Mundo
11/06/2008 - 07h53

Governador de Ohio rejeita ser vice de Obama; comitê tem lista com 20 nomes

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Colaboração para a Folha Online

O democrata Ted Strickland, governador de Ohio e apoiador de longa data da ex-pré-candidata Hillary Clinton, afirmou que não quer ser vice-presidente do provável candidato democrata Barack Obama.

"Absolutamente não. Se eu for escolhido, não concorrerei, se for nomeado não aceitarei e se for eleito não servirei", disse Strickland, em entrevista a Rádio Pública Nacional. Ouça a entrevista

No mesmo dia, o comitê encarregado de fazer o levantamento dos possíveis candidatos a vice-presidente de Obama mostrou uma lista com 20 nomes ao senador, mas a manteve em sigilo para a imprensa e o público.

A declaração é um sinal de preocupação para os líderes democratas em um tempo que comemoram o fim mais do que esperado da corrida pela nomeação e que pedem, insistentemente, pela união partidária em torno de Obama.

Neste sábado (7), Hillary anunciou oficialmente sua saída da disputa e declarou apoio ao ex-rival. Ela pediu para que seus apoiadores e colaboradores trabalhassem "tão duro" para Obama quanto trabalharam por ela. Mas desde o evento no sábado, Hillary não aparece na mídia nem em eventos do senador por Illinois.

O Estado de Ohio, onde Strickland ajudou a campanha vitoriosa de Hillary pelas primárias, é tido como um dos Estados "roxos" ou "pêndulos", que não têm histórico de votação para nenhum dos partidos e que costumam ser disputas acirradas nas eleições gerais.

Quando questionado sobre as chances de Obama ganhar em Ohio, o governador não se mostrou muito otimista. "Eu diria perto de 5 em uma escala de 1 a 10. Eu acho que é um desafio por causa da natureza do nosso Estado", disse.

"Para ganhar em Ohio, você tem que apelar para um Estado muito diverso. [...] Eu realmente acredito, contudo, que o candidato que ganhar em Ohio será o candidato que falar especificamente e de maneira convincente sobre as circunstâncias econômicas que nosso Estado enfrenta, assim como a nossa nação", afirmou, acrescentando que este candidato é Obama.

A economia, que está no topo das preocupações dos eleitores norte-americanos segundo pesquisas de opinião, é tema deste início oficial da campanha presidencial. Nesta segunda-feira (09), Obama falou de impostos e combustível e no dia seguinte, o provável candidato republicano John McCain foi a Washington falar de taxas corporativas e salários de executivos.

Nas primárias de Ohio, Obama ganhou apenas cinco dos 88 condados. Ele ganhou nas grandes áreas metropolitanas e perdeu onde o voto dos operários brancos contava mais.

"Eu fui questionado se poderia haver um elemento racial nisso. Deixe-me ser cândido sobre isso. Eu penso que raça envolve tudo que acontece neste país, onde quer que esteja. Mas eu posso dizer também que há dois modos de ganhar em Ohio: você pode usar a tática de John Kerry ou você pode usar a tática de Ted Strickland que reconhece que Ohio é grande e diverso, que há diferentes economias em Ohio", completou.

John Kerry, candidato presidencial derrotado pelo presidente George W. Bush em 2004, perdeu por uma margem pequena no Estado. Ohio foi um dos últimos empurrões de Bush na contagem de votos, onde todos ficaram acordados a noite inteira è espera dos resultados, lembra a rede de televisão "CNN".

A vitória de Strickland pelo governo veio com uma plataforma solidificada em propostas econômicas para Ohio. E é em propostas firmes para solucionar a lenta economia do país que Obama firma sua plataforma presidencial para ganhar estes eleitores cruciais para as eleições gerais.

Lista

O senador da Dakota do Norte Kent Conrad afirmou que alguns nomes da lista apresentada pelo comitê são políticos que exercem cargos no momento --governadores e legisladores--, outros são ex-legisladores, e outros ainda ex-militares de alta patente e liderança.

Conrad afirmou que da lista, muitos nomes já foram comentados pela imprensa, mas que outros permanecem desconhecidos pelo público.

O senador afirmou ainda que a equipe quis ouvir a opinião de Obama sobre todas as pessoas na lista, e o "respeito" que outros membros do partido atribuem a cada um deles.

Conrad não revelou os nomes que foram discutidos e o comitê de Obama também manteve a conversa em sigilo.

No entanto, muitos ex-líderes militares estiveram envolvidos na campanha presidencial democrata de 2008.

Alguns deles diretamente relacionados com Obama, como o general Tony McPeak, ex-chefe do Estado-maior da Força Aérea; o major-general Scott Gration, que trabalhou com Obama em várias questões militares desde antes de o senador iniciar a campanha presidencial; e Richard Danzig, ex-secretário da marinha na administração do ex-presidente Bill Clinton (1993-2001).

O comitê para a escolha do vice de Obama é liderado por Caroline Kennedy, a única filha do ex-presidente John F. Kennedy (1961-1963). Além dela, fazem parte da equipe Jim Johnson, ex-diretor-geral da empresa hipotecária Fannie Mae, e o ex-subsecretário de Justiça Eric Holder.

O comitê tem organizado encontros com legisladores democratas no Capitólio para obter algumas opiniões. Conrad encontrou-se com Holder e Johnson neste terça-feira para discutir os nomes cotados para a chapa de Obama.

"Minha percepção deste encontro foi que eles ainda estão construindo a lista e avaliando as possibilidades", afirmou Conrad. "Está claro que eles não chegaram a nenhuma conclusão".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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