Senador independente, Joe Lieberman critica Obama e apóia McCain
Colaboração para a Folha Online
O senador por Connecticut Joe Lieberman --aspirante democrata à vice-Presidência na chapa de Al Gore em 2000-- criticou publicamente o provável candidato presidencial de seu antigo partido, Barack Obama, e fez campanha para seu amigo, o republicano John McCain, também aspirante à Casa Branca.
Lieberman trocou de legenda em 2006, quando se tornou independente para obter um novo mandato no Senado após perder as primárias democratas.
| Jeff Chiu-19.mai.2008/AP |
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| Senador Joe Lieberman (à dir.) e McCain acenam antes de discurso em Chicago |
Mas o apoio de Lieberman a McCain pode ser muito prejudicial aos democratas. O senador --que está em seu quarto mandato consecutivo na Casa-- garante a pequena maioria política do partido no Senado.
Se ele se aliar com os republicanos, o balanço de poder iria se modificar, principalmente com a batalha do senador Edward Kennedy contra um câncer no cérebro. Os democratas precisam de Lieberman para manter a maioria de 51 para 49 no Senado.
Lieberman concorda com McCain em questões como a Guerra do Iraque e nas posições dos EUA em relação a Israel e ao Irã.
Críticas
Apenas um dia após a obtenção dos 2.118 delegados por Obama --número necessário para ser o candidato do partido democrata-- Lieberman se uniu a republicanos em uma conferência telefônica com McCain para criticar Obama em um de seus discursos sobre política externa.
Lieberman criticou Obama por culpar as políticas norte-americanas por "um aumento na força do Irã".
| Tim Chong-30.mai.2008/Reuters |
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| Joe Lieberman se despede após coletiva imprensa no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos; o senador apóia McCain |
"Se Israel está em perigo hoje em dia não é em razão da política externa norte-americana, que tem apoiado Israel de muitas formas", afirmou Lieberman. "Não é pelo que temos feito no Iraque. É porque o Irã é um terrorista fanático, um Estado expansionista", acrescentou.
No mesmo dia, Obama teve uma conversa em particular com Lieberman. O senador por Connecticut afirmou ter assegurado a Obama que evitaria ataques pessoais.
"Eu disse, e nós acordamos, que vou falar positivamente de John McCain, mas nenhuma vez eu levarei a questão a Barack Obama. Isso nunca será um ataque pessoal porque eu tenho o maior respeito por ele, pessoalmente", disse o senador.
Obama apoiou Lieberman nas primárias democratas para o Senado em 2006. Após perder para Ned Lamont, um candidato contrário à Guerra do Iraque, Liberman desafiou o partido e concorreu como candidato independente nas eleições. Ele foi reeleito pelo apoio --e doações-- que recebeu dos republicanos.
O congressista de Connecticut tem sido mencionado como possível candidato a vice-presidente na chapa de McCain e disse que se pronunciaria na convenção republicana de setembro se o presidenciável pedisse.
Com Associated Press
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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