Mundo
10/06/2008 - 12h06

Pesquisas indicam que Obama lidera disputa; raça não deve influenciar

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata Barack Obama vive seu melhor momento nas pesquisas de opinião para as eleições de novembro.

Uma pesquisa Gallup indica que Obama tem 48% dos votos contra 42% do provável candidato republicano John McCain, uma margem pequena, mas significativa depois de manter um empate estatístico durante todo o mês de maio.

Obama manteve sua vantagem consolidada de cinco a seis pontos percentuais sobre McCain nas últimas pesquisas diárias do instituto desde a saída de sua ex-rival, Hillary Clinton, neste sábado (07).

A saída oficial da senadora --e seu apoio declarado a Obama-- pôs um fim à prolongada corrida democrata pela nomeação e delimitou o cenário das eleições gerais. Agora, a campanha presidencial será entre McCain, pelos republicanos, e Obama, pelos democratas.

Evan Vucci - 19.jul.06/AP
Hillary e Obama, figuras de apelo midiático
Hillary Clinton e Barack Obama ganhariam mais votos caso formassem chapa conjunta

A melhora nos resultados de Obama na primeira pesquisa após a saída de Hillary pode indicar que a definição da nomeação democrata e a aparente união do partido sob o seu candidato já trouxe os bons resultados esperados pelos democratas.

Com Obama consolidado como candidato democrata --embora a oficialização de sua candidatura aconteça apenas em agosto, na Convenção Nacional--, os eleitores se unem sob o nome do senador.

A saída de Hillary traz ainda outro cenário animador para os democratas. Questionados sobre uma possível "chapa dos sonhos" com Obama como presidente e Hillary como vice, os eleitores entrevistados dão uma margem ainda maior para os democratas, 51% das intenções de voto contra 42% da chapa republicana, ainda sem um vice definido.

Na prática, Hillary daria a Obama uma margem de três pontos percentuais no cenário das eleições gerais.

Mesmo com o aumento significativo, ainda não há um consenso entre os eleitores democratas sobre a escolha de Obama para sua chapa. Uma maioria pequena, 53%, aponta que ele deveria escolher Hillary enquanto 36% apontam que deveria ser outra pessoa qualquer.

Esta pesquisa foi realizada entre 6 e 8 de junho e ouviu 2.389 eleitores registrados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Raça

Bill Haber/AP
McCain lança mote de campanha: "Um líder em quem podemos acreditar"
Republicano John McCain tem apelo pequeno entre eleitores negros

Outra pesquisa do mesmo instituto avaliou o impacto da questão racial --tema recorrente nas primárias democratas-- na corrida presidencial entre Obama e McCain. Uma grande maioria dos eleitores negros, 78%, e uma maioria ainda maior dos eleitores brancos, 88%, afirmaram que o fato de Obama ser negro não influencia seu voto. O mesmo cenário aparece entre os eleitores hispânicos; 60% deles afirmam que não votam por questões raciais.

O resultado parece surpreendente quando se pensa que Obama, que pode ser o primeiro presidente negro dos EUA, reconhecidamente atraiu mais eleitores negros às urnas. A última pesquisa Gallup indicou que, no cenário das eleições gerais, ele tem 93% das intenções de votos entre este eleitorado.

Uma possível justificativa para isso, segundo a própria Gallup, seria a preferência histórica dos eleitores negros pelos democratas. Em 2004, o instituto estimou que o candidato John Kerry recebeu os mesmos 93% dos votos negros. Em 2000, Al Gore teve 95% deles.

O resultado deve ser olhado com cautela, contudo. Definir a influência da raça em um disputa eleitoral nem sempre é fácil. Os eleitores podem omitir --por medo ou cinismo-- a influência da raça em seu voto ou podem nem ao menos perceber que raça é efetivamente um fator.

Opinião

Jason Reed/Reuters
Provável candidato democrata Barack Obama chega para discurso em Saint Paul (Minnesota)
Provável candidato democrata Barack Obama cumprimenta eleitores em evento de campanha

Uma questão separada pedia para os entrevistados especularem sobre o impacto da raça nas eleições gerais. As respostas trouxeram uma variação maior de opinião.

Entre os eleitores negros, 28% disseram que a raça custará a Obama mais do que lhe dará nas eleições gerais. Já 21% disseram que Obama ganhará mais votos por ser negro. Outros 45% disseram que fará pouca diferença.

As respostas entre os eleitores brancos foram muito parecidas. Pouco mais de 25% disseram que raça influenciará negativamente sua candidatura, 21% dizem acreditar que ele ganhará mais votos por isso e 47% não vêem diferença.

Os eleitores foram questionados também sobre o uso da "carta racial" pelos dois partidos. A maioria dos eleitores negros --70%-- aponta que o assunto será trazido à tona pelos republicanos enquanto apenas 48% diz acreditar que os democratas usarão o argumento em sua plataforma presidencial.

Já os eleitores brancos dividem-se quanto ao tema; metade aponta que os republicanos usarão o argumento e a outra metade aponta que os democratas falarão sobre raça durante a campanha.

A pesquisa foi conduzida entre 30 de maio e 1º de junho e ouviu 1.012 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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