Mundo
11/06/2008 - 10h30

Obama tem reunião privada com líderes religiosos

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, encontrou-se nesta terça-feira com líderes religiosos. O encontro, vetado para a imprensa, incluiu nomes importantes de grupos evangélicos, protestantes e católicos, segundo a porta-voz da campanha de Obama, Jen Psaki.

"Alcançar à comunidade de fé é uma prioridade de Barack Obama e será uma prioridade sob uma administração Obama", disse Jen, em um comunicado via e-mail.

Cerca de 30 pessoas foram à reunião, incluindo algumas de Chicago.

"Esta é uma das várias reuniões que ele terá nos próximos meses com líderes religiosos", afirmou Jen.

A equipe de campanha do senador disse que a privacidade da reunião foi necessária porque entre os convidados estavam pessoas que apóiam Obama e que querem se manter não-identificadas.

A campanha de Obama foi marcada por polêmicas envolvendo sua religião. Uma foto do senador vestido com trajes típicos em visita ao Quênia foi divulgada no início da campanha pelas primárias com o boato de que ele seria muçulmano. Obama negou e ressaltou que converteu-se, há 20 anos, como seguidor da Igreja Batista da Trindade Unida em Cristo, em Chicago.

Seu ex-pastor na igreja, Jeremiah Wright, protagonizou uma série de polêmicas na campanha do senador, após a divulgação de trechos de seus sermões onde diz que o ataque terrorista de 11 de Setembro foi retribuição da política externa dos Estados Unidos.

Após condenar os comentários de Wright, Obama acabou desligando-se do seu ex-líder espiritual.

Republicano

O provável candidato republicano John McCain também trabalha intensamente pelo voto dos religiosos, mais especificamente a direita cristã evangélica. Alguns grupos de batistas, maior denominação evangélica do país, sentem-se relutantes em apoiar um candidato tão "liberal" quanto McCain.

Os protestantes evangélicos representam um em cada quatro adultos norte-americanos, são uma base eleitoral chave para os republicanos e poucos analistas vêem uma vitória de McCain sem seu apoio em massa.

Mas McCain é visto com suspeitas nos círculos evangélicos conservadores por causa de seu passado de apoio à medidas consideradas muito liberais, como apoio a pesquisas com células tronco, apoio a uma reforma na legislação de imigração e seu fracasso em apoiar uma proibição federal do casamento gay.

"Eu acredito que a maioria dos batistas do sudeste apoiarão McCain, embora eu saiba que há alguns assuntos pendentes entre o senador e os evangélicos mais conservadores", disse Frank Page, presidente do Congresso de batistas do Sudeste, que realizou seu encontro anual nesta terça-feira, em Indiana.

McCain frequenta uma igreja afiliada ao Congresso, em Phoenix. Ele adotou uma postura mais reservada quanto à suas crenças religiosas que seus rivais democratas. Durante a campanha pelas primárias democratas, Obama e a ex-pré-candidata Hillary Clinton reiteraram inúmeras vezes suas crenças religiosas e suas políticas sobre temas considerados importantes para o grupo.

Eles participaram inclusive de um fórum religioso acompanhado de perto por milhares de eleitores no começo de abril. Tanto Hillary quanto Obama responderam a questões sobre fé e religião tanto na sua vida particular quanto no seu discurso político e em um possível mandato presidencial.

O Fórum da Fé na Vida Pública no Messiah College, perto de Harrisburg, Pensilvânia, foi transmitido pela TV norte-americana. McCain recusou o convite para ir ao fórum e sua ausência foi motivo de estranhamento entre os eleitores republicanos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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