Mundo
04/06/2008 - 07h51

Obama elogia Hillary, que não desiste da disputa democrata

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da Folha Online

Depois de se declarar o candidato democrata para disputar a Presidência dos Estados Unidos nas eleições gerais de novembro, o senador por Illinois Barack Obama se volta nesta quarta-feira para a tarefa de tentar unificar o partido para uma disputa de cinco meses com o republicano John McCain.

Durante o discurso, Obama fez vários elogios a sua rival Hillary Clinton e disse que ela será "central" na vitória democrata. "Nosso partido e nosso país estão muito melhor por causa dela, e eu sou um candidato melhor por ter tido a honra de competir com Hillary Rodham Clinton."

De acordo com projeção da rede de TV CNN, Obama ultrapassou a marca mínima necessária de 2.118 delegados que precisava para garantir a nomeação do Partido Democrata na convenção que será realizada em agosto.

Jason Reed/Reuters
Provável candidato democrata Barack Obama chega para discurso em Saint Paul (Minnesota)
Provável candidato democrata Barack Obama chega para discurso em Saint Paul (Minnesota)

A emissora chegou ao número somando os delegados eleitos comprometidos com o senador e os superdelegados que anunciaram o endosso. No entanto, o apoio dos superdelegados somente será oficializado durante a Convenção Nacional Democrata, em agosto.

Até o momento, segundo a CNN, Obama possui o apoio oficial de 1.762 delegados eleitos, contra 1.637 da rival Hillary Clinton. Na soma de delegados e superdelegados, Obama tem 2.156 e Hillary, 1.923.

"Nesta noite, nós marcamos o fim de uma jornada histórica com o começo de outra", disse Obama na celebração da vitória em St. Paul, em Minnesota. "Nesta noite, eu posso ficar diante de vocês e dizer que serei o candidato democrata para presidente dos Estados Unidos", disse ele a cerca de 17 mil partidários.

Os cinco meses de prévias democratas terminaram ontem com votações nos Estados de Montana e Dakota do Sul, os últimos a realizarem as primárias e que colocavam em jogo 31 delegados. Obama venceu em Montana, e Hillary ganhou em Dakota do Sul.

Justin Lane/Efe
Hillary faz discurso em Nova York e não desiste de ser candidata à Presidência
Hillary faz discurso em Nova York e não desiste de ser candidata à Presidência

Apesar de Obama se declarar o candidato democrata, a rival Hillary Clinton, ex-primeira-dama dos EUA que entrou na disputa democrata há 17 meses como forte favorita, não concedeu a derrota e disse que consultaria os líderes do partido e apoiadores para determinar qual seria seu próximo passo.

"Não vou tomar nenhuma decisão nesta noite", afirmou Hillary. Ela também pediu aos seus mais de 18 milhões de eleitores para que enviassem sugestões a seu site sobre o que deveria fazer.

"Eu estou comprometida com a união do nosso partido para que possamos nos mover adiante mais fortes e mais prontos que nunca para tomar de volta a Casa Branca em novembro", disse Hillary. Apesar das afirmações, ela não fez nenhuma proposta a Obama. Espera-se que os dois se encontrem em breve para discutir a campanha eleitoral e o papel de Hillary na disputa.

Discurso

Durante o discurso, Obama aproveitou para desferir diversos ataques contra McCain, que deve ser seu rival nas eleições gerais de novembro. McCain é "um homem que serviu a esse país. Honramos e respeitamos tudo o que ele alcançou, apesar de ele se recusar a respeitar as minhas conquistas", afirmou Obama. McCain também usou boa parte de seu discurso para atacar o democrata.

Os ataques de McCain foram feitos em discurso em Nova Orleans (Louisiana) ontem à noite, pouco antes de o senador por Illinois alcançar os 2.118 delegados. "Ele é um homem impressionante, que dá uma ótima impressão à primeira vista", disse McCain no discurso.

"Mas ele não quer desafiar seu partido e correr o risco de ser alvo de críticas de seus apoiadores para trazer mudanças reais a Washington. Eu quero", acrescentou.

Lee Celano/Reuters
O provável candidato republicano John McCain ataca o democrata Barack Obama em discurso
O provável candidato republicano John McCain ataca o democrata Barack Obama em discurso

O republicano disse ainda que as atuais eleições trarão transformações, mas que a questão é "escolher as corretas", que seriam "realizar mudanças em áreas como as da saúde e da educação", além de melhorar a "resposta a desastres naturais e os serviços de inteligência".

Em suas declarações, McCain afirmou que optar pelas "mudanças erradas" seria "não olhar para o futuro, mas sim para o passado e cometer os mesmos erros". "Tenho um pouco mais de idade que o meu oponente, e saberei não repetir os erros que já foram cometidos".

"Vocês ouvem o tempo todo que meu mandato na Casa Branca seria uma continuidade do governo [do atual presidente George W.] Bush. Por que Obama repete isso? Porque ele sabe que é muito difícil que os americanos acreditem em algo que sabem que é falso. Então, ele prefere repetir essa teoria, em vez de discutir os rumos do país caso eu seja eleito", disse.

"O público americano me conhece há algum tempo, mas não conhece Barack Obama. Alguns podem achar que sou um servidor imperfeito deste país, mas eu o servirei sempre", afirmou.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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