Mundo
13/06/2008 - 07h53

Ron Paul anuncia saída da corrida e se recusa a apoiar McCain

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da Associated Press, em Washington
Colaboração para a Folha Online

O ex-pré-candidato republicano à Casa Branca Ron Paul anunciou na noite desta quinta-feira sua desistência da corrida partidária pela nomeação e ressaltou que não endossará o provável candidato John McCain.

"A campanha mudará de marcha. Ela vai acelerar. Ela vai ficar muito maior", disse Paul, à agência de notícias Associated Press, antes do comício em que anunciou a saída. "Para mim é uma mudança técnica", completou. Sua saída, contudo, não muda a corrida republicana já que McCain garantiu, há meses, a candidatura republicana.

Evan Vucci/AP
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Ron Paul, representante do Texas, um reduto republicano, foi o último pré-candidato derrotado a sair da corrida. McCain, senador pelo Arizona, conquistou os 1.191 delegados logo no início da corrida republicana, após as primárias da superterça, em 4 de março. Um dia após os resultados da grande votação, o outro ex-pré-candidato Mitt Romney anunciou a saída da disputa e o endosso à McCain.

Contudo, mesmo fora da corrida republicana, Paul se recusou a endossar McCain e, segundo informou à Associated Press, não deve mudar de opinião. "Eu não planejo [mudar de opinião]", disse Paul, que explicou sua decisão citando as diferenças entre ele e o senador em diversos assuntos. "Eu tentei amenizar isso dizendo 'a menos que ele mude sua posição, a menos que eles tragam as tropas [norte-americanas no Iraque] para casa", completou.

Também nesta quinta-feira, ao menos 14 congressistas republicanos rejeitaram apoiar a candidatura de McCain e mais de dez não sabem se irão respaldar o senador em sua corrida presidencial, segundo o jornal legislativo "The Hill". A falta de apoio dentro do próprio partido pode prejudicar a imagem de McCain entre os eleitores.

Nesta quinta-feira, Paul disse que continuará "divulgando sua mensagem" através dos esforços para eleger republicanos com tendências libertárias em cargos públicos de todo os Estados Unidos.

Paul anunciou formalmente sua saída da corrida e sua nova "Campanha pela Liberdade" em um discurso para apoiadores na Convenção do Partido Republicano do Texas,

Ele disse esperar que muitos destes apoiadores e outros colaboradores por todo o país compareçam a sua mini-convenção marcada para 2 de setembro, em Minnesota --data e local escolhidos para coincidir com a Convenção Nacional Republicana, marcada em Saint Paul, Minnesota, na qual a candidatura de McCain será oficializada.

Diferente

O representante é o mais atípico dos pré-candidatos republicanos. Partidário de uma política não-intervencionista, é um dos parlamentares mais críticos da guerra no Iraque, contra a qual ele havia votado em 2002. Com tendência libertária, ele se diz contra o Estado federal, defende a saída dos Estados Unidos das instituições internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas), a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ou a OMC (Organização Mundial do Comércio).

Ele declarou à época da nomeação de McCain que manteria sua candidatura e seu nome na cédula de votação republicana. ""pesar da vitória no sentido convencional político não estar mais disponível na corrida presidencial, muitas vitórias foram alcançadas graças ao trabalho duro e entusiasmo", afirmou.

Paul ganhou poucos delegados durante as primárias republicanas, mas arrecadou grandes quantias de dinheiro online e conquistou um grupo fiel de seguidores. Entre os republicanos, ele era o pré-candidato com maior apelo entre os jovens e os menos conservadores.

Sua campanha presidencial ainda conta com US$ 4,7 milhões (R$ 7,6 milhões) em caixa, que agora podem ser usados em novas investidas políticas, já que está em uma "campanha permanente".

"Nós trabalharemos com os grupos de apoio. As pessoas realmente querem continuar e aumentar nossos esforços", disse.

A campanha de Paul também atraiu apoio de independentes e democratas que se opuseram --como ele-- à Guerra do Iraque. Seus apoiadores estão pressionando o partido para que ele tenha um momento de discurso na convenção nacional.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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