Equador descarta contato direto com Farc para libertar reféns
da Efe, em Quito
O governo do Equador descarta "qualquer contato" direto com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para a libertação de reféns, disse o ministro de Segurança Interna e Externa equatoriano, Gustavo Larrea.
Em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal "El Telégrafo", Larrea afirmou que o Equador continuará utilizando o apoio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para conseguir a libertação dos seqüestrados pelas Farc.
O ministro indicou que manter contatos diretos com a guerrilha colombiana seria "dar respaldo" ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para "satanizar" os "defensores dos direitos humanos e do Direito Internacional Humanitário".
Ele qualificou de "causa justa" a libertação de reféns e disse que não é preciso pedir "autorização para ninguém para lutar" por este objetivo, mas ressaltou: "Obviamente, não vamos intervir no território colombiano nem vamos fazer qualquer ação que viole sua soberania".
Larrea, que reconheceu ter participado de gestões humanitárias para a libertação dos reféns das Farc, disse crer que deveria haver uma "política conjunta com outros países amigos", entre eles França e vários da América Latina, para conseguir a entrega destas pessoas, na qual, diz, os direitos humanos devem estar "em primeiro plano".
Estes países fizeram chegar às Farc, através da imprensa colombiana e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a "exigência" para que libertem os seqüestrados, ressaltou Larrea.
"Os seqüestrados podem ser libertados no Brasil, na Colômbia, no Equador, no Peru, na Venezuela, no Panamá e em qualquer país fronteiriço. O importante é que os seqüestrados sejam libertados para que seus parentes deixem de ficar angustiados", acrescentou.
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