Veja repercussão do veto da Irlanda ao Tratado de Lisboa
Colaboração para a Folha Online
A Comissão Européia e os principais líderes europeus querem que os oito países membros da União Européia que ainda não ratificaram o Tratado de Lisboa levem adiante o processo de decisão.
Nesta sexta-feira, a Irlanda anunciou resultado do referendo que decidiu vetar as reformas propostas pelo tratado --substituto do projeto fracassado de Constituição européia.
Segundo analistas, a negativa da Irlanda --único país a submeter a proposta a consulta popular-- pode trazer uma crise política para o bloco da União Européia.
O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, que fazia campanha pela vitória do "sim no referendo, disse que o resultado foi uma "enorme decepção".
Pendentes
O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso disse que "esse voto não deve ser visto como um voto contra a União Européia".
Barroso acrescentou que acredita que o tratado está vivo: "18 Estados membros já aprovaram o tratado e a Comissão Européia acredita que as ratificações restantes devem continuar".
O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, pediu que as ratificações continuem: "Acho que o correto é que cada país leve o processo de ratificação até o fim".
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disseram que continuam convencidos de que as reformas propostas pelo tratado são necessárias para tornar a União Européia mais eficaz.
O primeiro-ministro Yves Leterme, da Bélgica --um dos oito países que ainda não decidiram--, disse que continuará pressionando pela ratificação em seu país.
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