Mundo
04/06/2008 - 00h21

Obama declara ser o candidato democrata; Hillary não desiste

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da Folha Online

Na noite desta terça-feira, o senador por Illinois Barack Obama se declarou o candidato democrata à Presidência dos EUA, após atingir a marca mínima de delegados para garantir a nomeação do partido, segundo projeção da rede CNN. No entanto, sua rival Hillary Clinton disse que não tomaria decisão na noite de hoje.

Com 31 delegados em jogo, os Estados de Montana e Dakota do Sul foram os últimos a realizar as primárias democratas na noite desta terça. Obama venceu em Montana, e Hillary ganhou em Dakota do Sul.

"A temporada de primárias finalmente chegou ao fim nesta noite", disse Obama em discurso realizado em Saint Paul, Minnesota. "Graças a vocês, a mudança chegará a Washington", declarou o senador por Illinois, que falou depois de o provável candidato republicano, John McCain, e sua Hillary discursarem, em Nova Orleans e Nova York, respectivamente.

Jason Reed/Reuters
Provável candidato democrata à Presidência dos EUA ao chegar em comício onde se declarou o vencedor da disputa pela nomeação
Provável candidato democrata à Presidência dos EUA ao chegar em comício onde se declarou o vencedor da disputa pela nomeação

"O partido precisa estar unido. Essa campanha tem sido muito longa, mas eu não vou tomar decisões nesta noite", disse Hillary.

Já Obama fez o discurso assumindo a vitória. "Vocês escolheram não ouvir as dúvidas ou ao medo, mas ouviram seus corações e aquilo em que acreditam", declarou. "Por causa de vocês, posso dizer nesta noite que eu serei o nomeado democrata para a corrida presidencial de 2008."

Durante o discurso, Obama fez vários elogios a Hillary e disse que ela será "central" na vitória democrata. "Nosso partido e nosso país estão muito melhor por causa dela, e eu sou um candidato melhor por ter tido a honra de competir com Hillary Rodham Clinton."

O democrata aproveitou a ocasião para desferir diversos ataques contra McCain, quem deve enfrentar nas eleições gerais de novembro. McCain é "um homem que serviu a esse país, honramos e respeitamos tudo o que ele alcançou, apesar de ele se recusar a respeitar as minhas conquistas", declarou Obama. McCain também usou boa parte de seu discurso para atacar o democrata.

Justin Lane/Efe
A senadora por Nova York e pré-candidata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton, durante discurso na cidade de Nova York
A senadora por Nova York e pré-candidata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton, durante discurso na cidade de Nova York

Obama alcançou a marca dos 2.118 delegados, quantidade suficiente para se tonar o candidato democrata e enfrentar McCain nas eleições gerais, segundo projeção da CNN.

A emissora chegou ao número somando os delegados eleitos comprometidos com o senador e os superdelegados que anunciaram o endosso. No entanto, o apoio dos superdelegados somente será oficializado durante a Convenção Nacional Democrata, em agosto.

Até o momento, o senador Obama possui o apoio oficial de 1.761 delegados eleitos, contra 1.636 da rival Hillary Clinton. Na soma de delegados e superdelegados, Obama tem 2.132 e Hillary, 1.925.

Vários superdelegados anunciaram apoio a Obama ao longo do dia, entre eles o representante (deputado) James Clyburn da Carolina do Sul, o terceiro membro democrata em importância na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), que incentivou outros superdelegados a fazer o mesmo para que o senador pudesse encerrar o processo da nomeação até o fim desta terça.

McCain

McCain atacou Barack Obama em discurso em Nova Orleans (Louisiana) nesta terça, pouco antes de o senador por Illinois alcançar os 2.118 delegados.

"Ele é um homem que impressionante, que dá uma ótima impressão a à primeira vista", disse McCain no discurso, a respeito do provável rival democrata.

"Mas ele não quer desafiar seu partido e correr o risco de ser alvo de críticas de seus apoiadores para trazer mudanças reais a Washington. Eu quero", acrescentou.

Lee Celano/Reuters
O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain (foto) ataca o democrata Barack Obama em discurso
O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain (foto) ataca o democrata Barack Obama em discurso

O republicano disse ainda que as atuais eleições trarão transformações, mas que a questão é "escolher as corretas", que seriam "realizar mudanças em áreas como as da saúde e da educação", além de melhorar a "resposta a desastres naturais e os serviços de inteligência".

Em suas declarações, McCain afirmou que optar pelas "mudanças erradas" seria "não olhar para o futuro, mas sim para o passado e cometer os mesmos erros". "Tenho um pouco mais de idade do que o meu oponente, e saberei não repetir os erros que já foram cometidos".

"Vocês ouvem o tempo todo que meu mandato na Casa Branca seria uma continuidade do governo [do atual presidente George W.] Bush. Por que Obama repete isso? Porque ele sabe que é muito difícil que os americanos acreditem em algo que sabem que é falso. Então, ele prefere repetir essa teoria, em vez de discutir os rumos do país caso eu seja eleito", disse.

"O público americano me conhece há algum tempo, mas não conhece Barack Obama. Alguns podem achar que sou um servidor imperfeito deste país, mas eu o servirei sempre", afirmou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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