Mundo
05/06/2008 - 07h50

Obama vai a reduto republicano no início da campanha presidencial

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Colaboração para a Folha Online

Após comemorar a obtenção da candidatura democrata para as eleições gerais, o provável candidato Barack Obama inicia sua campanha oficial pelas eleições gerais nesta quinta-feira com eventos marcados para Virgínia, um sólido reduto republicano.

O primeiro grande evento do senador por Illinois será um comício em Manassas, Virgínia, que deve atrair milhares de eleitores e apoiadores ainda em comemoração da conquista --já esperada-- de Obama. O evento acontece no Pavilhão Nissan, um espaço de shows para 25 mil pessoas.

04jun.08 Charles Dharapak/AP
O provável candidato democrata Barack Obama durante discurso a judeus em Washington
O provável candidato Barack Obama discursa a judeus em Washington

A escolha do Estado para o início de sua campanha mostra que a batalha pela Presidência contra o provável candidato republicano John McCain será dura. Virgínia não escolhe um candidato democrata à Presidência desde 1964. Mesmo assim, a equipe de Obama sempre aponta os 13 votos eleitorais do Estado como parte da estratégia para 4 de novembro.

Segundo um dos porta-vozes de Obama, Tommy Vietor, o Estado terá "um papel crucial" na nova fase de campanha. Para ganhar a Casa Branca, o candidato precisa de 270 votos eleitorais.

"Claramente Obama acredita que Virgínia pode ser muito competitiva e o nordeste da Virgínia é o lugar onde os democratas realmente transformaram seu voto, conquistando maiorias muito mais significativas", disse à rede de televisão CNN, Robert D. Holsworth, cientista político da Universidade de Virgínia, em Richmond.

Fraquezas

Obama ganhou as primárias democratas no Estado por uma margem ampla, 29 pontos percentuais. Mas no cenário geral dos Estados rurais, ele perdeu a maioria das disputas para a pré-candidata democrata Hillary Clinton.

Seu pequeno apelo diante do eleitorado foi ainda mais prejudicado pela divulgação de um comentário em um evento de arrecadação no qual Obama dizia que os moradores de pequenas cidades rurais estavam "amargurados" pelas dificuldades econômicas e que, por isso, se apegavam às armas e à religião. Na época, Hillary e McCain aproveitaram a gafe para rotular Obama de elitista e tentar afetar seu apelo com os eleitores de classes mais baixas, entre os quais ele reconhecidamente tem um desempenho pior nas urnas.

Para o estrategista político David Saunders, o sudeste de Virgínia é um "lugar lógico para ele começar" a reverter este cenário.

"Se Virgínia está realmente em jogo, é uma jogada prática para ele porque ele pode conseguir também o oeste da Pensilvânia e o sudeste de Ohio", disse Sanders à CNN. "É a mesma região. São as mesmas pessoas, elas só moram em Estados diferentes", completou.

COm um histórico de aconselhamento sobre como atrair estes votos rurais, Sanders ressaltou que estes eleitores têm papel crucial nas eleições e são geralmente negligenciados pelos candidatos. "Os republicanos os ignoram e os democratas não tentam conquistá-los", disse.

Disputa democrata

No próximo sábado (9), Hillary anunciará seu apoio a Obama na corrida à Casa Branca, segundo informou sua equipe de campanha em um comunicado.

A decisão foi tomada após congressistas democratas pedirem a ela nesta quarta-feira para sair da corrida e permitir a união do partido em torno de Obama, segundo um importante assessor de Hillary citado pelo "New York Times".

"A senadora Clinton participará de um evento em Washington para agradecer seus partidários e manifestar o apoio a Obama e à unidade do partido" democrata.

A rede de televisão americana ABC já havia informado a decisão de Hillary de reconhecer a vitória de Obama e de abandonar "a disputa presidencial, na sexta-feira, pondo fim à sua histórica tentativa pela Casa Branca".

Segundo a campanha de Hillary, o dia foi mudado para que mais eleitores pudessem assistir ao pronunciamento de Hillary.

O anúncio porá fim a uma acirrada disputa pela candidatura democrata à Presidência dos Estados Unidos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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