Chefe das Farc que desertou é processada na Colômbia
da Efe, em Bogotá
Um promotor de direitos humanos da Colômbia processou nesta segunda-feira a líder rebelde Nelly Ávila Moreno, conhecida como Karina, que desertou das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em maio. Ela enfrentará acusações de homicídio múltiplo e terrorismo, entre outros delitos.
As acusações têm base em um ataque rebelde ocorrido há nove anos que deixou 16 mortos, entre policiais e civis, informou a Procuradoria Geral.
O ataque foi registrado em 31 de julho e 1º de agosto de 1999 em Nariño, localidade no noroeste de país e foi cometido pelas frentes 9 e 47 das Farc, o segundo dos quais estava ao comando de Karina.
A Promotoria lembrou que os atacantes detonaram um veículo carregado com explosivos e causaram a morte de nove policiais e sete civis, e seqüestraram oito soldados.
Um dos policiais mortos era o comandante da estação de Nariño, baleado pelos guerrilheiros na praça central da localidade.
No ataque, os rebeldes também saquearam a filial de um banco estatal e vários comércios.
Karina desertou no dia 18 de maio em Sonsón, povoado vizinho a Nariño, ambas em Antioquia e foi transferida para Bogotá, onde está detida.
Ela comandava a frente 47 das Farc e era considerada pelas autoridades como a mulher mais sanguinária da guerrilha.
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