Mundo
03/06/2008 - 21h14

No final das primárias, McCain ataca Obama e se distancia de Bush

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da Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, deve atacar o favorito na corrida democrata, Barack Obama, nesta terça-feira, dia que marca a votação das últimas primárias. Eleitores dos Estados de Montana e Dakota do Sul foram às urnas hoje.

Segundo trechos de um discurso que McCain fará na noite desta terça-feira, obtidos pela agência Reuters, ele dirá que, caso seja eleito à Presidência, trará aos EUA o "tipo certo de mudança".

Matthew Cavanaugh/Efe
John McCain (foto) deve atacar Barack Obama em discurso nesta terça-feira
John McCain (foto) deve atacar Barack Obama em discurso nesta terça-feira

"Ele é um homem que impressionante, que dá uma ótima impressão a à primeira vista", deve dizer McCain a respeito do provável rival democrata, segundo o texto divulgado pela Reuters.

"Mas ele não quer desafiar seu partido e correr o risco de ser alvo de críticas de seus apoiadores para trazer mudanças reais a Washington. Eu quero", diz o discurso de McCain.

Senador pelo Arizona, McCain já garantiu a candidatura republicana ao alcançar os 1.191 delegados necessários para a nomeação. No discurso, ele deve também tentar distanciar-se do atual presidente americano, o também republicano George W. Bush, prometendo instaurar uma nova política energética e um novo plano para lidar com o aquecimento global.

Obama está próximo de obter a nomeação do Partido Democrata para a candidatura à Casa Branca nesta terça-feira. Ao menos 20 superdelegados --veteranos do partido e oficiais eleitos que possuem voto livre na convenção nacional do partido-- e dez delegados comprometidos com o ex-pré-candidato John Edwards anunciaram seu apoio ao senador.

Mais dois Estados realizam primárias democratas nesta terça-feira --Montana e Dakota do Sul-- e colocam 31 delegados em jogo.

Vice

Reuters
Os rivais democratas Hillary Clinton e Barack Obama; ela cogita ser vice, diz AP
Os candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama; a senadora cogita ser candidata a vice-presidente na chapa do rival

A também pré-candidata Hillary Clinton anunciou em conferência com membros do Congresso de Nova York que estaria aberta a se tornar vice-presidente na chapa de Obama. Mas o comitê da senadora afirmou que ela não pretende desistir da corrida pela nomeação ainda nesta terça-feira.

"A disputa pela nomeação vai até quando alguém chegar ao mágico número. Isso não ocorreu hoje e não é isso que a senadora [Hillary] Clinton vai falar nesta noite", afirmou o presidente da campanha de Hillary, Terry McAuliffe à rede CNN de televisão.

Mais de 150 superdelegados ainda estão indecisos, e uma vitória de Obama nas primárias de Montana e Dakota do Sul --que é esperada segundo as últimas pesquisas-- pode incentivá-los a anunciarem o apoio ao senador.

Um grupo de 17 senadores democratas não-comprometidos com nenhum dos pré-candidatos se encontraram na tarde de hoje para discutir um possível apoio a Obama.

Apoio

Vários superdelegados anunciaram sua posição ao longo do dia. O ex-presidente Jimmy Carter (1977-1981) irá apoiar Obama assim que as primárias de Montana e Dakota do Sul terminarem, segundo informações do Centro Carter.

O representante (deputado) James Clyburn da Carolina do Sul, o terceiro membro democrata em importância na Casa dos Representantes, também anunciou seu apoio a Obama e incentivou outros superdelegados a fazer o mesmo para que o senador possa encerrar o processo da nomeação até o fim do dia.

"Hoje, o processo das primárias se aproxima de um fim", afirmou Clyburn em entrevista para a rede NBC de televisão. "Eu acredito que chegou a hora de todos os delegados não comprometidos tomarem sua decisão", acrescentou.

Obama planeja celebrar a vitória para iniciar a campanha das eleições gerais contra McCain após as primárias desta terça-feira. Ele fará o evento na arena de hockey de St. Paul, Minnesota, onde os republicanos realizarão sua Convenção Nacional em setembro.

Sem mais viagens de campanha a planejar, os trabalhadores da campanha de Hillary foram incentivados a ir para Nova York --onde Hillary fará um discurso nesta terça-feira-- ou para suas casas e esperar por novas coordenadas.

com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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