Presidente democrata manterá relações com Israel, diz Hillary
Colaboração para a Folha online
Em discurso no Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (Aipac, na sigla em inglês), em Washington, a senadora por Nova York Hillary Clinton ressaltou os laços entre EUA e Israel e afirmou que a relação entre os países será mantida com a eleição de um novo presidente democrata.
"Nossos valores continuarão a ser divididos com um próximo presidente democrata. E sei que [Barack] Obama sabe o que é isso, sei que ele será um bom amigo para Israel", afirmou.
| Charles Dharapak/AP |
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| Em discurso em Washington, Hillary diz que relações dos EUA com Israel serão mantidas se o novo presidente eleito for democrata |
Hillary também elogiou o provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, e afirmou possuir os mesmas visões que o senador.
"Eu sei que Obama compartilha meus pontos de vista e o próximo presidente precisa dizer ao mundo que sua posição não é negociável. E os EUA ficarão com Israel agora e sempre".
A senadora e ainda pré-candidata democrata à Presidência criticou o governo do presidente George W. Bush e afirmou que o provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, continuaria com as mesmas "políticas erradas" da atual administração, que "fazem do Oriente Médio um lugar mais perigoso".
"Deixem-me ressaltar que nós precisamos de um democrata na Casa Branca no próximo ano porque os desafios do século 21 não são somente de Israel, mas da América também. (...) O presidente Bush nos moveu na direção errada e McCain continuará a fazer do Oriente Médio um local mais perigoso com as mesmas políticas erradas para o Iraque".
Hillary afirmou que a liderança dos EUA no mundo é algo importante para solucionar os problemas que ainda existem em Israel, como o terrorismo, o que a senadora disse conhecer de perto.
"Nós não podemos continuar fortes com Israel se não somos considerados fortes em casa e em qualquer outro lugar. Nós precisamos ser líderes para ajudar nossos amigos a construir o mundo que achamos certo, com mais justiça", afirmou.
"Israel ainda não está a salvo e os valores que representa ainda não estão completamente a salvo. Eu vejo esses desafios de perto. Como uma senadora por Nova York, eu vi o terrorismo matando em minha casa nos ataques de 11/9", acrescentou.
Princípios
A senadora afirmou dividir interesses "comerciais e morais" com Israel e balizou os laços entre os países em três princípios: a segurança de Israel, o "não" aos fins militares do programa nuclear iraniano e a luta contra o anti-semitismo.
Hillary afirmou que lutar pela segurança de Israel implica em assumir o compromisso militar e a apoiar o "direito do país a autodefesa". A senadora apoiou o diálogo com "todos os lados", mas afirmou ser "inaceitável" conversar com o grupo extremista islâmico Hamas.
"A campanha de terrorismo do Hamas tem tirado a vida de milhares de inocentes, sem nenhuma indicação de paz. Até que o Hamas renuncie às armas e reconheça Israel, negociar com eles é inaceitável para os EUA".
Segundo a senadora, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad "arma o Hamas e o terrorismo do Hizbollah [grupo extremista islâmico libanês] para destruir Israel". Ela o ameaçou diante de um suposto ataque nuclear contra território israelense.
"Se o Irã utilizar armas nucleares contra Israel, ele deve saber quais serão as conseqüências".
Hillary terminou o discurso falando de uma suposta conversa com Golda Meir, na qual a ex-premiê israelense comemorava o reconhecimento de Israel pelos EUA.
"Essa é a decisão que o próximo presidente deve fazer também. A causa de Israel é justa, sua voz é forte e Washington e o mundo inteiro estão escutando", completou a senadora.
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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