Mundo
01/06/2008 - 21h18

Hillary usa voto popular como argumento para tentar obter nomeação democrata

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da Folha Online
da Efe, em San Juan (Porto Rico)

Atualizada às 23h09

A pré-candidata democrata à Presidencia dos EUA Hillary Clinton utilizou neste domingo, em Porto Rico, a vantagem que afirma ter no voto popular diante de Barack Obama para reivindicar junto ao partido a sua nomeação para disputar a Casa Branca.

Hillary comemorou vitória nas primárias de Porto Rico que venceu de forma confortável, assim como as pesquisas de boca-de-urna antecipavam. A senadora voltou a repetir que os "superdelegados" democratas têm agora que decidir que pré-candidato tem mais possibilidades de vencer nas eleições presidenciais de novembro.

"E daí que um candidato está mais capacitado para liderar o país como presidente?", questionou Hillary em discurso em que agradeceu aos porto-riquenhos pelo amplo apoio que conseguiu nas urnas.

"Te amo Porto Rico", disse Clinton em espanhol ao iniciar seu discurso em um hotel de San Juan diante de um grupo de entusiasmados eleitores que dançaram ao som de músicas do cantor local Ricky Martin.

Obama admitiu a sua derrota para a rival Hillary nas primárias de Porto Rico. Ele disse que a felicitou pela vitória.

"Acabo de falar com a senadora [por Nova York, Hillary] Clinton", disse Obama durante um ato de sua campanha no Estado de Dakota do Sul, onde ocorrerão as primárias do Partido Democrata na próxima terça-feira. "Ela vai ganhar em Porto Rico e quero felicitá-la por isso."

Apuração

Hillary alcançou 68% dos votos em Porto Rico, enquanto Obama obteve 32%. O pleito teve a participação de apenas 20% dos eleitores, número muito menor que o esperado pelos partidários da senadora por Nova York.

Com Obama na liderança na disputa por delegados no momento em que só faltam a realização das primárias dos Estados de Montana e de Dakota do Sul --cujas primárias ocorrem na terça-feira--, Hillary insiste que recebeu mais votos populares que qualquer outro pré-candidato presidencial na história dos Estados Unidos.

No discurso, Hillary disse que recebeu cerca de 17,6 milhões de votos, centenas de milhares a mais que Obama, e ganhou em Estados considerados determinantes nas eleições de novembro.

"Após as primárias de terça-feira nenhum dos dois pré-candidatos terá um número suficiente de delegados", declarou Hillary.

John McCain

Para Hillary, por esta razão os superdelegados do Partido Democrata deverão tomar uma decisão sobre qual pré-candidato tem mais possibilidades de vencer o republicano John McCain.

Em Porto Rico, 55 delegados estavam em jogo, além de outros oito superdelegados que estarão na Convenção Nacional do Partido Democrata, em Denver (Colorado), em agosto.

Obama acumula atualmente um total de 2.051 delegados e precisa apenas de outros 67 para chegar à maioria de 2.118, o que lhe permitirá se proclamar o candidato oficial democrata para a Casa Branca. Com os 17 que obteve em Porto Rico, faltam 50 para garantir a candidatura.

Isto levando em consideração a decisão de ontem, em Washington, dos dirigentes democratas, que optaram por reduzir pela metade o valor dos votos das delegações de Flórida e Michigan na Convenção Nacional do partido.

Já Hillary tem até agora 1.877 delegados, sem contar os 38 obtidos em Porto Rico. Segundo as regras do Partido Democrata, o aspirante que obtiver o maior número de delegados é o candidato presidencial, independente do número de votos totais.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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