Mundo
12/06/2008 - 10h28

Obama lidera disputa com McCain por seis pontos percentuais

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da Reuters, em Washington
Colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, começou sua campanha para as eleições gerais com uma vantagem de seis pontos em relação ao republicano John McCain, de acordo com uma pesquisa do canal NBC News e do jornal "Wall Street Journal".

Obama é o candidato escolhido por 47% dos eleitores registrados, enquanto McCain foi escolhido por 41%. Na última pesquisa conjunta das mídias, feita em meados de abril, Obama estava três pontos percentuais à frente do senador republicano --46% contra 43%, respectivamente.

M. Spencer Green/AP
Texto: Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama D-Ill., speaks with Ola Horton about her credit card problem, Wednesday, June 11, 2008, during a roundtable discussion on predatory lending at the Illinois Institute of Technology in Chicago, Ill. (AP Photo/M. Spencer Green)
Democrata Barack Obama faz campanha com eleitores em Chicago

A margem é ainda maior entre os eleitores que votaram na ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton nas primárias democratas, 61% preferem Obama e 19% McCain.

A pesquisa mostrou que Obama tem vantagem em relação a McCain entre os negros, hispânicos, mulheres e entre a classe operária.

Entre os homens brancos, que formavam 36% do eleitorado nas eleições presidenciais de 2004, McCain está 20 pontos percentuais à frente de Obama --55% contra 35%, segundo a NBC.

Chapa dos sonhos

Em uma tendência já apontada por outras pesquisas, a vantagem de Obama aumenta ainda mais quando coloca-se na disputa uma chapa conjunta entre ele e Hillary.

A chamada "chapa dos sonhos" derrotaria uma chapa republicana encabeçada por McCain acompanhado do ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney por nove pontos percentuais --51% contra 42%.

Pelo menos por enquanto, a escolha de um vice para as duas chapas continua envolta em rumores. Analistas especulam vários nomes para a lista de vice de McCain e Obama, mas nenhum dos senadores confirmou nenhuma possibilidade.

Obama escolheu um time de três assessores de confiança para formar um comitê para escolher nomes para vice. A equipe é liderada por Caroline Kennedy, a única filha do ex-presidente John F. Kennedy (1961-1963). Além dela, fazem parte da equipe Jim Johnson, ex-diretor-geral da empresa hipotecária Fannie Mae, e o ex-subsecretário de Justiça Eric Holder.

O comitê mostrou recentemente uma lista com 20 nomes ao senador, mas a manteve em sigilo para a imprensa e o público.

Mudanças

10jun.08 Charles Dharapak/AP
Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz., gives a thumbs up as he makes a campaign stop at the National Federation of Independent Business (NFIB) and eBay 2008 National Small Business Summit in Washington, Tuesday, June 10, 2008. (AP Photo/Charles Dharapak)
John McCain faz discurso para pequenos empresários em Washington

Diante do governo mais impopular em décadas, os eleitores norte-americanos querem um candidato que ofereça mudança na administração do atual presidente George W. Bush.

Na pesquisa, 54% dos entrevistados disseram querer um presidente capaz de empreender mudanças maiores nas políticas atuais, mesmo que não seja muito experiente, segundo a NBC.

Outros 42% disseram que preferem uma pessoa com mais experiência na Presidência, mesmo que isso signifique menos mudanças.

Este cenário favorece claramente o senador Obama já que ele, novato em seu primeiro mandato, usou o tema da mudança na política "velha" de Washington como centro de sua campanha.

A pesquisa ouviu mil eleitores registrados, entre os dias 6 e 9 de junho. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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