jason Reed/Reuters
Jon Ausman, da Flórida,defende a validação de ao menos metade dos delegados do Estado
Jon Ausman, da Flórida,defende a validação de ao menos metade dos seus delegados

Segundo o assessor de Hillary Harold Ickes, a senadora pelo Estado de Nova York, "se reserva ao direito de questionar os delegados diante do Comitê de Credenciais" da Convenção Nacional do partido em Denver.

Para Howard Wolfson, estrategista da campanha de Hillary, a decisão sobre os "delegados no caso de Michigan viola o respeito devido ao pronunciamento dos eleitores". Ele disse que seu grupo tentará modificar o resultado "por uma questão de princípios".

"Mantemos em aberto a opção de questionar os delegados em Denver", afirmou Wolfson para um programa da emissora americana "Fox News".

No sábado, o Comitê Nacional Democrata decidiu, após quase 10 horas de discussões, que a Convenção Nacional aceitará a participação dos delegados de Flórida e Michigan, mas que cada delegado terá apenas meio voto.

Os Estados foram penalizados por realizarem suas primárias antes da divulgação do calendário oficial do partido.

31.mai.2005 - LM Otero/AP
Mark Brewer (dir.) e Carl Levin, de Michigan, defendem a validação total de seus delegados
Mark Brewer (dir.) e Carl Levin, de Michigan, defendem validação de seus delegados

As equipes de campanha de Hillary e de seu rival democrata, Barack Obama, divergem sobre a divisão dos delegados: a equipe de Hillary (que ganhou as duas primárias por uma ampla margem) pretendia que os delegados --e conseqüentemente os votos populares-- fossem totalmente validados e divididos proporcionalmente ao voto.

Já a equipe de Obama sugeria uma divisão por igual, devido ao fato de o Senador não ter feito campanha em nenhum dos Estados e ter retirado seu nome da cédula de votação de Michigan.

Ambos concordam, contudo, que os delegados de Flórida e Michigan devem ir à Convenção Nacional Democrata, em agosto, quando o candidato democrata às eleições gerais será oficializado.

A medida acalma os eleitores dos Estados, que protestam pela contabilização dos votos e podem colaborar com os democratas nas eleições gerais de novembro.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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