Mundo
12/06/2008 - 09h39

Obama começa campanha direta com eleitores

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Colaboração para a Folha Online

Nesta quarta-feira, o provável candidato democrata Barack Obama passou uma hora discutindo com três eleitores de Chicago sobre seus problemas com dívidas de cartão de crédito e fez uma visita surpresa em uma cerimônia de graduação da oitava série em um colégio local.

Os momentos de campanha direta de Obama com os eleitores já faziam parte de sua estratégia para as primárias, quando aparecia em bares, boliches e batia nas portas das casas dos eleitores. Mas nesta campanha presidencial pelos eleitores indecisos, a estratégia deve ser ainda mais intensificada.

Depois de atrair milhares de pessoas em seus comícios, a equipe de campanha de Obama planeja uma agenda de ritmo mais lento. Na segunda-feira, o senador deu um discurso sobre economia para uma platéia de 900 convidados, em Raleigh, na Carolina do Norte.

Na terça-feira, ele passou uma hora seguindo uma enfermeira no hospital de St. Louis para depois ir a uma coletiva de imprensa de meia hora. Tudo acompanhado de perto por dezenas de repórteres e câmeras.

Os analistas indicam que este é um momento em que Obama mostra seu lado mais empático. Uma estratégia para demonstrar que ele se preocupa com o cidadão comum, onde eles vivem, onde eles trabalham e as dificuldades que enfrentam, aponta reportagem do "The New York Times".

Se aproximar dos eleitores é uma forma de Obama combater o rótulo de elitista que o provável candidato republicano John McCain e sua ex-rival Hillary Clinton lhe deram após o senador falar, em um evento de arrecadação em São Francisco, que os moradores de pequenas cidades se apegam às armas e à religião por suas dificuldades econômicas.

O argumento deve voltar nesta campanha presidencial, reforçado pela equipe republicana com o fato que Obama é um novato diante do histórico político de McCain --senador por Arizona em seu quarto mandato.

Política

Na discussão sobre dívidas de cartão de crédito, Obama, ex-professor de direito da Universidade de Chicago, ouviu as reclamações dos cidadãos, junto com Elizabeth Warren, professora de direito da Universidade de Harvard, especialista em crédito e falência bancária.

Depois de mostrar sua simpatia aos eleitores, Obama aproveitou o momento para discursar sobre a postura dos bancos e financeiras no que ele chamou de "golpes" para atrair pessoas para gastar mais do que podem. Assim como faz diante de milhares em seus comícios, Obama aproveita para fortalecer sua plataforma eleitoral.

Um dos participantes da discussão, Marvin Weatherspoon, ficou impressionado pela nova imagem de Obama. "Ele faz um grande trabalho vindo ao nosso nível e não falando acima de nossas cabeças", disse. "Ele se faz visto como alguém comum como vocês são", completou, em frase citada pelo "NYT".

Depois da discussão, Obama apareceu de surpresa em uma cerimônia de graduação da escola Charter de Liderança das Jovens Mulheres. Centenas de garotas --e mais importante, seus pais-- começaram a aplaudir e gritar. Obama discursou para as garotas.

Em sua campanha pelas primárias, Obama ficou conhecido pelo seu grande apelo entre os jovens. Seja entre aqueles que já têm idade para votar, seja entre aqueles que simplesmente influenciam o voto de seus pais com uma campanha intensiva dentro de casa.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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