Mundo
17/06/2008 - 14h17

Obama aumenta para seis pontos sua liderança, indica pesquisa

Publicidade

da Folha Online

O provável candidato democrata Barack Obama tem uma vantagem de seis pontos percentuais sobre o seu rival republicano John McCain segundo pesquisa publicada nesta terça-feira pelo jornal norte-americano "The Washington Post".

A pesquisa, realizada em parceria do jornal com a rede de televisão ABC, dá a Obama 48% das intenções de voto entre os entrevistados contra 42% de McCain. No sábado, uma pesquisa do instituto Gallup dava a Obama uma liderança de três pontos percentuais.

Entre os eleitores registrados para votar nas eleições de 4 de novembro, a margem diminui --49% apóiam Obama e 45% preferem McCain.

Segundo o "Post", essa é a mesma margem que o candidato democrata de 2004, John Kerry, tinha sobre o presidente reeleito, George W. Bush.

Esta é a primeira pesquisa realizada por essas duas organizações desde que Obama ganhou o número de delegados necessários para garantir a nomeação, que será oficializada pela Convenção Nacional democrata, marcada entre 25 e 28 de agosto.

A pesquisa também mostrou que 63% dos entrevistados têm uma opinião favorável sobre Obama e 33% possuem impressão negativa em relação ao senador por Illinois.

O cenário não é tão positivo para McCain que é visto por 56% dos eleitores de maneira positiva e por 39% de modo desfavorável.

Partido

A sondagem mostrou ainda uma percepção de McCain que pode prejudicá-lo diante das eleições presidenciais em novembro; 57% dos entrevistados acham que o senador manterá as mesmas políticas do presidente norte-americano. Um argumento comum da campanha democrata que McCain se esforça para combater.

A aprovação do governo Bush está em seu menor índice no histórico de pesquisas do instituto, 29%. Ao todo, 68% dos entrevistados desaprovam o trabalho do atual presidente republicano, o que pode resultar em uma votação em massa para o partido da oposição.

Para Obama, a pesquisa aponta que ainda há trabalho a fazer para garantir a tão esperada união partidária. Mesmo diante da saída oficial de Hillary Clinton da campanha e de seu endosso público à campanha do senador, menos de oito em cada dez democratas entrevistados apóiam Obama.

Um número alto, mas preocupante se comparado aos 90% dos republicanos que dizem apoiar McCain.

Quase um quarto dos que disseram apoiar a ex-pré-candidata Hillary na disputa pela nomeação disseram preferir McCain para as eleições gerais, número que não se alterou desde as pesquisas anteriores à saída de Hillary.

E enquanto o comitê de Obama elabora listas com possíveis candidatos a vice, a pesquisa mostrou que Hillary continua como a escolha mais eficaz entre os eleitores, 46% dos democratas e independentes que tendem aos democratas escolheram a ex-primeira-dama para formar a "chapa dos sonhos" com o senador.

A pesquisa foi realizada com 1.125 adultos, entre os dias 12 e 15 de junho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca