Mundo
03/06/2008 - 22h58

Pouco antes de definição democrata, McCain ataca Barack Obama

Publicidade

da Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, atacou Barack Obama em discurso em Nova Orleans (Lousiana) nesta terça-feira, pouco antes de o senador por Illinois alcançar os 2.118 delegados necessários para garantir a nomeação democrata.

"Ele é um homem que impressionante, que dá uma ótima impressão a à primeira vista", disse McCain no discurso, a respeito do provável rival democrata.

Lee Celano/Reuters
O candidato republicano à Casa Branca John McCain (foto) ataca Barack Obama
O candidato republicano à Casa Branca John McCain (foto) ataca Barack Obama em discurso em Nova Orleans nesta terça-feira

"Mas ele não quer desafiar seu partido e correr o risco de ser alvo de críticas de seus apoiadores para trazer mudanças reais a Washington. Eu quero", acrescentou.

O republicano disse ainda que as atuais eleições trarão transformações, mas que a questão é "escolher as corretas", que seriam "realizar mudanças em áreas como as da saúde e da educação", além de melhorar a "resposta a desastres naturais e os serviços de inteligência"

"A mudança correta é deixar de impedir que os americanos façam aquilo que sempre fizeram: superar os obstáculos, transformar os problemas em oportunidades, e fazer do mundo um local mais seguro e melhor para as gerações futuras", afirmou ainda McCain no discurso.

"Para ficarmos seguros, precisamos reformular o Exército, os serviços de inteligência e a diplomacia, reforçar as alianças e saber responder rapidamente a catástrofes", acrescentou.

Em suas declarações, McCain afirmou que optar pelas "mudanças erradas" seria "não olhar para o futuro, mas sim para o passado e cometer os mesmos erros". "Tenho um pouco mais de idade do que o meu oponente, e saberei não repetir os erros que já foram cometidos".

"Vocês ouvem o tempo todo que meu mandato na Casa Branca seria uma continuidade do governo [do atual presidente George W.] Bush. Por que Obama repete isso? Porque ele sabe que é muito difícil que os americanos acreditem em algo que sabem que é falso. Então, ele prefere repetir essa teoria, em vez de discutir os rumos do país caso eu seja eleito", disse.

"O público americano me conhece há algum tempo, mas não conhece Barack Obama. Alguns podem achar que sou um servidor imperfeito deste país, mas eu o servirei sempre", afirmou.

Energia

Em seu discurso, McCain abordou ainda a questão energética e a dependência americana do petróleo. "O próximo presidente precisará romper completamente com as políticas energéticas, não só do governo Bush, mas também das administrações que o precederam".

"Nenhum problema é mais urgente que a nossa dependência do petróleo estrangeiro", disse McCain, acrescentando que o problema ameaça a economia, a segurança e o meio-ambiente.

"Se quisermos alcançar a independência energética, precisamos de um presidente que coloque os interesses da nação acima do partido. Eu tenho esse histórico. Obama não".

O senador pelo Arizona citou ainda seu plano contra o aquecimento global, dizendo que este tema --ao lado de outros, como o Iraque-- sé um de seus pontos de divergência com Bush.

"Eu discordei muito da política no Iraque e defendi a atual, que agora está dando certo. Eu fui muito criticado pelos democratas, pelos republicanos e pela imprensa por isso", disse McCain.

"Sei que os americanos estão cansados dessa guerra, não estou indiferente ao sofrimento de tantas famílias americanas. Eu odeio a guerra, e a conheço muito bem, sei o que ela significa", acrescentou o republicano, que serviu na Guerra do Vietnã e foi herói de guerra.

com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca