Obama está próximo de obter nomeação; Hillary cogita ser vice
Colaboração para a Folha Online
O senador por Illinois Barack Obama está próximo de obter a nomeação do Partido Democrata para a candidatura à Casa Branca nesta terça-feira. Ao menos 20 superdelegados --veteranos do partido e oficiais eleitos que possuem voto livre na convenção nacional do partido-- e dez delegados comprometidos com o ex-pré-candidato John Edwards anunciaram seu apoio ao senador.
A contagem coloca Obama a menos de 15 delegados para obter o total de 2.118 necessário para enfrentar o provável candidato republicano, John McCain, nas eleições gerais de novembro, segundo contagem da agência de notícias Reuters. O comitê do pré-candidato divulgou que faltam apenas 12 delegados.
| Reuters |
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| Os candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama; a senadora cogita ser candidata a vice-presidente na chapa do rival |
Mais dois Estados realizam primárias democratas nesta terça-feira --Montana e Dakota do Sul-- e colocam 31 delegados em jogo.
A também pré-candidata Hillary Clinton anunciou em conferência com membros do Congresso de Nova York que estaria aberta a se tornar vice-presidente na chapa de Obama. Mas o comitê da senadora afirmou que ela não pretende desistir da corrida pela nomeação ainda nesta terça-feira.
"A disputa pela nomeação vai até quando alguém chegar ao mágico número. Isso não ocorreu hoje e não é isso que a senadora [Hillary] Clinton vai falar nesta noite", afirmou o presidente da campanha de Hillary, Terry McAuliffe à rede CNN de televisão.
Mais de 150 superdelegados ainda estão indecisos, e uma vitória de Obama nas primárias de Montana e Dakota do Sul pode incentivá-los a anunciarem o apoio ao senador.
Um grupo de 17 senadores democratas não-comprometidos com nenhum dos pré-candidatos se encontraram na tarde de hoje para discutir um possível apoio a Obama.
| 1.jun.2008 - Rick Wilking/Reuters |
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| Democrata Barack Obama faz campanha em Dakota do Sul |
Eles se reunirão novamente amanhã, mas não devem anunciar sua decisão antes da noite de quinta-feira (5), segundo um colaborador do Senado.
Vários superdelegados anunciaram sua posição ao longo do dia. O ex-presidente Jimmy Carter (1977-1981) irá apoiar Obama assim que as primárias de Montana e Dakota do Sul terminarem, segundo informações do Centro Carter.
O representante (deputado) James Clyburn da Carolina do Sul, o terceiro membro democrata em importância na Casa dos Representantes, também anunciou seu apoio a Obama e incentivou outros superdelegados a fazer o mesmo para que o senador possa encerrar o processo da nomeação até o fim do dia.
"Hoje, o processo das primárias se aproxima de um fim", afirmou Clyburn em entrevista para a rede NBC de televisão. "Eu acredito que chegou a hora de todos os delegados não comprometidos tomarem sua decisão", acrescentou.
Obama planeja celebrar a vitória para iniciar a campanha das eleições gerais contra McCain após as primárias desta terça-feira. Ele fará o evento na arena de hockey de St. Paul, Minnesota, onde os republicanos realizarão sua Convenção Nacional em setembro.
Sem mais viagens de campanha a planejar, os trabalhadores da campanha de Hillary foram incentivados a ir para Nova York --onde Hillary fará um discurso nesta terça-feira-- ou para suas casas e esperar por novas coordenadas.
Persistência
Hillary conta com os superdelegados para, mesmo atrás na corrida democrata e com chances matematicamente remotas de virar o jogo, continuar na disputa. Ela ressalta em sua campanha que os superdelegados não estão comprometidos oficialmente até a data da convenção, o que daria a ela a chance de convencer os indecisos, ou até mesmo aqueles que apóiam Obama.
| 27.mai.2008 - Elise Amendola/AP |
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| Pré-candidata democrata Hillary Clinton faz campanha para seus eleitores em Montana |
Para isso, ela investe em dois argumentos centrais: a maioria dos votos populares e seu apelo diante dos trabalhadores brancos.
Para Richard Parker, professor de ciência política da Universidade de Harvard e especialista em campanha política, é certo que Hillary continuará na corrida democrata até a Convenção Nacional, tempo no qual ela continuará apelando aos superdelegados.
Já para David Karol, especialista em política norte-americana e professor da faculdade de Ciência Política da Universidade de Berkeley, Hillary não conseguirá influenciá-los. "Os superdelegados vêem televisão, lêem jornais, falam entre eles. Hillary está tentando tudo o que pode; está lutando até o último minuto. Eu não acredito que possa influenciar os superdelegados, não há nenhum segredo que ela tenha", afirmou ele, em entrevista exclusiva à Folha Online.
Com Reuters
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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