Após desistência de Hillary, Obama diz que senadora será fundamental para vitória
da Folha Online
O senador por Illinois Barack Obama afirmou que o apoio da senadora Hillary Clinton será fundamental para a vitória democrata nas eleições presidenciais em novembro. A senadora anunciou neste sábado sua saída da campanha pela indicação do partido, felicitando o ex-rival e declarando seu apoio.
Em seu discurso em Washington, a senadora declarou que "a maneira de continuar agora nossa batalha, para alcançar os objetivos que desejamos, é usar nossa energia, nossas paixões, nossas forças e fazer tudo o que pudermos para ajudar a eleger Barack Obama como o próximo presidente dos Estados Unidos".
Em comunicado aos partidários, Obama disse que o apoio da senadora terá "valor inestimável". "A senadora terá um valor inestimável para nos ajudar a vencer em novembro e tenho pressa em fazer a campanha a seu lado, para dar ao país as mudanças de que tanto necessitamos", afirmou o senador e provável candidato democrata às eleições de novembro.
Após a desistência de Hillary, o partido democrata, e particularmente a campanha de Obama, terá outro desafio imediato: encontrar um vice-presidente que impulsione os votos para o senador por Illinois. Embora a senadora por Nova York seja um nome bastante discutido, Obama não fez referência específica a esse assunto em seu comunicado, restringindo-se a derramar elogios à ex-rival.
"Ela rompeu barreiras em nome de minhas filhas e de todas as mulheres, que agora sabem que não há limites para seus sonhos", afirmou Obama. "Hillary inspirou milhões com sua força, coragem e obstinado compromisso com a causa dos trabalhadores americanos. Nosso partido e nosso país estão mais fortes por causa do trabalho que ela realizou ao longo da vida, e eu sou um candidato melhor por ter tido o privilégio de competir com ela nesta campanha", acrescentou.
Despedida
Hillary, seu marido, Bill Clinton, e a filha do casal Chelsea Clinton chegaram ao "National Building Museum", em Washington, por volta das 13h40, e foram recebidos como popstars.
As primeiras palavras de Hillary, após ser aplaudida por meio minuto sem conseguir falar, foram: "esta não é a festa que eu planejei, mas estou feliz com a companhia de vocês".
E acrescentou: "Hoje suspendo minha campanha, o felicito [Obama] pela vitória conquistada e pela extraordinária campanha que realizou. Dou a ele todo o meu apoio".
Admitindo a derrota, a senadora chegou, inclusive, a repetir o "slogan" do ex-rival: "hoje eu estou me pondo ao lado do senador Obama para dizer: "Sim, nós podemos!".
Hillary também se não furtou a fazer referência aos "obstáculos" que analistas apontaram tanto para que ela concorresse à indicação quanto Obama: o fato de ser mulher, e ele, ser um afro-americano. "Quando começamos, as pessoas em toda parte formulavam as mesmas perguntas. Poderia uma mulher realmente ser comandante-em-chefe? Bem, acho que respondemos essa pergunta. Poderia um afro-americano realmente ser nosso presidente? E o senador Obama respondeu essa pergunta", disse ela.
Reservas
Os eleitores de Hillary Clinton manifestaram frustração e desapontamento com a desistência da senadora por Nova York a concorrer para a Casa Branca e sugeriram ter muitas reservas em apoiar o provável candidato democrata nas eleições de novembro Barack Obama.
Entre os mais de 2.000 partidários que lotaram o salão do 'National Building Museum' em Washington, muitos estavam com lágrimas nos olhos e não escondiam sua tristeza.
E eles vaiaram muitas vezes quando a senadora mencionou o nome de seu ex-rival durante o discurso que marcou o encerramento oficial de sua campanha. Em sua despedida, Hillary pediu a seus partidários que apóiem e votem em Obama.
"Meu coração está destruído. Eu estou absolutamente devastada. Eu me identificava com ela", disse Dianne Cooperman, 61, carregando camisetas com a estampa da senadora. A partidária afirmou que poderia apoiar Obama, mas somente "em caso de necessidade".
"Eu não tenho muita escolha. Não há jeito de votar em McCain. Eu não agüento mais anos iguais a esses últimos oito", acrescentou, numa referência à gestão do republicano George W. Bush.
Com France Presse, Associated Press, Reuters
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Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
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