Mundo
18/06/2008 - 10h17

Obama cria equipe de conselheiros de alto escalão em política externa

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da Associated Press, em Washington

Sob intensas críticas por sua inexperiência em assuntos de política externa, o provável candidato democrata Barack Obama agendou o primeiro encontro nesta quarta-feira com o que chama de "grupo de trabalho sênior em segurança nacional".

A equipe, que inclui ex-membros do Congresso, dará conselhos e criará estratégias de ação para o senador.

Entre estes conselheiros estão três que aconselharam a ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton e que serviram no alto escalão da Presidência de Bill Clinton, os ex-secretários de Estado Madeleine Albright e Warren Christopher e o ex-secretário de defesa William Perry.

Obama tem outro encontro agendado para esta quarta-feira com quase 40 generais e almirantes aposentados para discutir o estado militar e os desafios no Iraque, afeganistão e outros lugares com atuação das forças norte-americanas.

Obama planeja consultar estes grupos de trabalho freqüentemente entre hoje e as eleições de 4 de novembro, como forma de se preparar para os ataques crescentes dos republicanos sobre sua inocência em questões como terrorismo.

Estes conselheiros devem ocupar cargos no alto escalão de sua administração, caso ele seja eleito. Em vista, estão cargos como secretários de defesa ou Estado, conselheiros de segurança nacional e até mesmo possível vice-Presidência.

Membros da equipe de Obama envolvidos na elaboração da lista com possíveis companheiros de chapa do senador apontam que, entre os nomes, estão ex-líderes do Pentágono. Obama pode escolher um especialista em segurança nacional e forças militares para ajudar a combater a imagem do seu rival, o republicano John McCain, com carreira na Marinha dos EUA e ex-prisioneiro de Guerra.

Outros membros destes grupos conselheiros incluem Sam Nunn, da Georgia, Lee Hamilton e Tim Roemer de Indiana e David Boren de Oklahoma, ex-legisladores democratas conhecidos por sua experiência em temas de política externa.

Da lista de oficiais da administração Clinton, estão nomes como Tony Lake, Susan Rice, Greg Craig, Eric Holder, Richard Danzig e Jim Steinberg. Holder é um dos três colaboradores selecionados por Obama para escolher candidatos a seu vice.

Em um comunicado, Obama disse que a segurança nacional está no topo de suas preocupações. "É hora de mudar de rumo. É hora de acabar de maneira responsável com a Guerra do Iraque, mudar nossa atenção no Afeganistão e em relação a al Qaeda e renovar nossa liderança global para que possamos assumir os desafios do século 21", escreve.

Obama planeja passar o dia em Washington, onde também ser encontrará com líderes sindicalistas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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