Mundo
16/06/2008 - 15h02

Obama conversa com ministro iraquiano e reafirma retirada das tropas

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama afirmou nesta segunda-feira que está encorajado por uma redução na violência no Iraque, mas ressaltou sua proposta pela retirada rápida das tropas norte-americanas no país, em conversa com o ministro iraquiano de Relações Exteriores, Hoshiyar Zebari.

Obama afirmou que conversou pelo telefone com o ministro sobre a melhora das condições de segurança no país.

"Eu enfatizei a ele como estou encorajado pela redução da violência no Iraque, mas também insisti que é importante para nós começar o processo de retirada das tropas norte-americanas, deixando claro que nós não temos interesse em bases permanentes no país", disse Obama, na chegada a Michigan, onde discursou sobre economia.

Obama conversou com Zebari um dia após uma aparição pública do político iraquiano com o seu rival, o provável candidato republicano John McCain, em Washington. McCain fez da política externa o foco de sua campanha presidencial e criticou duramente Obama por sua inexperiência no assunto, questionando sua habilidade para governar o país.

Obama disse ainda que falou a Zebari que, caso ganhe as eleições da casa Branca, "uma administração Obama garantirá a continuidade do progresso no Iraque e não agirá precipitadamente".

Contudo, o senador por Illinois continuou ressaltando que a retirada das tropas norte-americanas do Iraque --uma das principais plataformas da campanha democrata contra o governo atual-- é essencial para enviar o sinal de que a ocupação dos EUA no país "é finita".

Obama já afirmou em sua campanha que, se eleito, começará a retirada das tropas assim que ocupar a Casa Branca. Ele planeja a remoção de uma ou duas brigadas por mês, o que permitiria a retirada completa das tropas de combate em 16 meses.

Críticas

Em seu encontro com McCain neste domingo, o ministro iraquiano disse que explicaria a situação no Iraque para Obama. "Nós não fazemos parte das eleições dos EUA, de fato. Mas é de nosso interesse que ambos os candidatos saibam a realidade da situação, o modo que nós vemos, a partir de nossa perspectiva. Saber das pessoas que estão dentro deste conflito, então, de fato, nós teremos uma oportunidade", completou.

Para quem acompanha a corrida presidencial, a resposta de Zebari pareceu esconder uma crítica a Obama. Recentemente, McCain afirmou que Obama não deveria falar da Guerra do Iraque já que não vai ao país há anos e, portanto, não saberia dizer a verdadeira situação do país.

Depois de conversarem longe da imprensa por cerca de meia hora, McCain e Zebari falaram aos repórteres presentes na central de campanha do republicano, em Washington.

"Qualquer acordo será baseado em nossa parceria e nos interesses de segurança nacional de ambos os países. é muito importante que nós não deixemos que este sucesso vá embora e tenho certeza que a parceria e o relacionamento que levaram a este sucesso continuarão", disse McCain, trazendo o Iraque de volta à campanha presidencial.

Segundo o ministro, ambos estão ansiosos pela saída das forças dos EUA, mas o momento da retirada ainda não chegou. "Nós concordamos que não queremos este estado no qual as tropas ficam lá permanentemente, para sempre no Iraque. E nós esperamos ansiosos pelo dia no qual estas forças retornarão, com dignidade e uma manobra vitoriosa, mas ainda precisamos de mais tempo para realizar isso", disse.

"Bem, o fato é que a situação é que nós tivemos um grande sucesso e a operação funcionou. O senador Obama estava errado quando disse que falharíamos. Senador Obama estava errado quando disse que nós teríamos que determinar uma data imediata para a retirada das tropas do Iraque", disse McCain.

"Ele simplesmente está errado. Os fatos claramente indicam isso. Como nós sempre dissemos e o ministro acabou de dizer, nós temos e podemos --com o sucesso da estratégia-- retirar as tropas americanas. E isso é sucesso. Isso é o modo no qual guerras acabam quando você ganha, você é bem sucedido e depois se retira", completou, lançando mais um ciclo de ataques de campanha.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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