Mundo
04/06/2008 - 11h23

Bush parabeniza Barack Obama por alcançar nomeação democrata

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da Folha Online

O presidente americano, George W. Bush, parabenizou Barack Obama por ter garantido a nomeação do Partido Democrata para a corrida presidencial, ao obter os 2.118 delegados necessários, disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, nesta quarta-feira.

"O presidente Bush parabeniza o senador Obama por ter alcançado a nomeação democrata para as eleições presidenciais de 2008", disse Perino à imprensa.

Jason Reed/Reuters
Provável candidato democrata Barack Obama chega para discurso em Saint Paul (Minnesota)
Provável candidato democrata Barack Obama chega para discurso em Saint Paul (Minnesota)

"Ele sabe, devido à sua própria experiência, que o processo para a candidatura presidencial é árduo, e o senador Obama percorreu um longo caminho até conseguir a nomeação", disse. Segundo Perino, Bush não telefonou para Obama para parabenizá-lo diretamente.

Depois de se declarar o candidato democrata para as eleições de novembro, Obama tenta agora unificar o partido para uma disputa de cinco meses com o republicano John McCain.

Durante discurso nesta terça-feira em Minnesota, ele não poupou críticas ao provável rival. Segundo Obama, McCain é um homem que "serviu aos EUA, e tudo o que ele alcançou deve ser honrado e respeitado".

Justin Lane/Efe
Hillary faz discurso em Nova York e não desiste de ser candidata à Presidência
Hillary faz discurso em Nova York e não desiste de ser candidata à Presidência

"Mas o que ele oferece não são mudanças, são as mesmas políticas para a educação e a economia. Não é mudança o que ele promete para o Iraque, que é continuar a mesma política. Nós [os democratas] questionamos o motivo de continuarmos no Iraque, em uma guerra na qual gastamos bilhões de dólares por dia, e que não nos faz mais seguros".

"McCain gastou muito tempo com viagens ao Iraque ultimamente, mas se ele gastasse mais tempo indo às cidades americanas atingidas pela crise econômica, como as de Ohio e Minnesota, ele entenderia o tipo de mudanças que os americanos precisam e esperam".

"Se ele fosse à Pensilvânia e se encontrasse com o homem que perdeu seu emprego e não tem dinheiro nem para pagar a gasolina do seu carro, entenderia que é preciso mudar nossa política energética, que criaria milhões de empregos. Essa é a mudança que precisamos".

McCain ataca Obama

McCain também usou boa parte de seu discurso em Nova Orleans para atacar o democrata, pouco antes de o senador por Illinois alcançar os 2.118 delegados. "Ele é um homem impressionante, que dá uma ótima impressão à primeira vista", disse McCain no discurso.

"Mas ele não quer desafiar seu partido e correr o risco de ser alvo de críticas de seus apoiadores para trazer mudanças reais a Washington. Eu quero", acrescentou.

"Vocês ouvem o tempo todo que meu mandato na Casa Branca seria uma continuidade do governo [do atual presidente George W.] Bush. Por que Obama repete isso? Porque ele sabe que é muito difícil que os americanos acreditem em algo que sabem que é falso. Então, ele prefere repetir essa teoria, em vez de discutir os rumos do país caso eu seja eleito", disse.

"O público americano me conhece há algum tempo, mas não conhece Barack Obama. Alguns podem achar que sou um servidor imperfeito deste país, mas eu o servirei sempre", afirmou.

Vice

Em suas declarações, Obama fez elogios à senadora por Nova York e ex-primeira-dama Hillary Clinton.

"A senadora Clinton fez história nessa campanha, não apenas porque fez aquilo que nenhuma mulher fez antes, mas porque é uma líder nos EUA, que inspira milhões nesse país. Eu a parabenizo pela vitória em Dakota do Sul e pela campanha que fez até hoje", disse Obama.

Os elogios fizeram crescer os rumores de que Hillary pode concorrer à vice-presidência em uma chapa conjunta com Obama. A própria senadora admitiu pela primeira vez essa possibilidade nesta terça-feira, em uma teleconferência com legisladores democratas.

"Quando vencermos [as eleições de novembro], e nós venceremos essa luta, ela [Hillary] será central nessa vitória. Nosso partido e nosso país estão muito melhor por causa dela, e hoje eu sou um candidato melhor por ter tido a honra de competir com ela", disse Obama.

"Há quem diga que estas primárias enfraqueceram e dividiram o Partido Democrata. Eu digo, no entanto que por causa dessas primárias, milhões de americanos foram às urnas. Vamos agora nos unir para alcançar um novo caminho para os EUA", disse ainda Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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