Mundo
05/06/2008 - 00h55

Hillary Clinton anunciará apoio a Barack Obama no sábado

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da Folha Online

Hillary Clinton anunciará no próximo sábado (7) seu apoio a Barack Obama na corrida à Casa Branca, informou sua equipe de campanha em um comunicado nesta quarta-feira.

A decisão foi tomada após congressistas democratas pedirem a ela nesta quarta-feira para sair da corrida e permitir a união do partido em torno de Obama, segundo um importante assessor de Hillary citado pelo "New York Times".

Stefan Zaklin /Efe
Hillary Clinton, durante discurso em Washington; ex-primeira-dama deve anunciar saída da disputa democrata no sábado (9
Hillary Clinton, durante discurso em Washington; ex-primeira-dama deve anunciar saída da disputa democrata no sábado (9)

"A senadora Clinton participará de um evento em Washington para agradecer seus partidários e manifestar o apoio a Obama e à unidade do partido" democrata.

A rede de televisão americana ABC já havia informado a decisão de Hillary de reconhecer a vitória de Obama e de abandonar "a disputa presidencial, na sexta-feira, pondo fim à sua histórica tentativa pela Casa Branca".

Segundo a campanha de Hillary, o dia foi mudado para que mais eleitores pudessem assistir ao pronunciamento de Hillary.

O anúncio porá fim a cinco meses de uma acirrada disputa pela candidatura democrata à Presidência dos Estados Unidos.

Obama

A ex-primeira-dama, que era tida como favorita quando as prévias do partido começaram, perdeu ontem para Obama a chance disputar as eleições presidenciais de novembro depois que o senador conseguiu atingir a marca de 2.118 delegados para garantir a nomeação do partido, na terça-feira.

Apesar de Obama ter assegurado ontem sua candidatura às eleições, tornando-se o primeiro negro a entrar na disputa pela Casa Branca, Hillary resistiu a reconhecer sua derrota.

Na noite de terça --quando as duas últimas primárias do partido foram realizadas-- e nesta quarta, a ex-primeira-dama declarou que não tomaria nenhuma decisão, mas seus assessores afirmaram que, nas conversas de hoje, alguns de seus maiores aliados disseram que a sua saída da corrida era urgente.

"Nós dissemos que iríamos apoiá-la até o fim", disse o deputado Charles W. Rangelm democrata de Nova York que apadrinhou Hillary desde sua primeira eleição ao Senado, citado pelo "NYT". "Nosso problema é não ser capaz de determinar quando diabos isso termina."

Ao mesmo tempo, alguns dos principais simpatizantes de Hillary, incluindo democratas que haviam mantido o apoio a ela até o fim das primárias, anunciaram agora que endossam Obama.

Desistência

Segundo o jornal "The New York Times", a senadora conversou nesta quarta-feira com vários congressistas que lher teriam recomendado sair de cena.

Vários líderes democratas, entre eles o presidente do partido, Howard Dean, e a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, emitiram hoje um comunicado conjunto no qual dizem que agora é preciso focar as eleições de novembro.

Chris Carlson/AP
Provável candidato democrata Barack Obama quer agora unir o partido e achar seu candidato a vice-presidente dos EUA
Provável candidato democrata Barack Obama quer agora unir o partido e achar seu candidato a vice-presidente dos EUA

O senador afro-americano teve uma conversa com Hillary nesta quarta-feira. "Falei hoje (com Hillary) e vamos ter uma conversa nas próximas semanas", disse Obama, que disse estar certo de que o partido chegará ao pleito presidencial.

"Eu era pela Hillary --eu não era contra Obama, quem acho que é muito talentoso", disse o ex-vice presidente Walter F. Mondale (1977-1981). "Estou muito feliz que tomamos uma decisão e espero que possamos unir nosso partido e seguir adiante", disse Mondale, citado pelo diário americano.

Mais cedo nesta quarta, um grupo de importantes líderes democratas pediu aos superdelegados indecisos que participarão da convenção nacional do partido em agosto para se decidirem até sexta-feira, mas poucos deram sinais de que tentariam apressar a saída de Hillary da corrida. A nomeação de Obama só será oficializada com a convenção.

União

Enquanto o grupo de líderes --entre eles o chefe do Comitê Nacional Democrata, Howard Dean, a líder da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, o líder da maioria no Senado Harry Reid e o governador da Virgínia Ocidental, Joe Manchin-- não apoiou formalmente Obama, nem instou Hillary a sair da corrida, afirmou em declaração conjunta: "Os democratas devem agora voltar toda a atenção para a eleição geral", segundo o "NYT".

"Isso cabe a ela", disse Pelosi nesta quarta, sobre o fim da campanha de Hillary. "Ela passou por uma longa e rigorosa campanha. Ela o fez de forma linda, Ela tem de desistir na sua hora."

A cinco meses da eleição geral, quando Obama irá enfrentar o provável candidato republicano John McCain, os líderes democratas enfatizaram que o partido precisa "ficar unido e começar a marcha no sentido de reverter os oito anos de políticas fracassadas de Bush/McCain que enfraqueceram nosso país".

Obama se foca agora em unir um partido dividido para a campanha eleitoral de cinco meses pela Casa Branca, e anunciou a criação de um trio que irá liderar a busca por um candidato a vice-presidente.

Caroline Kennedy, filha do ex-presidente assassinado John Kennedy (1961-1963), irá fazer a prospecção de possíveis companheiros de chapa, junto com Jim Johnson, ex-presidente da companhia hipotecária Fannie Mae --que realizou a mesma tarefa para John Kerry em 2004 e para Walter Mondale em 1984-- e com o ex-vice Promotor-geral Eric Holder.

Os simpatizantes de Hillary fazem pressão para que a ex-primeira-dama seja nomeada a candidata a vice de Obama, mas a campanha do senador disse que o processo de busca está apenas no começo.

"O senador Obama está satisfeito de ter três pessoas talentosas e dedicadas administrando esse processo rigoroso", disse o porta-voz Bill Burton. "Ele irá trabalhar junto com eles (equipe) nas próximas semanas, mas no fim será uma decisão dele e só dele."

Com Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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