Mundo
02/06/2008 - 07h33

Hillary ganha com ampla margem em Porto Rico

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

A pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton venceu com ampla vantagem as primárias democratas de Porto Rico neste domingo. Com todos os votos contabilizados, ela conseguiu 68% dos votos contra apenas 32% do rival, Barack Obama.

Assim, de acordo com o sistema eleitoral norte-americano de proporcionalidade dos votos, Hillary ganhou 38 delegados e Obama ficou com os outros 17.

A vitória de Hillary foi ainda mais ampla do que a apontada por pesquisas de opinião realizadas nos dias anteriores à votação. Na quinta-feira (29), o jornal "El Vocero" divulgou pesquisa na qual mostrou que a ex-primeira-dama liderava as intenções de voto por 12 pontos percentuais, com 51% dos votos contra 38% do rival.

Até mesmo Obama chegou a reconhecer, em uma entrevista ao jornal "El Nuevo Día" que a senadora ganharia com folga em Porto Rico.

A votação na ilha teve início às 9h (em Brasília) deste domingo e foi encerrada às 16h (em Brasília). A participação eleitoral foi mais reduzida que a esperada, em razão da pouca afluência de eleitores nos colégios eleitorais da capital San Juan, onde calcula-se que a abstenção tenha chegado a 80%.

Mesmo assim, Hillary utilizou a ampla vitória para reforçar seu argumento de que tem a vantagem no voto popular e reivindicar junto ao partido a sua nomeação para disputar a Casa Branca.

No discurso de vitória na noite deste domingo, ela voltou a repetir que os superdelegados democratas têm agora que decidir que pré-candidato tem mais possibilidades de vencer nas eleições presidenciais de novembro. "E daí que um candidato está mais capacitado para liderar o país como presidente?", questionou Hillary.

Elise Amendola/AP
Texto: Democratic presidential hopeful, Sen. Hillary Rodham Clinton, D-N.Y., shakes hands as she walks on stage during her primary day celebration in San Juan, Puerto Rico Sunday, June 1, 2008. (AP Photo/Elise Amendola)
Hillary Clinton cumprimenta eleitor durante discurso da vitória nas prévias de Porto Rico

"Te amo Porto Rico", disse Hillary em espanhol ao iniciar seu discurso em um hotel de San Juan diante de um grupo de entusiasmados eleitores que dançaram ao som de músicas do cantor local Ricky Martin --que declarou no início da semana passada seu apoio à ex-primeira-dama.

Hillary disse ainda que recebeu cerca de 17,6 milhões de votos, centenas de milhares a mais que Obama, e ganhou em Estados considerados determinantes nas eleições de novembro.

"Após as primárias de terça-feira nenhum dos dois pré-candidatos terá um número suficiente de delegados", afirmou Hillary, em argumento cada vez mais comum em sua campanha para justificar o fato de continuar na disputa.

Disputa

Mesmo com a vitória de Hillary em Porto Rico, Obama continua liderando a corrida democrata pela nomeação até as próximas --e últimas-- primárias do partido, que ocorrem nesta terça-feira (3) em Montana e Dakota do Sul.

Até o momento, Obama possui 2.070 delegados, contra 1.915 de Hillary, segundo contagem da rede CNN de televisão. Para que Hillary se aproximasse do rival no voto popular, ela teria que obter pelo menos 65% dos votos, em um comparecimento de dois milhões de pessoas.

Em entrevista à CNN, Luis Hector, um oficial das primárias, afirmou que apenas 1,5 milhão de cédulas foram impressas e cerca de 500 mil eleitores eram esperados em Porto Rico.

Além dos 55 delegados, Porto rico levará à Convenção Nacional Democrata, em Denver, em 25 de agosto, mais oito superdelegados --líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente das primárias estaduais.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca