Ex-rei do Nepal concorda em deixar palácio, diz ministro do Interior
da France Presse, em Katmandu
da Folha Online
O ex-rei do Nepal, Gyanendra, concordou em abandonar o palácio real antes do prazo de 12 de junho, depois da decisão da Assembléia Constituinte de abolir a monarquia, anunciou nesta segunda-feira o ministro do Interior, Krisna Prasad Sitaula.
"[O ex-monarca] afirmou que está disposto a viver como um simples cidadão", disse o ministro a jornalistas, depois de se reunir com Gyanendra. "Ele recebeu positivamente e aceitou a decisão adotada na primeira reunião da Assembléia Constituinte", acrescentou.
Na quarta-feira passada (28), a Assembléia Constituinte, dominada pelos maoístas, pôs fim formalmente a uma das últimas monarquias do Sudoeste Asiático e proclamou a república. O rei Gyanendra e sua família receberam um prazo de 15 dias para deixar o palácio, que deverá ser transformado em um museu.
"Todos os direitos, instalações e status tradicional e culturalmente conferidos ao rei e à família real, exceto aqueles dos quais gozam os cidadãos nepaleses, serão automaticamente extintos", diz a resolução --um pedido chave dos maoístas após o fim da guerra de uma década contra o governo-- aprovada pela Assembléia.
O monarca, que chegou ao trono em 4 de junho de 2001, havia ignorado todos os pedidos dos maoístas para que abandonasse o palácio antes da abolição formal da monarquia.
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