Mundo
02/06/2008 - 11h04

Hillary diz não estar pronta para seu "obituário político"

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Colaboração para a Folha Online

A pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton afirmou que enfrentará a corrida democrata pela nomeação "um dia por vez" e que está pensando em todas as opções às vésperas das últimas primárias democratas, em Montana e Dakota do Sul.

"As pessoas têm tentado me tirar desta corrida desde Iowa e meu obituário político ainda será escrito e nós continuaremos competindo", disse Hillary a repórteres neste domingo, após uma vitória esmagadora em Porto Rico, com 68% dos votos.

No discurso de vitória, a ex-primeira-dama voltou a repetir que os superdelegados democratas têm agora que decidir que pré-candidato tem mais possibilidades de vencer nas eleições presidenciais de novembro. Para tal, ela usa o argumento de que tem mais votos populares.

Nesta segunda-feira, sua equipe lançou uma propaganda de televisão em Montana e Dakota do Sul, pedindo aos eleitores que compareçam às urnas e afirmando que Hillary teve a maior votação popular da história das primárias presidenciais.

Elise Amendola/AP
Texto: Democratic presidential hopeful, Sen. Hillary Rodham Clinton, D-N.Y., shakes hands as she walks on stage during her primary day celebration in San Juan, Puerto Rico Sunday, June 1, 2008. (AP Photo/Elise Amendola)
Hillary Clinton cumprimenta eleitor durante discurso da vitória nas prévias de Porto Rico

"Alguns dizem que não há razão nenhuma para que Hillary seja a candidata democrata. Eles estão certos. Há 17 milhões de razões", diz o anúncio, sobre o número de votos da senadora.

Veja o vídeo

Contudo, até o momento, Barack Obama tem uma margem de 166.186 votos populares sobre Hillary. De acordo com o site político Real Clear Politics, Obama tem 17.267.658 votos contra 17.101.472 de Hillary.

Por isso, Hillary investe tanto nas primárias de Michigan. Sem nenhum candidato para concorrer nas primárias --eles retiraram seus nomes da cédula em respeito à anulação das primárias locais pelo Partido Democrata--, ela ganhou 328.307 votos contra nenhum de seu rival, Barack Obama. Assim, com todos estes eleitores contabilizados, ela teria uma liderança de 162.121 votos populares.

Superdelegados

Por enquanto, Obama lidera entre os superdelegados --líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente das primárias e que decidirão a nomeação democrata. Segundo cálculos da rede de televisão CNN, ele tem 321 superdelegados contra 291 de Hillary.

Contudo, Hillary ressalta que os superdelegados votam oficialmente somente na Convenção Democrata Nacional, em agosto e, até lá, podem mudar de idéia sobre seu apoio. Assim, ela espera usar estes dois meses para convencer a maioria deles de que é a candidata mais forte para vencer o provável candidato republicano John McCain nas eleições gerais.

"Este tem sido um processo tão intenso. eu não acredito que houve muito tempo para refletir o argumento que eu defendo, o que está certo", disse ela, em seu avião de campanha, enquanto deixava Porto Rico.

"Eu estou a frente no voto popular, ele está a frente nos delegados. Eles nunca ficaram separados antes", disse ainda.

Segundo a CNN, Obama lidera a disputa em delegados e superdelegados, com 2.070 contra 1.915.

"Eu acredito que apenas agora que nós estamos terminado as primárias as pessoas irão refletir sobre isso. Quem é nosso candidato mais forte? E eu acredito que eu sou e eu vou defender este argumento. E em algum ponto isso será aceito ou não", completou, marcando mais uma vez a determinação de sua campanha de ir até o fim.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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