Tempestades matam ao menos 57 na China; chuva continua
da Folha Online
Ao menos 57 pessoas morreram e 1,27 milhão tiveram de ser removidas enquanto tempestades e enchentes afetam nove Províncias e regiões autônomas do sul da China, segundo o Ministério dos Assuntos Civis e a Província de Guangdong.
O ministério disse que 55 pessoas morreram e outras sete estavam desaparecidas na manhã de sábado. Um total de 17,9 milhões de pessoas foram afetadas pelas tempestades.
Porém, a Província de Guangdong divulgou mais duas mortes neste domingo, aumentando o número de mortos na Província para 20 e para 57 no país. Outros oito estão desaparecidas e 5,76 milhões em 17 cidades de Guangdong foram afetadas, de acordo com o escritório provincial de controle de secas e enchentes.
O desastre danificou as plantações em 860.500 hectares, incluindo a total destruição de 90.200 hectares. As chuvas destruíram 45 mil casas e danificaram outras 141 mil. O prejuízo total é estimado em 10,6 bilhões de yuan (US$ 1,53 bilhão).
| Reuters |
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| Pessoas improvisam transporte no condado de Daoxian, na China; fazendas, plantações e casas foram afetadas por tempestades |
Chuvas e tempestades atingiram as Províncias de Zhejiang, Anhui, Jiangxi, Hubei, Hunan, Guangdong, Guizhou and Yunnan e a região autônoma de Guangxi Zhuang desde 6 de junho, segundo o ministério.
A televisão estatal mostrou imagens de ruas e casas submersas em cidades próximas ao rio Xijiang, nas áreas de Guangdong e Guangxi. O Ministério de Relações Civis anunciou o envio de equipes de emergência para a região, com o objetivo de auxiliar autoridades locais no apoio às vítimas.
O Centro Nacional de Meteorologia da China afirma que a chuva forte deve continuar na região e que as precipitações nas províncias de Guizhou, Sichuan e Yunnan devem ser de 30% a 70% maiores que no mesmo período do ano passado.
De acordo com, uma parte das barragens do rio Xijiang estava perto de se romper, em razão das chuvas. O volume de água abriu uma rachadura de 40 metros na barragem de Dayaochong, na cidade de Changzhou. Em Longhua, uma vila próxima ao local, 120 mil pessoas tiveram de deixar suas casas em razão das tempestades.
Centenas de pessoas foram chamadas para construir um dique temporário para resolver o problema, mas um grande volume de água deve chegar à região de Wuzhou na tarde deste domingo, aumentando a pressão sobre o dique.
"Se a rachadura aumentar e o dique entrar em colapso, a inundação pode afetar a segurança na parte oeste da cidade de Wuzhou", afirma Zhang Jinshen, oficial encarregado de monitorar a situação. Wuzhou, cidade próxima da fronteira de Guangxi com a província de Guangdong, teve em 2005 suas piores enchentes em cem anos.
Desastres
As enchentes são a mais recente catástrofe na China neste ano. As mesmas províncias foram fortemente atingidas por tempestades de neve em janeiro e fevereiro e, em 12 de maio, um terremoto devastou a província de Sichuan e matou mais de 69 mil pessoas.
Dados do governo Chinês indicam que mais de 69 mil pessoas morreram em decorrência do terremoto, que também deixou mais de 374 mil feridos e fez com que 1,41 milhão de pessoas tivessem de deixar suas casas.
A província de Sichuan, a mais afetada pelo terremoto, é a nona maior economia da China e a maior da região ocidental da China. O PIB de Sichuan em 2006 (dado mais recente disponível) ficou em US$ 112,7 bilhões, e a taxa média de crescimento dos cinco anos até 2006 ficou em 10,7%.
Com Xinhua
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