Mundo
12/06/2008 - 09h53

Propostas de Obama e McCain elevariam dívida dos EUA, dizem entidades

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da Reuters, em Washington

As isenções fiscais prometidas pelos prováveis candidatos à Casa Branca podem aumentar em trilhões de dólares a dívida pública norte-americana nos próximos dez anos. A avaliação é de um grupo de estudos tributários dos Estados Unidos.

Os analistas da Brookings Institution e do Instituto Urban calculam que as propostas do republicano John McCain representariam uma perda de receita na ordem de US$ 3,72 trilhões (R$ 6,12 trilhões) entre 2009-2018, tomando por base o atual regime tributário.

Já os projetos do democrata Barack Obama implicariam perdas de US$ 2,73 trilhões (R$ 4,49 trilhões) no mesmo período. As propostas do senador democrata levam a uma maior taxação dos mais ricos.

Quando incluídos os juros do período, as propostas de McCain representam um aumento de US$ 4,5 bilhões (R$ 7,4 bilhões) na dívida pública. As de Obama elevam a dívida em US$ 3,3 trilhões (R$ 5,43 trilhões) por esse mesmo critério.

"Parece realmente improvável que eles equilibrem o orçamento", disse Leonard Burman, diretor do Centro de Política Tributária mantido pelas duas instituições em Washington. O cálculo pressupõe que os gastos públicos se manterão equivalentes aos deste ano.

McCain propõe prorrogar as isenções parciais concedidas em 2001 e 2003 pelo governo Bush no imposto de renda e no imposto sobre ganhos de capital (benefícios que devem expirar em 2010). Ele também defende outras isenções e reduções fiscais para pessoas físicas e jurídicas.

Obama sugere manter parte dos atuais benefícios fiscais para norte-americanos de baixa e média renda, mas elevando as alíquotas para os contribuintes mais ricos. Ele também propõe novos abatimentos fiscais para mutuários e trabalhadores de baixa renda, isenções totais para idosos que ganhem menos de US$ 50 mil (R$ 82,3 mil) por ano e mais descontos por dependente.

O Centro para a Política Tributária disse que McCain promete reduzir impostos para todo o espectro econômico, mas que os maiores beneficiários seriam os 0,1% mais ricos da população --cerca de 150 mil indivíduos, cuja renda líquida subiria cerca de 11,6%.

Para os 20% mais pobres, as propostas de McCain representariam um aumento de apenas 0,9% na renda líquida.

As propostas de Obama levam a um cenário inverso; os 20% mais pobres ganhariam 6,2%, enquanto os 0,1% mais ricos veriam sua renda líquida declinar 5,1%.

Burman lembrou que a análise só leva em conta a arrecadação, e não os gastos, e que a dívida pública pode aumentar consideravelmente devido às propostas políticas de Obama (como o seguro-saúde universal) e de McCain (continuidade da Guerra do Iraque).

A entidade disse que vai atualizar os cálculos conforme divulgação de mais propostas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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