Mundo
13/06/2008 - 09h37

Equipe de arrecadação de Hillary começa a trabalhar por Obama

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Colaboração para a Folha Online

Após uma semana da renúncia oficial da ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton, seu time de arrecadação de verbas começa a trabalhar pela campanha do provável candidato Barack Obama.

Eleni Tsakopoulos-Kounalakis, uma das mais fiéis apoiadoras de Hillary para quem arrecadou mais de US$ 1 milhão (R$ 1,6 milhão), doou US$ 4.600 para a campanha de Obama. "Por mais difícil que seja abandonar um sonho, eu acredito que nós precisamos derrotar John McCain ", disse ao jornal norte-americano "USA Today".

O diretor de campanha de Obama, David Plouffe, encontrou-se na quinta-feira com alguns dos maiores arrecadadores de Hillary, incluindo seu co-diretor de finanças, Hassan Nemazee. Na pauta da reunião, estava o planejamento para o evento de arrecadação da noite desta sexta-feira, na Filadélfia.

Veja a íntegra da reportagem, em inglês

"Para a maioria dos democratas, o desejo de recapturar a Casa Branca é imperativo", explica o governador da Pensilvânia, Ed Rendell, um apoiador fiel a Hillary no Estado onde ela ganhou as primárias democratas por uma grande margem. "Há muita pouca dificuldade em convencer as pessoas a vir ajudar o senador Obama", disse Rendell, demonstrando o novo tom de união partidária após a definição da nomeação de Obama, com a conquista de 2.118 delegados e superdelegados.

Rendell, citado pelo jornal, planeja fazer campanha por Obama e ajudá-lo a arrecadar verba. Ele afirmou que o evento de hoje será conjunto, para arrecadar verba para Obama e para o Comitê Democrata Nacional.

Obama ficou conhecido como uma "máquina de arrecadação". Utilizando muito bem a internet, sua equipe de campanha juntou uma grande lista de doadores, a sua maioria contribuindo com valores de US$ 100 (R$ 163) ou menos.

Obama arrecadou um total de US$ 272 milhões (R$ 444 milhões) até abril, segundo relatórios entregues à Comissão Eleitoral Federal. Já seu rival, o republicano John McCain, arrecadou apenas US$ 90,5 milhões (R$ 148,6 milhões) até o mesmo mês.

Mas as arrecadações recordes de Obama parecem não ter tranquilizado Obama. Segundo relata o "USA Today", Rendell afirmou que o senador não quis remarcar o evento de hoje, mesmo alertado sobre o fato de muitos possíveis doadores estarem fora para o fim de semana.

Avisado, Obama teria dito a Rendell; "Nós não precisamos de pessoas. Nós só precisamos de seus cheques".

Kenneth Gross, especialista em finanças de campanha, ressaltou que a demora da batalha acirrada pela nomeação democrata coloca Obama em uma posição difícil. Há quatro anos, John Kerry conquistou a nomeação democrata em março, neste ano, Obama tem apenas três meses para arrecadar verba antes da campanha entrar em uma intensa reta final.

"Quando você passa por um processo intenso e apaixonado, as pessoas ainda olham como 'aqueles caras contra nós'. Mas depois de um tempo, se torna uma frente unida contra os republicanos e é isso que está acontecendo agora", disse Robert Johnson, apoiador de Hillary.

Por enquanto, apenas os colaboradores de Hillary estão atuando pela campanha de Obama. Desde o evento de sábado (7), quando anunciou seu endosso à campanha de Obama, Hillary não aparece em público e não fala com a imprensa. Depois de meses em intenso ataque contra Obama, ela preferiu uma tática de discrição.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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