Mundo
15/06/2008 - 17h00

Senador independente, Joe Lieberman critica Obama e apóia McCain

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

O senador por Connecticut Joe Lieberman --aspirante democrata à vice-Presidência na chapa de Al Gore em 2000-- criticou publicamente o provável candidato presidencial de seu antigo partido, Barack Obama, e fez campanha para seu amigo, o republicano John McCain, também aspirante à Casa Branca.

Lieberman trocou de legenda em 2006, quando se tornou independente para obter um novo mandato no Senado após perder as primárias democratas.

Jeff Chiu-19.mai.2008/AP
Senador Joe Lieberman (à dir.) e McCain acenam antes de discurso em Chicago
Senador Joe Lieberman (à dir.) e McCain acenam antes de discurso em Chicago

Mas o apoio de Lieberman a McCain pode ser muito prejudicial aos democratas. O senador --que está em seu quarto mandato consecutivo na Casa-- garante a pequena maioria política do partido no Senado.

Se ele se aliar com os republicanos, o balanço de poder iria se modificar, principalmente com a batalha do senador Edward Kennedy contra um câncer no cérebro. Os democratas precisam de Lieberman para manter a maioria de 51 para 49 no Senado.

Lieberman concorda com McCain em questões como a Guerra do Iraque e nas posições dos EUA em relação a Israel e ao Irã.

Críticas

Apenas um dia após a obtenção dos 2.118 delegados por Obama --número necessário para ser o candidato do partido democrata-- Lieberman se uniu a republicanos em uma conferência telefônica com McCain para criticar Obama em um de seus discursos sobre política externa.

Lieberman criticou Obama por culpar as políticas norte-americanas por "um aumento na força do Irã".

Tim Chong-30.mai.2008/Reuters
Joe Lieberman se despede após coletiva imprensa no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos; o senador apóia McCain
Joe Lieberman se despede após coletiva imprensa no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos; o senador apóia McCain

"Se Israel está em perigo hoje em dia não é em razão da política externa norte-americana, que tem apoiado Israel de muitas formas", afirmou Lieberman. "Não é pelo que temos feito no Iraque. É porque o Irã é um terrorista fanático, um Estado expansionista", acrescentou.

No mesmo dia, Obama teve uma conversa em particular com Lieberman. O senador por Connecticut afirmou ter assegurado a Obama que evitaria ataques pessoais.

"Eu disse, e nós acordamos, que vou falar positivamente de John McCain, mas nenhuma vez eu levarei a questão a Barack Obama. Isso nunca será um ataque pessoal porque eu tenho o maior respeito por ele, pessoalmente", disse o senador.

Obama apoiou Lieberman nas primárias democratas para o Senado em 2006. Após perder para Ned Lamont, um candidato contrário à Guerra do Iraque, Liberman desafiou o partido e concorreu como candidato independente nas eleições. Ele foi reeleito pelo apoio --e doações-- que recebeu dos republicanos.

O congressista de Connecticut tem sido mencionado como possível candidato a vice-presidente na chapa de McCain e disse que se pronunciaria na convenção republicana de setembro se o presidenciável pedisse.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca