Mundo
18/06/2008 - 07h42

Após discurso de McCain, Bush pede mudança em lei de exploração de petróleo

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Colaboração para a Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pedirá nesta quarta-feira ao Congresso que suspenda a proibição de exploração de reservas de petróleo no litoral do país, informou a Casa Branca.

"Com a gasolina acima dos quatro dólares o galão (3,6 litros), amanhã vamos pedir ao Congresso que aprove uma lei suspendendo a proibição parlamentar à perfuração petrolífera litorânea segura e ambientalmente sustentável", disse, nesta terça-feira, a porta-voz da Casa Branca Dana Perino.

O anúncio veio apenas horas depois do provável candidato presidencial republicano, John McCain, pedir em discurso ao governo federal que abandone 27 anos da proibição da exploração destes recursos, como medida para conter a alta dos combustíveis e acabar com a dependência do petróleo estrangeiro.

McCain apresentou a proposta nesta terça-feira em Houston, Texas, reduto da indústria petroleira norte-americana.

"Com a gasolina custando mais de US$ 4 o galão, muitos não tem a luxúria de esperar em planos futuristas e políticos. Nós provamos que há reservas de petróleo de pelo menos 21 milhões de barris nos Estados Unidos. Mas uma proibição federal fica no caminho da exploração energética e produção e eu acredito que é hora do governo federal acabar com estas restrições e colocar nossas reservas para uso", afirmou McCain.

No discurso de Houston, McCain também planeja citar as firmas de investimento e empresários de petróleo que prevêem o preço do barril do petróleo chegando a US$ 200 --hoje está em US$ 133,25-- e o galão da gasolina chegando a US$ 7.

"De alguma forma, os Estados Unidos, em muitos jeitos a mais auto-confiante das nações, permitiu e algumas vezes até encorajou esta situação. Isso foi problemático há 35 anos. Foi alarmante há 20 e é uma situação perigosa hoje", disse ainda McCain.

O discurso pode ganhar a McCain o apoio do rico e influente setor petroleiro, que não perdoa sua oposição ferrenha às perfurações propostas pelo governo Bush em uma reserva natural do Alasca.

"Por anos, o presidente pressionou o Congresso para expandir nossa reserva doméstica de petróleo, mas os democratas no Congresso bloquearam essa ação", afirmou a porta-voz.

Mas sua nova posição foi considerada ainda muito tímida por Thomas Pyle, presidente de uma associação do setor, o Instituto para Pesquisa Energética.

McCain foi duramente criticado também pela organização ambientalista Sierra Club. "McCain disse que era a favor da luta contra o aquecimento global e de soluções para energias limpas (...). Mas perfurações ao longo da costa representam a antítese desse enfoque", ressaltou seu diretor executivo, Carl Pope.

McCain se defendeu dessas críticas afirmando que continuava fazendo "todo o possível para que os norte-americanos se dessem conta de que é preciso aprovar fontes de energia alternativa, de que é necessário reduzir as emissões de gases do efeito estufa, e reduzir a dependência do petróleo proveniente do exterior".

Com France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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