Em discurso para judeus, Obama promete acabar com a ameaça do Irã
da Folha Online
O senador por Illinois Barack Obama --que obteve ontem os 2.118 delegados necessários para obter a nomeação do Partido Democrata-- prometeu em discurso no Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (Aipac, na sigla em inglês), em Washington, que caso seja eleito para a Casa Branca, fará "todo o possível" para "garantir a segurança de Israel" e "dará fim à ameaça" do Irã.
"Não há ameaça maior para Israel ou para a paz e a estabilidade da região [do Oriente Médio] que o Irã. A ameaça iraniana é grave, e meu objetivo como presidente será eliminá-la", disse Obama.
| Charles Dharapak/AP |
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| O provável candidato democrata Barack Obama durante discurso em Washington |
Nas declarações, Obama criticou o provável candidato republicano, John McCain, pela política que defende para a Guerra do Iraque. "Precisamos mudar a nossa política para a região. Em 2002, já sabíamos que o Irã era uma ameaça para Israel, que tinha armas nucleares, mas ignoramos essa ameaça. Esse foi o principal motivo pelo qual fui contra a invasão do Iraque, porque acreditava que isso daria força para o extremismo na região", afirmou o democrata.
"McCain não reconhece que a atual política no Iraque é fracassada, ele quer mantê-la. Eu me recuso a manter uma política que faz com que Israel seja menos seguro", acrescentou ele.
Para Obama, manter as tropas por tempo indefinido no Iraque "não enfraquece o Irã, mas o fortalece". "Por isso, defendo a saída do Iraque, com o mesmo cuidado com que entramos.
"Depois disso, passaremos a pressionar o Iraque a assumir a responsabilidade, assim como pressionaremos o Irã. Farei todo o possível para impedir que o Irã possua armas nucleares".
Processo de paz
Nas declarações, Obama falou ainda sobre as negociações de paz no Oriente Médio.
"Os israelenses entendem que a segurança verdadeira só pode existir se houver paz. Por isso, faremos todos o possível para que Israel e os países da região a alcancem. A paz é do interesse nacional dos EUA, de Israel e da ANP (Autoridade Nacional Palestina). Como presidente, ajudarei na manutenção de dois Estados --um israelense e um palestino, vivendo lado a lado. Me comprometo, desde o início de minha administração, a trabalhar para isso".
"Os palestinos precisam de um Estado independente, mas é preciso também preservar o Estado de Israel. Jerusalém deve continuar sem divisões, e a ser a capital de Israel", disse.
Obama disse também que é preciso isolar o grupo radical islâmico Hamas, que administra a faixa de Gaza desde junho de 2007. "Não há espaço para negociações com terroristas. Não aceitaremos [o Hamas] antes que eles reconheçam Israel e renunciem à violência", afirmou.
"A paz não virá para os palestinos por meio do extremismo e de falsos líderes. Peço que a ANP combata o extremismo e dê apoio verdadeiro [ao presidente da ANP] Mahmoud Abbas".
"Não tenho ilusões de que a paz será fácil, ela precisará de decisões fortes de ambos os lados. Mas palestinos e israelenses querem a paz, e os EUA devem ajudar neste processo, para deter o vácuo causado pela violência na região", disse ainda Obama.
Diplomacia
O provável candidato democrata à Casa Branca defendeu ainda o uso da diplomacia perante as questões da política externa. "Precisamos de uma política diplomática que defenda claramente nossos interesses. Não temos tempo a perder. É hora de liderarmos, propondo uma agenda e coordenando o diálogo com nossos aliados, principalmente com Israel", disse.
"Recentemente, acredita-se que a diplomacia não pode ser dura, foram esquecidos os exemplos de [Franklin] Roosevelt (1933-1945) e [Harry] Truman (1945-1953). Nós tentaremos restaurar essa diplomacia, sem alimentar ilusões quanto a questões como o Irã", afirmou.
Segundo Obama, às vezes "não há alternativa senão o confronto". "Caso tenhamos que usar a força militar, teremos muito mais apoio doméstico e externo se tivermos antes esgotado as vias diplomáticas. Essa é a mudança que precisamos para nossa política externa", disse ele.
O senador por Illinois abordou ainda no discurso a questão da política energética nos EUA.
"É hora de tomarmos passos concretos para dar fim à nossa dependência do petróleo. Para isso, precisaremos estreitar nossa aliança com Israel para encontrarmos meios alternativos de energia. Como presidente, farei de tudo para defender nossos interesses e os de Israel".
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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