Mundo
04/06/2008 - 13h53

Presidente democrata manterá relações com Israel, diz Hillary

Publicidade

Colaboração para a Folha online

Em discurso no Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (Aipac, na sigla em inglês), em Washington, a senadora por Nova York Hillary Clinton ressaltou os laços entre EUA e Israel e afirmou que a relação entre os países será mantida com a eleição de um novo presidente democrata.

"Nossos valores continuarão a ser divididos com um próximo presidente democrata. E sei que [Barack] Obama sabe o que é isso, sei que ele será um bom amigo para Israel", afirmou.

Charles Dharapak/AP
Em Washington, Hillary afirma que os laços com Israel serão mantidos se o novo presidente dos EUA for democrata
Em discurso em Washington, Hillary diz que relações dos EUA com Israel serão mantidas se o novo presidente eleito for democrata

Hillary também elogiou o provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, e afirmou possuir os mesmas visões que o senador.

"Eu sei que Obama compartilha meus pontos de vista e o próximo presidente precisa dizer ao mundo que sua posição não é negociável. E os EUA ficarão com Israel agora e sempre".

A senadora e ainda pré-candidata democrata à Presidência criticou o governo do presidente George W. Bush e afirmou que o provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, continuaria com as mesmas "políticas erradas" da atual administração, que "fazem do Oriente Médio um lugar mais perigoso".

"Deixem-me ressaltar que nós precisamos de um democrata na Casa Branca no próximo ano porque os desafios do século 21 não são somente de Israel, mas da América também. (...) O presidente Bush nos moveu na direção errada e McCain continuará a fazer do Oriente Médio um local mais perigoso com as mesmas políticas erradas para o Iraque".

Hillary afirmou que a liderança dos EUA no mundo é algo importante para solucionar os problemas que ainda existem em Israel, como o terrorismo, o que a senadora disse conhecer de perto.

"Nós não podemos continuar fortes com Israel se não somos considerados fortes em casa e em qualquer outro lugar. Nós precisamos ser líderes para ajudar nossos amigos a construir o mundo que achamos certo, com mais justiça", afirmou.

"Israel ainda não está a salvo e os valores que representa ainda não estão completamente a salvo. Eu vejo esses desafios de perto. Como uma senadora por Nova York, eu vi o terrorismo matando em minha casa nos ataques de 11/9", acrescentou.

Princípios

A senadora afirmou dividir interesses "comerciais e morais" com Israel e balizou os laços entre os países em três princípios: a segurança de Israel, o "não" aos fins militares do programa nuclear iraniano e a luta contra o anti-semitismo.

Hillary afirmou que lutar pela segurança de Israel implica em assumir o compromisso militar e a apoiar o "direito do país a autodefesa". A senadora apoiou o diálogo com "todos os lados", mas afirmou ser "inaceitável" conversar com o grupo extremista islâmico Hamas.

"A campanha de terrorismo do Hamas tem tirado a vida de milhares de inocentes, sem nenhuma indicação de paz. Até que o Hamas renuncie às armas e reconheça Israel, negociar com eles é inaceitável para os EUA".

Segundo a senadora, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad "arma o Hamas e o terrorismo do Hizbollah [grupo extremista islâmico libanês] para destruir Israel". Ela o ameaçou diante de um suposto ataque nuclear contra território israelense.

"Se o Irã utilizar armas nucleares contra Israel, ele deve saber quais serão as conseqüências".

Hillary terminou o discurso falando de uma suposta conversa com Golda Meir, na qual a ex-premiê israelense comemorava o reconhecimento de Israel pelos EUA.

"Essa é a decisão que o próximo presidente deve fazer também. A causa de Israel é justa, sua voz é forte e Washington e o mundo inteiro estão escutando", completou a senadora.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca