Mundo
03/06/2008 - 10h15

Montana e Dakota do Sul esperam número recorde de eleitores

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

As urnas de Montana e Dakota do Sul estão abertas nesta terça-feira para as últimas primárias democratas. O evento deve atrair um número recorde de eleitores, segundo as expectativas dos funcionários eleitorais dos Estados.

Em Montana, a votação começou às 7h (10h em Brasília) e deve durar até às 20h (23h em Brasília). Em Dakota do Sul, as urnas também abriram às 7h (9h em Brasília) e devem fechar às 19h (21h em Brasília).

Em Montana, o número de eleitores registrados foi recorde. Segundo o diretor eleitoral dos Condados, Duane Winslow, a fila de eleitores querendo se registrar para a votação desta terça-feira chegava na rua.

1.jun.2008 - Rick Wilking/Reuters
Para professor, Obama (foto) já ganhou a nomeação democrata
Democrata Barack Obama em campanha na Dakota do Sul

Segundo relatos do jornal local "Billings Gazette", uma grande operação foi montada para receber e orientar os eleitores. "Espero que tenhamos um dia de eleições sem problemas", afirmou Winslow, para o jornal.

Com 25 delegados em jogo, Montana abre sua votação para os eleitores republicanos e independentes que queiram votar. Já Dakota do Sul oferece apenas sete delegados em uma eleição exclusiva para democratas. Nos dois Estados, Barack Obama é visto como favorito.

Ele lidera a corrida democrata há alguns meses. De acordo com a rede de televisão americana CNN, ele conta com 1.741 delegados eleitos, contra 1.624 da ex-primeira-dama Hillary Clinton. Os delegados necessários para garantir a nomeação são 2.118.

Obama conta ainda com uma fundamental liderança no número de superdelegados. Até o momento, ele tem 329 nomes a seu favor, contra 291 que apóiam Hillary. Se uma decisão não for alcançada com a votação das primárias, os superdelegados devem definir a candidatura democrata na Convenção Nacional, marcada para 25 de agosto, em Denver (Colorado).

Argumentos

No entanto, mesmo diante do cenário desanimador, Hillary parece determinada a continuar. Ela ressalta em sua campanha que os superdelegados (líderes partidários e políticos eleitos que votam independentemente) não estão comprometidos oficialmente até a data da convenção, o que daria a ela a chance de convencer os indecisos, ou até mesmo aqueles que apóiam Obama.

Para isso, ela investe em dois argumentos centrais: a maioria dos votos populares e seu apelo diante dos trabalhadores brancos.

27.mai.2008 - Elise Amendola/AP
Hillary faz campanha para democratas de Montana; o Estado realiza primárias nesta terça
Pré-candidata democrata Hillary Clinton faz campanha para seus eleitores em Montana

Segundo os cálculos do site especializado Real Clear Politics, com a validação dos votos populares de Michigan --onde a cédula eleitoral contava apenas com o nome de Hillary-- e Flórida, Hillary tem uma margem de 161.121 votos sobre Obama, com um total de 17.429.779.

Comparativamente, isso representa uma diferença de apenas 1% sobre os votos de Obama. Mas com pouco tempo e poucas oportunidades de virar o jogo, é o suficiente para Hillary fazer uma forte campanha por sua candidatura.

Para Richard Parker, professor de ciência política da Universidade de Harvard e especialista em campanha política, é certo que Hillary continuará na corrida democrata até a Convenção Nacional, tempo no qual ela continuará apelando aos superdelegados.

O especialista diz ser improvável uma "chapa dos sonhos", com Obama como presidente e Hillary como vice, uma solução apontada por analistas para atrair eleitorados fiéis aos dois pré-candidatos. "Eu acredito que seus assessores [de Obama] ficariam muito, muito hesitantes em uma chapa com os dois", disse Parker, em entrevista exclusiva à Folha Online.

Já para David Karol, especialista em política norte-americana e professor da faculdade de Ciência Política da Universidade de Berkeley, Hillary não conseguirá influenciá-los. "Os superdelegados vêem televisão, lêem jornais, falam entre eles. Hillary está tentando tudo o que pode; está lutando até o último minuto. Eu não acredito que possa influenciar os superdelegados, não há nenhum segredo que ela tenha", afirma, em entrevista exclusiva à Folha Online.

Eleitorado

Outro forte argumento de Hillary é o de que ela ainda carrega o 'trunfo' de ter ganho em Estados cruciais para as eleições gerais --como Ohio e Pensilvânia, com grandes colégios eleitorais.

Uma pesquisa do Gallup divulgada na semana passada indicou que Hillary tem maiores chances contra o republicano John McCain nos 20 Estados em que ela ganhou as primárias, com 50% das intenções de voto contra 43% do republicano.

Segundo a sondagem, nestes mesmos Estados, Obama empata estatisticamente com o senador republicano, com 45% das intenções de voto contra 46% de McCain. Assim, Hillary seria uma aposta mais segura para o Partido Democrata conquistar de volta a Casa Branca.

Para Thomas Schaller, especialista em eleições presidenciais norte-americanas e correspondente do jornal "Baltimore Sun", os argumentos para Hillary continuar na campanha refletem sua 'teimosia' na corrida, motivada pela obrigação histórica de permanecer na disputa até que o fim, como primeira mulher com chances reais de conquistar a nomeação e a Presidência.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca