Mundo
17/06/2008 - 13h35

Apesar da mudança na Califórnia, união gay ficará longe do debate eleitoral

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da France Presse, em Washington

Nesta terça-feira, centenas de casais homossexuais se preparam para casar na Califórnia, mas é pouco provável que o tema que ocupou a mídia norte-americana nos últimos dias chegue aos debates eleitorais para as eleições de novembro.

Os analistas políticos dizem acreditar que o tema --ainda muito polêmico entre os norte-americanos-- fique longe dos discursos dos prováveis candidatos à Casa Branca John McCain e Barack Obama, que têm poucas diferenças na opinião sobre o assunto.

Ainda que McCain tenha declarado que o matrimônio deva ser restringido a casais heterossexuais, ele se opôs, como senador por Arizona, a uma emenda constitucional norte-americana que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Obama também diz acreditar que o termo "casamento" só deve qualificar uma união heterossexual, mas afirma apoiar as parcerias civis entre casais homossexuais.

Para Joe Solmonese, presidente da organização de defesa dos direitos dos homossexuais "Human Rights Campaign", é pouco provável que a questão participe do debate este ano, e que a campanha irá se concentrar principalmente nos pontos econômicos e que tratam de política externa.

"Não vejo de forma alguma isso se tornar um problema importante. O debate é muito diferente do de 2004. Hoje, os eleitores preocupam-se com o Iraque, com o aumento do preço da gasolina e com a economia", afirmou.

"Acredito que qualquer tentativa de um candidato à presidência de utilizar uma questão tão explosiva como a dos casamentos homossexuais encontraria uma resistência obstinada" na sociedade, continuou o ativista.

"Na melhor hipótese, isso não vai mobilizar os eleitores, na pior, para os republicanos, o assunto voltaria os eleitores contra eles", disse Matthew Dowd, antigo diretor-estratégico da campanha para reeleição de George W. Bush em 2004, citado pelo "New York Times".

Os eleitores poderiam, desta forma, ser tentados a se perguntar "porque nós estamos debatendo o casamento gay enquanto deveríamos estar falando do que é importante, como a economia, o sistema de saúde ou a guerra?", diz Dowd.

A legalidade do casamento homossexual, contudo, será debatida pelo menos na Califórnia, onde os críticos da aprovação tiveram sucesso em reunir assinaturas suficientes para um referendo, em 4 de novembro, que irá determinar uma alteração constitucional que define o casamento como um ato legal entre um homem e uma mulher.

De acordo com Brian Brown, diretor do grupo conservador National Organization for Marriage, o casamento gay "vai ser uma questão essencial na Califórnia, porque os eleitores terão a oportunidade de censurar o Supremo Tribunal do Estado", que legalizou em 15 de maio os casamentos homossexuais.

"Não há dúvida de que isso vai repercutir na campanha presidencial em certos Estados, mas é outro ponto saber como o casamento gay vai influenciar" na escolha de quem os eleitores vão votar, diz Brown, assinalando que a maioria dos eleitores negros e hispânicos é contra o casamento homossexual, o que poderia custar votos a Obama.

Mas para David Cruz, professor de Direito da Universidade da Califórnia do Sul, a popularidade do provável candidato democrata junto aos jovens pode fazer diferença no resultado do referendo californiano.

"Se a participação for forte entre os jovens em novembro, isso deverá ajudar os partidários do casamento homossexual", observou, afirmando ainda que "as pesquisas mostram regularmente que os eleitores mais jovens não são contra [essas uniões]".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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