Para partido, McCain é o republicano com mais chances entre hispânicos
Colaboração para a Folha Online
O provável candidato republicano John McCain é o candidato republicano com mais chances de atrair os eleitores hispânicos nas disputadas eleições gerais pela Presidência dos Estados Unidos.
Senador pelo Arizona, que tem uma parcela de 25% de moradores hispânicos, McCain mantém boas relações com a comunidade, uma relação que já se provou lucrativa. Em 2004, como aponta o site especializado Real Clear Politics, McCain conquistou 74% dos votos hispânicos em sua reeleição para o Congresso.
Por isso, estrategistas da campanha republicana apostam em McCain para conquistar um eleitorado que tem sido historicamente favorável aos candidatos democratas à Casa Branca.
"Em termos de nome, os republicanos não são bem vistos entre os hispânicos. Mas se você tiver candidatos que se engajam com a comunidade hispânica e são competitivas, eles podem ganhar até 50% destes votos", disse Leslie Sanchez, estrategista republicana.
Para tal, ela sugere que, na escolha do vice-presidente para a chapa republicana, McCain considere a senadora do Texas, Kay Bailey Hutchison e o governador da Flórida, Charlie Crist.
Uma das explicações para o bom desempenho de McCain entre os hispânicos, segundo o Real Clear, é sua postura política favorável a reformas compreensivas das leis de imigração, como o apoio a uma lei neste sentido do senador democrata Ted Kennedy, no ano passado.
O republicano afirma que, enquanto ele acredita que ainda há outros aspectos da política de imigração que precisam de reformas, há a necessidade de manter a promessa de reforçar a fronteira dos EUA com o México para diminuir as ondas de imigrantes ilegais que chegam ao país todos os dias.
Conhecido
Embora tenha tido uma excelente votação entre os hispânicos do Arizona, McCain ainda precisa se fazer conhecido nacionalmente entre estes eleitores. "Os hispânicos conhecem McCain? A resposta é, bem, ainda não", explicou Lionel Sosa, que faz anúncios para a campanha republicana.
| LM Otero/AP |
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| Senador John McCain cumprimenta eleitores antes de evento na Filadélfia, Pensilvânia |
A estratégia apontada por Sosa é a mesma para conquistar outros eleitorados; estabelecer valores comuns. "O maior tema são os valores comuns, valores conservadores comuns", disse Rosa.
"Infelizmente o Partido Republicano entrou numa posição em que ficou conhecido como o partido que é antiimigração e isso cria problemas com nossa mensagem e nossa posição com os latinos em geral", aponta Wes Gullett, estrategista republicano de Arizona.
E para conquistar os eleitores hispânicos, Sanchez aponta um tema de crucial importância para estes eleitores; a educação. "Há dois grandes sonhos na família hispânica. Um é conseguir diploma e outro é ter sua própria casa", disse Sanchez. "Educação é vista como um verdadeiro sinal do sucesso norte-americano, de viver do jeito americano", completa.
Para McCain, o cenário é promissor. Seus histórico de votação pró-imigração no Senado o coloca a frente do provável candidato democrata Barack Obama. Nas primárias democratas, ele ficou atrás nos índices de votação dos hispânicos, perdendo por amplas margens para Hillary Clinton.
A performance entre os eleitores hispânicos será crucial para ambos os candidatos. Para isso, estrategistas do Partido Republicano apostam no bom histórico de McCain para reverter a tradicional ligação destes eleitores com os hispânicos.
Nos últimos oito anos, segundo dados do Real Clear, os eleitores hispânicos apoiaram os democratas por grandes margens. Em 200, Al Gore conseguiu mais de 60% dos votos do grupo, contra 35% do presidente George W. Bush. Em 2004, hispânicos favoreceram John Kerry sobre o presidente Bush com uma margem de 15 pontos percentuais.
"Como republicanos, como fizemos no passado, nós temos uma grande oportunidade de receber este grupo de crescimento rápido em nosso partido", disse Gullett. "E se nós não fizermos isso, nós seremos malucos", completou.
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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