Legisladores democratas preferem se manter distantes de Obama
da Associated Press, em Washington
O provável candidato democrata Barack Obama não é uma unanimidade entre os legisladores democratas. Embora o partido pressione cada vez mais pela união de seus membros em torno de Obama, muitos legisladores preferem se manter longe da escolha entre o democrata e o provável republicano John McCain.
Alguns contam com os votos de eleitores republicanos para garantir a reeleição ao Congresso ou a Casa dos Representantes, outros têm parcerias e chapas com políticos do outro partido.
O representante Dan Boren, único legislador democrata na conservadora Oklahoma, explica que Obama é "o mais liberal senador no Congresso" e por isso prefere não afirmar publicamente seu endosso ao senador por Illinois.
"Nós somos muito mais conservadores no oeste de Oklahoma. Eu tenho que refletir meu distrito", diz Boren.
Na Geórgia, o representante Jim Marshall, democrata e veterano da Guerra do Vietnã, afirmou que admira tanto Obama como McCain, mas não sente obrigação de declarar uma preferência.
"Se um deles for um assassino ou algo do tipo, eu farei uma escolha", brincou. "De outra forma, eu acho que não preciso me envolver", disse Marshall, que ganhou por uma margem de apenas 1.800 votos.
| 11jun.08 M. Spencer Green/AP |
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| Barack Obama conversa com eleitora em parada de sua campanha, em Chicago |
Para a maioria destes políticos que preferem se manter indefinidos --pelo menos 14 até esta quarta-feira-- a questão é de necessidade política. Vindos de redutos conservadores, associados ao Partido Republicano, eles não querem arriscar suas carreiras políticas para apoiar o candidato presidencial deste ano.
Mas para não criar uma situação insustentável dentro do Partido Democrata, Boren, assim como a maioria dos indecisos, afirmou que apoiará Obama na Convenção Nacional Democrata, marcada para 25 de agosto, em Denver,. É na convenção que a nomeação é oficializada e o voto dos superdelegados contabilizado.
A porta-voz da campanha de Obama, Jen Psaki, ressaltou que Obama também trabalhou com republicanos no Senado e que a rixa entre partidos é algo restrito à campanha eleitoral.
Resistência
Obama não é o primeiro candidato democrata a enfrentar tal resistência dos colegas de redutos republicanos. Ao longo dos anos, moderados e conservadores evitaram associações diretas com nomeados desde os tempos de George McGovern, em 1972 até mesmo John Kerry, nas eleições presidenciais de 2004.
A questão é que os endossos públicos dos superdelegados não era um problema para Kerry, que obteve uma nomeação rápida durante o ciclo de primárias. "Eles têm medo de perderem para um republicano. Eu acho que mesmo que o bom Deus fosse o nomeado democrata, alguns colegas não o endossariam. Eles têm medo de parecer muito democrata por causa dos distritos onde estão", disse senadora democrata Claire McCaskill, do Missouri.
Como no passado, muitos democratas não-compromissados são dos Estados do Sul, onde os republicanos são mais favorecidos.
A resistência é ainda maior nos Estados e distritos onde o voto dos operários brancos contam mais. Obama, reconhecidamente, não tem apelo entre estes eleitores, que votaram em massa por sua ex-rival Hillary Clinton.
Marshall, como legislador em um pequeno distrito rural da Geórgia, prefere se manter em cima do muro quanto o apoio a Obama. Seus distrito tem menos de um terço de eleitores negros e ele precisa do apoio dos brancos republicanos para ganhar, incluindo votos da comunidade militar.
O representante democrata Rahm Emanuel, de Illinois, que ajudou a orquestrar a estratégia democrata para obter a liderança do Congresso em 2006, argumenta que a maioria destes políticos prefere geralmente ficar fora da política nacional e que o partido está unido em torno de Obama.
"Eles estão apenas permanecendo em suas coalizões. Não é como se eles fossem anti-Obama", disse.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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