Em discurso em Minnesota, Obama se declara o candidato democrata
da Folha Online
Pouco depois de alcançar os 2.118 delegados necessários para garantir a nomeação democrata, o senador por Illinois Barack Obama declarou-se o candidato do partido na corrida presidencial de 2008 em um discurso realizado em Saint Paul, em Minnesota.
"Nesta noite, a temporada de primárias finalmente chegou ao fim. Mais de 16 se meses passaram desde que começamos a campanha em Springfield (Illinois). Desde então, milhares de quilômetros foram percorridos e milhões foram ouvidos", afirmou Obama na abertura.
| Jason Reed/Reuters |
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| Provável candidato democrata Barack Obama chega para discurso em Saint Paul (Minnesota) |
"Graças a vocês, a mudança chegará a Washington. Vocês escolheram não dar ouvidos às dúvidas ou ao medo, mas aos seus corações e a aquilo em que acreditam. Por causa de vocês, posso dizer que eu serei o nomeado democrata para a corrida presidencial de 2008".
Em suas declarações, Obama fez elogios à rival democrata, a senadora por Nova York e ex-primeira-dama Hillary Clinton.
"A senadora Clinton fez história nessa campanha, não apenas porque fez aquilo que nenhuma mulher fez antes, mas porque é uma líder nos EUA, que inspira milhões nesse país. Eu a parabenizo pela vitória em Dakota do Sul e pela campanha que fez até hoje", disse Obama.
Os elogios fizeram crescer os rumores de que Hillary pode concorrer à vice-presidência em uma chapa conjunta com Obama. A própria senadora admitiu pela primeira vez essa possibilidade nesta terça-feira, em uma teleconferência com legisladores democratas.
"Quando vencermos [as eleições de novembro], e nós venceremos essa luta, ela [Hillary] será central nessa vitória. Nosso partido e nosso país estão muito melhor por causa dela, e hoje eu sou um candidato melhor por ter tido a honra de competir com ela", disse Obama.
"Há quem diga que estas primárias enfraqueceram e dividiram o Partido Democrata. Eu digo, no entanto que por causa dessas primárias, milhões de americanos foram às urnas. Vamos agora nos unir para alcançar um novo caminho para os EUA", disse ainda Obama.
Obama disse ainda que "é hora de virar a página das políticas do passado", trazer "novas idéias para os desafios atuais" e dar uma "nova direção a esse país que tanto amamos".
"A jornada será difícil, o caminho será árduo. Eu encaro esse desafio com as minhas limitações, mas também com uma fé infinita na capacidade dos americanos. Nós seremos capazes, daqui a alguns anos, a dizer às novas gerações que esse foi o momento em que trouxemos mudanças para a saúde, demos fim a essa guerra e refizemos essa nação".
Críticas a McCain
Apesar de ter poupado Hillary, Obama fez várias críticas ao republicano John McCain.
Segundo Obama, McCain é um homem que "serviu aos EUA, e tudo o que ele alcançou deve ser honrado e respeitado".
"Mas o que ele oferece não são mudanças, são as mesmas políticas para a educação e a economia. Não é mudança o que ele promete para o Iraque, que é continuar a mesma política. Nós [os democratas] questionamos o motivo de continuarmos no Iraque, em uma guerra na qual gastamos bilhões de dólares por dia, e que não nos faz mais seguros".
"Gostaria de poder dizer que ainda há boas opções para o Iraque. Mas não é uma boa opção mantermos as nossas tropas lá. É hora de reestruturarmos o nosso Exército, e de garantirmos que nossos soldados tenham os benefícios que merecem quando voltarem".
Problemas domésticos
Em seu discurso, Obama criticou ainda o rival republicano por voltar-se demais para as questões externas e deixar de lado os problemas domésticos enfrentados pelos americanos.
"McCain gastou muito tempo com viagens ao Iraque ultimamente, mas se ele gastasse mais tempo indo às cidades americanas atingidas pela crise econômica, como as de Ohio e Minnesota, ele entenderia o tipo de mudanças que os americanos precisam e esperam".
"Se ele fosse à Pensilvânia e se encontrasse com o homem que perdeu seu emprego e não tem dinheiro nem para pagar a gasolina do seu carro, entenderia que é preciso mudar nossa política energética, que criaria milhões de empregos. Essa é a mudança que precisamos".
"Se ele fosse às escolas da Carolina do Sul, entenderia que nossas crianças merecem investimentos em educação, que não deve ser privilégio de poucos, mas garantida a todos"
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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