Mundo
12/06/2008 - 08h11

Legisladores democratas preferem se manter distantes de Obama

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da Associated Press, em Washington

O provável candidato democrata Barack Obama não é uma unanimidade entre os legisladores democratas. Embora o partido pressione cada vez mais pela união de seus membros em torno de Obama, muitos legisladores preferem se manter longe da escolha entre o democrata e o provável republicano John McCain.

Alguns contam com os votos de eleitores republicanos para garantir a reeleição ao Congresso ou a Casa dos Representantes, outros têm parcerias e chapas com políticos do outro partido.

O representante Dan Boren, único legislador democrata na conservadora Oklahoma, explica que Obama é "o mais liberal senador no Congresso" e por isso prefere não afirmar publicamente seu endosso ao senador por Illinois.

"Nós somos muito mais conservadores no oeste de Oklahoma. Eu tenho que refletir meu distrito", diz Boren.

Na Geórgia, o representante Jim Marshall, democrata e veterano da Guerra do Vietnã, afirmou que admira tanto Obama como McCain, mas não sente obrigação de declarar uma preferência.

"Se um deles for um assassino ou algo do tipo, eu farei uma escolha", brincou. "De outra forma, eu acho que não preciso me envolver", disse Marshall, que ganhou por uma margem de apenas 1.800 votos.

11jun.08 M. Spencer Green/AP
Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama D-Ill., speaks with Ola Horton about her credit card problem, Wednesday, June 11, 2008, during a roundtable discussion on predatory lending at the Illinois Institute of Technology in Chicago, Ill. (AP Photo/M. Spencer Green)
Barack Obama conversa com eleitora em parada de sua campanha, em Chicago

Para a maioria destes políticos que preferem se manter indefinidos --pelo menos 14 até esta quarta-feira-- a questão é de necessidade política. Vindos de redutos conservadores, associados ao Partido Republicano, eles não querem arriscar suas carreiras políticas para apoiar o candidato presidencial deste ano.

Mas para não criar uma situação insustentável dentro do Partido Democrata, Boren, assim como a maioria dos indecisos, afirmou que apoiará Obama na Convenção Nacional Democrata, marcada para 25 de agosto, em Denver,. É na convenção que a nomeação é oficializada e o voto dos superdelegados contabilizado.

A porta-voz da campanha de Obama, Jen Psaki, ressaltou que Obama também trabalhou com republicanos no Senado e que a rixa entre partidos é algo restrito à campanha eleitoral.
Resistência

Obama não é o primeiro candidato democrata a enfrentar tal resistência dos colegas de redutos republicanos. Ao longo dos anos, moderados e conservadores evitaram associações diretas com nomeados desde os tempos de George McGovern, em 1972 até mesmo John Kerry, nas eleições presidenciais de 2004.

A questão é que os endossos públicos dos superdelegados não era um problema para Kerry, que obteve uma nomeação rápida durante o ciclo de primárias. "Eles têm medo de perderem para um republicano. Eu acho que mesmo que o bom Deus fosse o nomeado democrata, alguns colegas não o endossariam. Eles têm medo de parecer muito democrata por causa dos distritos onde estão", disse senadora democrata Claire McCaskill, do Missouri.

Como no passado, muitos democratas não-compromissados são dos Estados do Sul, onde os republicanos são mais favorecidos.

A resistência é ainda maior nos Estados e distritos onde o voto dos operários brancos contam mais. Obama, reconhecidamente, não tem apelo entre estes eleitores, que votaram em massa por sua ex-rival Hillary Clinton.

Marshall, como legislador em um pequeno distrito rural da Geórgia, prefere se manter em cima do muro quanto o apoio a Obama. Seus distrito tem menos de um terço de eleitores negros e ele precisa do apoio dos brancos republicanos para ganhar, incluindo votos da comunidade militar.

O representante democrata Rahm Emanuel, de Illinois, que ajudou a orquestrar a estratégia democrata para obter a liderança do Congresso em 2006, argumenta que a maioria destes políticos prefere geralmente ficar fora da política nacional e que o partido está unido em torno de Obama.

"Eles estão apenas permanecendo em suas coalizões. Não é como se eles fossem anti-Obama", disse.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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