Mundo
05/06/2008 - 08h23

Hillary tem interesse em ser vice; ela declara apoio a Obama no sábado

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

A pré-candidata democrata Hillary Clinton contou a seus assessores, em reunião privada, que estaria interessada em ser a vice-presidente do provável candidato Barack Obama. A informação foi divulgada pela agência de notícias internacionais Associated Press que afirmou ainda que seus assessores estão fazendo lobby pelo cargo.

Em um comunicado de sua equipe divulgado à imprensa, Hillary afirma que encerrará sua campanha nesta sexta-feira (6) e que no sábado (7) anunciará oficialmente seu apoio a Obama.

Após declarar-se como o candidato democrata para as eleições gerais, Obama enfrenta a escolha difícil por um vice-presidente. Uma escolha que pode influenciar seus resultados nas urnas de 4 de novembro e que envolve muita política partidária.

Após uma breve conversa entre os dois pré-candidatos nesta quarta-feira de manhã, no Comitê Anual de Assuntos Públicos Americano-Israelenses, Obama ainda não havia se comprometido com ninguém.

03jun.08 Craig Lassig/Efe
MSP06 - ST. PAUL (EEUU), 03/06/08.- El senador por Illinois y candidato demócrata a la Presidencia de Estados Unidos, Barack Obama, habla hoy, 3 de junio de 2008, durante un acto de campaña en el Xcel Center de St. Paul, Minnesota (EEUU). Obama consiguió este martes los 2.118 delegados necesarios para asegurar la candidatura presidencial por su partido, tras cinco meses de competencia con la senadora por Nueva York, Hillary Clinton EFE/CRAIG LASSIG
Provável candidato democrata Barack Obama discursa após vitória

"Nós conversaremos nas próximas semanas e eu estou muito confiante que o Partido Democrata estará muito unido para ganhar em novembro", disse Obama aos repórteres. A união do partido, após meses de uma disputa cheia de ataques políticos e pessoais mútuos, é o principal argumento para uma "chapa dos sonhos" com Hillary e Obama. Para analistas democratas, seria uma forma de unir os eleitorados fiéis a ambos os candidatos.

Mais tarde, ele falou à rede de televisão ABC News que Hillary é um "caso especial" para se considerar na escolha por um vice. "Ela é alguém que participou comigo nesta disputa. Ela é extraordinariamente capaz e tenaz. Eu quero dizer, ela é simplesmente uma grande candidata", declarou Obama.

"Senadora Clinton estaria na lista de qualquer um, obviamente", continuou Obama acrescentando que eles têm a mesma visão sobre muitos assuntos.

Mas o tom de elogios e amizades destes últimos dias é uma mudança radical dos longos meses das disputas pela primárias --e são estes meses de ataques o principal argumento contrário a uma chapa conjunta.

Caso Hillary efetivamente seja a vice-presidente de Obama, eles enfrentarão duros questionamentos da mídia e principalmente dos republicanos. Eles não esquecerão a imagem que a equipe de Obama desenhou de Hillary, como alguém da "velha" política norte-americana, a qual ele quer combater.

Para o professor de ciência política de Harvard, Richard Parker, uma chapa conjunta é muito improvável já que a equipe de Obama estaria hesitante em escolher a rival de tanto tempo. Em entrevista exclusiva à Folha Online, ele afirmou que a ex-primeira-dama deve continuar no Senado, onde pode assumir a liderança da casa.

"Há também a possibilidade de que Obama cometa algum erro e seja um presidente de um único mandato. E, mesmo que ele atue por dois mandatos, Hillary ainda seria mais jovem do que McCain [John McCain, provável candidato republicano] hoje em dia, e poderia concorrer de novo", disse.

Equipe

10.abr.2007 - AP
Caroline Kennedy (foto) busca vice para a chapa de Barack Obama
Caroline Kennedy (foto) busca vice para a chapa de Barack Obama

Obama escolheu três confiáveis assessores de sua campanha para escrever a lista de prováveis candidatos à vice-Presidência democrata. Entre eles, está Caroline Kennedy, filha do presidente assassinado John Kennedy (1961-1963), de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira por o porta-voz de Obama Bill Burton.

Confirmando uma informação da imprensa, Burton afirmou que "Obama está feliz por ter três personalidades talentosas e dedicadas para realizar um processo rigoroso" para designar o candidato à vice-Presidência.

Obama vai "trabalhar em estreita colaboração com eles, mas a decisão será sua e somente sua", acrescentou Burton.

Kennedy trabalhará em conjunto com Eric Holder, ex-membro do Ministério da Justiça durante a presidência de Bill Clinton (1993-2001) e James Johnson, ex-presidente da companhia hipotecária Fannie Mae.

Johnson realizou um trabalho similar com os nomeados democratas John Kerry (derrotado por George W. Bush nas eleições gerais), em 2004, e com Walter Mondale (derrotado por Ronald Reagan), em 1984.

Desistência

04.jun.08Charles Dharapak/AP
Hillary discursa no Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense
Hillary discursa no Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense

Hillary Clinton anunciará no próximo sábado (7) seu apoio a Barack Obama na corrida à Casa Branca, informou sua equipe de campanha em um comunicado nesta quarta-feira.

A decisão foi tomada após congressistas democratas pedirem a ela nesta quarta-feira para sair da corrida e permitir a união do partido em torno de Obama, segundo um importante assessor de Hillary citado pelo "New York Times".

"A senadora Clinton participará de um evento em Washington para agradecer seus partidários e manifestar o apoio a Obama e à unidade do partido" democrata.

A rede de televisão americana ABC já havia informado a decisão de Hillary de reconhecer a vitória de Obama e de abandonar "a disputa presidencial, na sexta-feira, pondo fim à sua histórica tentativa pela Casa Branca".

Segundo a campanha de Hillary, o dia foi mudado para que mais eleitores pudessem assistir ao pronunciamento de Hillary.

O anúncio porá fim a uma acirrada disputa pela candidatura democrata à Presidência dos Estados Unidos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca