Mundo
04/06/2008 - 18h24

Obama quer unificar Partido Democrata e procura candidato a vice

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da Folha Online

O senador democrata Barack Obama se foca agora em unir um partido dividido para a campanha eleitoral de cinco meses pela Casa Branca, e anunciou a criação de um trio que irá liderar a busca por um candidato a vice-presidente.

Caroline Kennedy, filha do ex-presidente assassinado John Kennedy (1961-1963), irá fazer a prospecção de possíveis companheiros de chapa, junto com Jim Johnson, ex-presidente da companhia hipotecária Fannie Mae --que realizou a mesma tarefa para John Kerry em 2004 e para Walter Mondale em 1984-- e com o ex-vice Promotor-geral Eric Holder.

Charles Dharapak/AP
O provável candidato democrata Barack Obama durante discurso a judeus em Washington
O provável candidato democrata Barack Obama durante discurso em Washington

Obama conseguiu a nomeação democrata na terça-feira e será o primeiro candidato negro à Presidência dos EUA por um grande partido. Sua última rival democrata, Hillary Clinton, se recusa a sair da corrida, mas disse ter sido "uma honra" competir contra o senador por Illinois.

Os simpatizantes de Hillary fazem pressão para que a ex-primeira-dama seja nomeada a candidata a vice de Obama, mas a campanha do senador disse que o processo de busca está apenas no começo.

"O senador Obama está satisfeito de ter três pessoas talentosas e dedicadas administrando esse processo rigoroso", disse o porta-voz Bill Burton. "Ele irá trabalhar junto com eles (equipe) nas próximas semanas, mas no fim será uma decisão dele e só dele."

Campanha

Obama retornou ao Congresso onde teve uma recepção de herói por parte dos democratas, que se apressaram em apertar sua mão, dar tapinhas em suas costas e abraçá-lo. Ele ganhou mais apoio de democratas proeminentes, com a mudança de foco do seu partido para a eleição de novembro, contra o republicano John McCain.

Charles Dharapak/AP
Hillary discursa no Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense
Hillary discursa no Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense

O senador por Illinois usou a defesa de McCain da Guerra do Iraque para atacá-lo durante discurso a um grupo de lobby pró-Israel em Washington, dizendo que o senador pelo Arizona "se recusa a entender ou a reconhecer o fracasso da política que ele continuaria."

"Ele critica minha vontade de usar uma diplomacia forte, mas oferece apenas uma realidade alternativa --uma na qual a Guerra do Iraque de alguma forma colocou o Irã em seu lugar", afirmou. "O senador McCain oferece uma escolha falsa: manter o curso no Iraque, ou ceder a região ao Irã."

No mesmo discurso, Obama tentou amenizar as relações com Hillary, após a longa e às vezes amarga batalha pela nomeação, dizendo que ela é "uma candidata extraordinária e uma servidora pública extraordinária."

Hillary

O democrata disse a jornalistas no Congresso que ele havia falado com Hillary e que eles terão "uma conversa nas próximas semanas". "E estou muito confiante como o Partido Democrata unido irá vencer em novembro", declarou.

A senadora por Nova York, em discurso para o mesmo grupo depois de Obama, cumprimentou seu rival, mas não ofereceu sinais de que irá encerrar sua campanha.
"Foi uma honra disputar essas primárias com ele. É uma honra chamá-lo de meu amigo", disse Hillary. "Eu sei que o senador Obama será um bom amigo de Israel."

Os líderes democratas pressionaram os superdelegados indecisos que participarão da convenção nacional do partido em agosto para se decidirem até sexta-feira, mas poucos deram sinais de que tentarão apressar a saída de Hillary da corrida. A nomeação de Obama só será oficializada com a convenção.

"Isso cabe a ela", disse a líder da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), Nancy Pelosi, sobre o fim da campanha de Hillary. "Ela passou por uma longa e rigorosa campanha. Ela o fez de forma linda, Ela tem de desistir na sua hora."

Com Reuters e Associated Press

 

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