Hillary deve anunciar saída da disputa democrata na sexta-feira
da Folha Online
A pré-candidata democrata Hillary Clinton irá desistir da disputa pela candidatura à Presidência na sexta-feira, declarando apoio ao seu rival Barack Obama. A decisão foi tomada após congressistas democratas pedirem a ela nesta quarta-feira para sair da corrida e permitir a união do partido em torno de Obama, segundo um importante assessor de Hillary citado pelo "New York Times".
O anúncio deve ser feito durante um evento a simpatizantes em Nova York. Segundo o "NYT", a decisão de Hillary foi tomada após um dia de conversas telefônicas com aliados do Congresso sobre o que ela deveria fazer depois que Obama conseguiu atingir a marca de 2.118 delegados para garantir a nomeação do partido, na terça-feira.
Na noite de terça --quando as duas últimas primárias do partido foram realizadas-- e nesta quarta, a ex-primeira-dama declarou que não tomaria nenhuma decisão, mas seus assessores afirmaram que, nas conversas de hoje, alguns de seus maiores aliados disseram que a sua saída da corrida era urgente.
| Stefan Zaklin /Efe |
![]() |
| Hillary Clinton, durante discurso em Washington; ex-primeira-dama deve anunciar saída da disputa democrata na sexta-feira |
"Nós dissemos que iríamos apoiá-la até o fim", disse o deputado Charles W. Rangelm democrata de Nova York que apadrinhou Hillary desde sua primeira eleição ao Senado, citado pelo "NYT". "Nosso problema é não ser capaz de determinar quando diabos isso termina."
Ao mesmo tempo, alguns dos principais simpatizantes de Hillary, incluindo democratas que haviam mantido o apoio a ela até o fim das primárias, anunciaram agora que endossam Obama.
"Eu era pela Hillary --eu não era contra Obama, quem acho que é muito talentoso", disse o ex-vice presidente Walter F. Mondale (1977-1981). "Estou muito feliz que tomamos uma decisão e espero que possamos unir nosso partido e seguir adiante", disse Mondale, citado pelo diário americano.
Mais cedo nesta quarta, um grupo de importantes líderes democratas pediu aos superdelegados indecisos que participarão da convenção nacional do partido em agosto para se decidirem até sexta-feira, mas poucos deram sinais de que tentariam apressar a saída de Hillary da corrida. A nomeação de Obama só será oficializada com a convenção.
União
Enquanto o grupo de líderes --entre eles o chefe do Comitê Nacional Democrata, Howard Dean, a líder da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, o líder da maioria no Senado Harry Reid e o governador da Virgínia Ocidental, Joe Manchin-- não apoiou formalmente Obama, nem instou Hillary a sair da corrida, afirmou em declaração conjunta: "Os democratas devem agora voltar toda a atenção para a eleição geral", segundo o "NYT".
"Isso cabe a ela", disse Pelosi nesta quarta, sobre o fim da campanha de Hillary. "Ela passou por uma longa e rigorosa campanha. Ela o fez de forma linda, Ela tem de desistir na sua hora."
| Chris Carlson/AP |
![]() |
| Provável candidato democrata Barack Obama quer agora unir o partido e achar seu candidato a vice-presidente dos EUA |
A cinco meses da eleição geral, quando Obama irá enfrentar o provável candidato republicano John McCain, os líderes democratas enfatizaram que o partido precisa "ficar unido e começar a marcha no sentido de reverter os oito anos de políticas fracassadas de Bush/McCain que enfraqueceram nosso país".
Obama se foca agora em unir um partido dividido para a campanha eleitoral de cinco meses pela Casa Branca, e anunciou a criação de um trio que irá liderar a busca por um candidato a vice-presidente.
Caroline Kennedy, filha do ex-presidente assassinado John Kennedy (1961-1963), irá fazer a prospecção de possíveis companheiros de chapa, junto com Jim Johnson, ex-presidente da companhia hipotecária Fannie Mae --que realizou a mesma tarefa para John Kerry em 2004 e para Walter Mondale em 1984-- e com o ex-vice Promotor-geral Eric Holder.
Os simpatizantes de Hillary fazem pressão para que a ex-primeira-dama seja nomeada a candidata a vice de Obama, mas a campanha do senador disse que o processo de busca está apenas no começo.
"O senador Obama está satisfeito de ter três pessoas talentosas e dedicadas administrando esse processo rigoroso", disse o porta-voz Bill Burton. "Ele irá trabalhar junto com eles (equipe) nas próximas semanas, mas no fim será uma decisão dele e só dele."
Leia Mais
- Saiba como pensam os prováveis candidatos à Presidência dos EUA
- Obama quer unificar Partido Democrata e procura candidato a vice
- Em discursos alinhados, Obama e Hillary defendem relações com Israel
- Racismo deve impedir Obama de chegar à Casa Branca, diz Chomsky
- Presidente democrata manterá relações com Israel, diz Hillary
- Veja lista de possíveis candidatos a vice na chapa de Obama
- Em discurso para judeus, Obama promete acabar com a ameaça do Irã
Livraria da Folha
- Ensaios de Chomsky analisam política externa americana no final do século 20
- Livro revela detalhes da participação dos EUA na ditadura militar no Brasil
- "A Marcha" narra trilha de morte, destruição, saques e caos nos EUA
- Romance narra o drama das guerras no Oriente Médio
- Norte-americanos aprendem lições inesperadas sobre vida, amor e guerra em Bagdá
- Agente secreto narra sua vida entre os jihadistas islâmicos
Especial




Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar