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04/06/2008 - 13h00

Veja lista de possíveis candidatos a vice na chapa de Obama

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Colaboração para a Folha Online

O senador Barack Obama de Illinois obteve nesta terça-feira a marca de 2.118 delegados, segundo projeção da CNN, e se declarou candidato democrata à Presidência dos EUA. Logo após se anunciar o nomeado, Obama deu os primeiros passos na escolha de um candidato a vice-presidente para a sua chapa.

O senador pediu para Jim Johnson, ex-presidente da companhia hipotecária Fannie Mae, iniciar a procura dos candidatos em potencial, segundo um comunicado entregue à imprensa.

Johnson realizou um trabalho similar com os nomeados democratas John Kerry (derrotado por George W. Bush nas eleições gerais), em 2004, e com Walter Mondale (derrotado por Ronald Reagan), em 1984.

A também pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton afirmou nesta terça-feira que está aberta a propostas para ser vice e seus colaboradores iniciaram uma campanha de lobby para que isso aconteça.

O comitê de Obama, por outro lado, deixa as opções em aberto. "É muito cedo para falar disso", disse o estrategista David Axelrod, após afirmar considerar Hillary uma pessoa "incrivelmente formidável".

Veja lista de prováveis vice-presidentes de Barack Obama:

31.jan.2007 - Susan Walsh/AP
Os senadores Joseph Biden (à esq.) e Barack Obama participam de sessão sobre o Iraque
Os senadores Joseph Biden (à esq.) e Barack Obama participam de sessão sobre o Iraque

Joseph Biden, 65

Senador por Delaware, presidente do Comitê de Relações Internacionais do Senado, é respeitado em questões de política externa e daria a Obama mais autoridade no assunto. Mas Obama pode não querer se unir a um outro senador e poderia estar procurando outro político mais novo para reforçar o ar de mudança de sua proposta eleitoral.

Wesley Clark, 63

General do Exército reformado e ex-comandante da OTAN, que concorreu sem sucesso pela nomeação democrata em 2004. Clark declarou apoio a Hillary Clinton durante a campanha e poderia ajudar nos comícios do partido e a providenciar mais credibilidade em assuntos de segurança nacional. No entanto, ele não fez uma boa campanha em 2004 e não geraria muito entusiasmo entre ativistas do partido.

Hillary Clinton, 60

John Sommers /Reuters
Wesley Clark faz discurso durante campanha de 2004 no Tennesee
Wesley Clark faz discurso durante campanha de 2004 no Tennesee

Pesquisas mostraram forte apoio dos democratas à chamada "chapa dos sonhos", com Obama e Hillary, a sua maior rival pela nomeação do partido. Obama não descartou a possibilidade, o que poderia ajudar a unificar o partido após uma dura luta nas primárias entre os dois candidatos. Mas a senadora por Nova York e ex-primeira-dama poderia trazer complicações para Obama, inclusive o retorno do ex-presidente Bill Clinton para a Casa Branca. Mas a chapa conjunta poderia ajudar a atrair os eleitores de Hillary --inclusive as mulheres e os trabalhadores brancos-- que tem relutado em apoiar Obama.

Chris Dodd, 64

Senador por Connecticut, fala fluentemente espanhol e é especialista em questões latino-americanas. É presidente do Comitê Bancário do Senado e ex-candidato à nomeação democrata. Após desistir da disputa, ele anunciou seu apoio a Obama. Dodd ajudaria a melhorar as credenciais de Obama em política externa e economia.

Chuck Hagel, 61

O senador republicano de Nebraska, um conservador veterano da Guerra do Vietnã, mas declarado crítico da Guerra do Iraque, ajudaria Obama a conquistar o voto dos independentes e republicanos e a reforçar a sua proposta de fazer um governo de união nacional.

Tim Kaine, 50

O governador de Virgínia é um dos mais recentes e fortes aliados de Obama e poderia ajudá-lo em um Estado que se mostrou predominantemente republicano nas últimas eleições presidenciais, mas tem se tornado democrata nos últimos anos.

Shayna Brennan/AP
Sam Nunn, presidente do Comitê de Serviços Armados da Geórgia
Sam Nunn, presidente do Comitê de Serviços Armados da Geórgia

Sam Nunn, 69

Ex-presidente do Comitê de Serviços Armados da Geórgia, Nunn é respeitado em questões militares e de política externa, mas sua idade e visão conservadora de algumas questões sociais poderiam prejudicar a sua relação com Obama.

Ed Rendell, 64

O governador da Pensilvânia é um dos colaboradores mais fortes da campanha de Hillary e poderia ajudar Obama a conquistar apoio no Estado, que é considerado um Estado-chave para as eleições gerais. Ex-prefeito da Filadélfia, Rendell tem a experiência em administração pública contribuiria para um suposto governo de Obama.

Bill Richardson, 60

Governador do Novo México, um hispânico, poderia ajudar Obama com o voto dos latinos --o mais crescente seguimento do eleitorado norte americano. Um experiente negociador, ex-secretário de Energia e embaixador da ONU, também levaria experiência em política externa e conhecimento de como Washington funciona para a chapa de Obama.

21.mar.2008 - Alex Brandon/AP
Bill Richardson (à esq.), governador do Novo México, anuncia apoio a Obama, em Oregon
Bill Richardson (à dir.), governador do Novo México, anuncia apoio a Obama, em Oregon

Kathleen Sebelius, 60

A duas vezes governadora do Kansas poderia levar alguns elementos vitais pra a chapa. Primeiramente, ela é uma mulher, líder em um Estado de maioria republicana, que freqüentemente mostra que pode trabalhar as linhas partidárias. Mas Sebelius não tem experiência no cenário nacional.

Ted Strickland, 66

O governador de Ohio é outro forte colaborador de Hillary, líder em um Estado importante para as eleições gerais. Porém, o ex-congressista e atual governador não é bem conhecido no cenário nacional.

Jim Webb, 62

Senador por Virgínia, veterano da Guerra do Vietnã e ex-secretário da Marinha, escreveu sete romances, inclusive "Fields of Fire" ("Campos de Fogo", em tradução livre), considerado um dos melhores romances sobre a Guerra do Vietnã. Webb poderia ajudar Obama no Estado pelo qual foi eleito senador, que se tornou mais democrata nos últimos anos.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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