Mundo
07/06/2008 - 23h06

Após desistência de Hillary, Obama diz que senadora será fundamental para vitória

da Folha Online

O senador por Illinois Barack Obama afirmou que o apoio da senadora Hillary Clinton será fundamental para a vitória democrata nas eleições presidenciais em novembro. A senadora anunciou neste sábado sua saída da campanha pela indicação do partido, felicitando o ex-rival e declarando seu apoio.

Em seu discurso em Washington, a senadora declarou que "a maneira de continuar agora nossa batalha, para alcançar os objetivos que desejamos, é usar nossa energia, nossas paixões, nossas forças e fazer tudo o que pudermos para ajudar a eleger Barack Obama como o próximo presidente dos Estados Unidos".

Em comunicado aos partidários, Obama disse que o apoio da senadora terá "valor inestimável". "A senadora terá um valor inestimável para nos ajudar a vencer em novembro e tenho pressa em fazer a campanha a seu lado, para dar ao país as mudanças de que tanto necessitamos", afirmou o senador e provável candidato democrata às eleições de novembro.

Após a desistência de Hillary, o partido democrata, e particularmente a campanha de Obama, terá outro desafio imediato: encontrar um vice-presidente que impulsione os votos para o senador por Illinois. Embora a senadora por Nova York seja um nome bastante discutido, Obama não fez referência específica a esse assunto em seu comunicado, restringindo-se a derramar elogios à ex-rival.

"Ela rompeu barreiras em nome de minhas filhas e de todas as mulheres, que agora sabem que não há limites para seus sonhos", afirmou Obama. "Hillary inspirou milhões com sua força, coragem e obstinado compromisso com a causa dos trabalhadores americanos. Nosso partido e nosso país estão mais fortes por causa do trabalho que ela realizou ao longo da vida, e eu sou um candidato melhor por ter tido o privilégio de competir com ela nesta campanha", acrescentou.

Despedida

Hillary, seu marido, Bill Clinton, e a filha do casal Chelsea Clinton chegaram ao "National Building Museum", em Washington, por volta das 13h40, e foram recebidos como popstars.

As primeiras palavras de Hillary, após ser aplaudida por meio minuto sem conseguir falar, foram: "esta não é a festa que eu planejei, mas estou feliz com a companhia de vocês".

E acrescentou: "Hoje suspendo minha campanha, o felicito [Obama] pela vitória conquistada e pela extraordinária campanha que realizou. Dou a ele todo o meu apoio".

Admitindo a derrota, a senadora chegou, inclusive, a repetir o "slogan" do ex-rival: "hoje eu estou me pondo ao lado do senador Obama para dizer: "Sim, nós podemos!".

Hillary também se não furtou a fazer referência aos "obstáculos" que analistas apontaram tanto para que ela concorresse à indicação quanto Obama: o fato de ser mulher, e ele, ser um afro-americano. "Quando começamos, as pessoas em toda parte formulavam as mesmas perguntas. Poderia uma mulher realmente ser comandante-em-chefe? Bem, acho que respondemos essa pergunta. Poderia um afro-americano realmente ser nosso presidente? E o senador Obama respondeu essa pergunta", disse ela.

Reservas

Os eleitores de Hillary Clinton manifestaram frustração e desapontamento com a desistência da senadora por Nova York a concorrer para a Casa Branca e sugeriram ter muitas reservas em apoiar o provável candidato democrata nas eleições de novembro Barack Obama.

Entre os mais de 2.000 partidários que lotaram o salão do 'National Building Museum' em Washington, muitos estavam com lágrimas nos olhos e não escondiam sua tristeza.

E eles vaiaram muitas vezes quando a senadora mencionou o nome de seu ex-rival durante o discurso que marcou o encerramento oficial de sua campanha. Em sua despedida, Hillary pediu a seus partidários que apóiem e votem em Obama.

"Meu coração está destruído. Eu estou absolutamente devastada. Eu me identificava com ela", disse Dianne Cooperman, 61, carregando camisetas com a estampa da senadora. A partidária afirmou que poderia apoiar Obama, mas somente "em caso de necessidade".

"Eu não tenho muita escolha. Não há jeito de votar em McCain. Eu não agüento mais anos iguais a esses últimos oito", acrescentou, numa referência à gestão do republicano George W. Bush.

Com France Presse, Associated Press, Reuters

Comentários dos leitores
Luiz Castro (20) 06/09/2008 16h20
Luiz Castro (20) 06/09/2008 16h20
É muito interessante o debate nesse espaço de jornal, cada um tem sua forma de pensar e de ver o mundo. Alguns pensam que por terem uma centena de posts sabem mais do que aqueles que "chegaram agora". Da minha parte gosto de debater e me divirto com a discussão. Só gostaria que os debates fossem sobre opinião e não sobre conhecimentos em alguma área, como por exemplo a religiosa, tão usada aqui para explicar as desgraças do mundo. Uma coisa que já aprendi é que conhecimento não tem nada a ver com sabedoria. A pessoa conhecer cada palavra da Bíblia não significa que tenha sabedoria sequer para compreender o que nela está escrito, que dirá para usar os ensinamentos. Como exemplo notório está o falecido pastor americano Billy Graham, tido por muitos dentro da sua roda como um iluminado, mas que nunca passou de um reacionário mesquinho e que tentava, através dos votos que poderia conseguir para um determinado candidato, influenciar a política mundial como uma iminência parda. Graham conseguiu o que queria, e dizem que esteve envolvido até no envio dos navios que patrulharam as costas brasileiras no golpe militar de 1964. Tudo isso com a Bíblia na mão, pregando em nome de Deus e fazendo sua palavra ser ouvida com mão de ferro, fêz escola... Sabedoria é outra coisa, e enquanto alguém usar a fé como forma de dominação não haverá paz no mundo. O fanatismo religioso cristão é tão estúpido quanto o muçulmano, ou judeu. E Jesus, só pra citar a nossa parte não tem nada com isso. sem opinião
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Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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Luiz Castro (20) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (20) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. 1 opinião
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