Obama faz intensa campanha para recuperar eleitores de Michigan
Colaboração para a Folha Online
No mapa eleitoral dos Estados Unidos, há muitos caminhos desenhados pelas equipes dos candidatos presidenciais para conquistar os 270 votos eleitorais necessários para ganhar a Presidência. Em seu segundo dia seguido de campanha no mesmo Estado, a rota do provável candidato democrata Barack Obama dá atenção especial a Michigan.
Neste ano os democratas têm um desafio a mais no Estado. Michigan --juntamente com a Flórida, outro Estado crucial para 4 de novembro-- teve seus votos anulados nas primárias democratas após adiantar a votação para janeiro. Nenhum dos grandes pré-candidatos democratas --incluindo Obama-- fez campanha no Estado, o que pode ter deixado um clima de abandono e descaso entre seus eleitores.
O impasse criado após a anulação da votação --que deu vitória à Hillary Clinton com 55% dos votos-- se arrastou até o final de maio, com os constantes pedidos de Hillary para que os votos fossem contabilizados. Depois de decidir pela penalização dos Estados, o Comitê de Regras Democrata estabeleceu que a delegação completa de Michigan poderá ir à convenção, mas cada delegado terá apenas meio voto.
Com uma nova ordem no Partido Democrata, na qual os colaboradores e eleitores de Hillary precisam apoiar Obama, o senador encara os eleitores frustados com o modo e o tempo que se demorou para resolver a situação do Estado.
Por isso, em sua primeira etapa na campanha presidencial --uma viagem de duas semanas de eventos focados em economia--, Obama dedica tempo extra ao Estado. "É bom estar aqui com tantos bons amigos", disse Obama à platéia de seu comício, em Flint.
Michigan é também um dos estados "pêndulos" ou "roxos", locais que não tem tradição de voto em único partido ou que dão vitórias apertadas aos candidatos. Isso significa que não só Obama, mas seu rival republicano John McCain lutarão pelos votos locais.
"Será difícil para os democratas ganhar sem Michigan. Eles fizeram isso apenas uma vez em 50 anos. Isso foi em 1976, quando Michigan votou pelo seu filho nativo Gerald Ford sobre Jimmy Carter. Mas Carter compensou no sul", afirmou o comentarista político da CNN, Bill Schneider.
Obama, por enquanto, vê um cenário positivo em Michigan. O Estado votou favoravelmente aos democratas nas últimas quatro eleições presidenciais. Segundo informações da CNN, o ex-vice-presidente Al Gore ganhou no Estado com uma margem de 5 pontos percentuais em 2000 e o senador John Kerry conseguiu uma vitória de apenas 3 pontos percentuais.
Ataque republicano
Obama também enfrenta os ataques constantes do lado republicano, cenário que não é diferente em Michigan. O Partido Republicano local divulgou na segunda-feira, mesmo dia no qual Obama chegou para eventos de campanha, um anúncio de internet criticando o papel do democrata na resolução do impasse durante as primárias.
"Por que você boicotou Michigan por tanto tempo? Você prejudicou nossos eleitores", afirma o comercial.
O vídeo continua elencando os momentos mais difíceis da campanha de Obama e lembra a gafe do senador em um evento de arrecadação em São Francisco, quando ele disse que os eleitores de pequenas cidades com dificuldades financeiras eram "amargos" e se apegavam às armas e à religião.
"Você insultou nosso modo de vida", diz o anúncio, enquanto exibe imagens de caçadores e religiosos.
Um recado postado em um blog no site do Partido Republicano de Michigan diz que o anúncio foi criado "para lembrar aos eleitores de Michigan que quando eles quiseram ouvir de Barack Obama, ele usou toda oportunidade para virar o rosto contra eles".
A equipe de Obama foi avisada pela própria rival sobre os riscos de não defender ferozmente a validação dos votos locais. "Se os democratas enviarem a mensagem de que não ligamos para seus votos, eu tenho certeza que John McCain e os republicanos ficaram felizes em ter seus votos", disse Hillary, em uma parada de campanha, em Detroit.
"De fato, os republicanos argumentarão que os eleitores de Michigan e Flórida não devem confiar nos democratas para cuidar deles quando eles nem ao menos os ouvem", acrescentou à época.
Obama, cauteloso, preferiu abordar ele mesmo o assunto. Em seu discurso nesta segunda-feira contou aos espectadores: "Eu sei que nós não tivemos a oportunidade de fazer campanha pelas primárias. Eu me sinto culpado sobre não fazer campanha e, como conseqüência, eu decidi tentar dar a vocês algo especial". Dois dias seguidos de campanha em um país com 50 Estados a se percorrer em menos de seis meses até as eleições gerais.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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