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17/06/2008 - 11h05

McCain quer retomar a exploração das reservas marítimas de petróleo

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano John McCain falará nesta terça-feira, no Texas, que a conservação não é mais "um luxo moral" ou uma "virtude pessoal" e que o próximo presidente deve romper com as atuais políticas ambientais para libertar o país de sua dependência de petróleo estrangeiro.

Em um grande discurso sobre a questão energética --que deixa implícita uma crítica ao vice-presidente Dick Cheney que afirmou que a conservação era "uma virtude pessoal"--, McCain apresentará suas propostas para a crise energética que incluem o fim do banimento federal da exploração das reservas marítimas de petróleo e a construção de novas refinarias e reatores nucleares.

Embora o tema da preservação ambiental esteja em alta na campanha presidencial --McCain usou em vários eventos um fundo verde, em referência à sua atitude positiva em relação ao ambiente--, os trechos do discurso desta terça-feira apontam inúmeras políticas energéticas e nenhuma proposta de preservação ambiental.

Diante de uma platéia de empresários de petróleo no Texas, McCain falará de suas propostas que favorecem a indústria petrolífera, que há anos pede pelo banimento do adiamento da exploração marítima dos recursos.

"Com a gasolina custando mais de US$ 4 o galão, muitos não tem a luxúria de esperar em planos futuristas e políticos", dirá McCain. "Nós provamos que há reservas de petróleo de pelo menos 21 milhões de barris nos Estados Unidos. Mas uma proibição federal fica no caminho da exploração energética e produção e eu acredito que é hora do governo federal acabar com estas restrições e colocar nossas reservas para uso", continua.

No discurso de Houston, McCain também planeja citar as firmas de investimento e empresários de petróleo que prevêem o preço do barril do petróleo chegando a US$ 200 --hoje está em US$ 133,25-- e o galão da gasolina chegando a US$ 7.

"De alguma forma, os Estados Unidos, em muitos jeitos a mais auto-confiante das nações, permitiu e algumas vezes até encorajou esta situação. Isso foi problemático há 35 anos. Foi alarmante há 20 e é uma situação perigosa hoje", diz McCain.

Como de costume, McCain não poupa críticas a seu rival democrata Barack Obama, por apoiar um imposto sobre o lucro das empresas petrolíferas. "Se o plano parece familiar, é porque foi a grande idéia do presidente Jimmy Carter também e fez muito bem para nós", diz, acrescentando que o imposto limitaria a exploração doméstica.

No discurso, McCain também pretende ressaltar sua proposta de novos reatores nucleares nos Estado Unidos --nenhum reator é construído no país há mais de 30 anos. "Uma nação hoje planeja construir quase 50 novos reatores até 2020. Outro país planeja construir 26 grandes estações nucleares. Uma terceira nação planeja construir reatores nucleares suficientes para suprir um quarto da necessidade de energia elétrica de seu povo, uma população de mais de um bilhão de pessoas", dirá McCain.

Os países citados por McCain são China, Rússia e Índia. "E se eles têm a visão para planejar e concluir grandes objetivos em política energética, porque nós não podemos?", completa.

O Comitê Democrata Nacional já respondeu aos trechos do discurso de McCain divulgados à mídia. Em um comunicado, os democratas disseram que o discurso de McCain "agradará os seus amigos na indústria do petróleo e do gás" e oferecerá "mais da mesma política falida de Bush que levaram os preços do combustível ao teto".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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