Assessor nega que Obama tenha sido ingênuo ao falar de Jerusalém
da Reuters, em Nova York
Um dos assessores do provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, saiu em sua defesa nesta terça-feira e disse que o senador fez mau uso de uma "palavra-chave" do mundo da política do Oriente Médio quando disse que Jerusalém deveria ser a capital "indivisa" de Israel.
Ele ressaltou que isso não significa que Obama conheça pouco de questões internacionais, uma crítica constante dos republicanos que argumentam que o democrata é inocente neste assunto.
Discursando diante de um grupo lobista pró-Israel neste mês, Obama afirmou: "Jerusalém continuará a ser a capital de Israel e precisa continuar indivisa".
O comentário deixou indignados os palestinos, que querem fazer de Jerusalém Oriental --a parte árabe da cidade ocupada por Israel na guerra de 1967-- a capital de um futuro Estado Palestino.
"Ele fechou todas as portas à paz", afirmou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, depois do discurso de 4 de junho.
Mais tarde, Obama disse que os palestinos e os israelenses precisavam negociar o status futuro da cidade, citando assim a postura adotada historicamente pelo governo norte-americano a respeito.
Daniel Kurtzer, que aconselha o democrata em questões relativas ao Oriente Médio, disse na terça-feira, ao Fórum Político de Israel, que o comentário de Obama resultou de "uma imagem existente na mente dele sobre uma Jerusalém de antes de 1967, uma cidade com arames farpados, terrenos minados e zonas desmilitarizadas".
"Então, usou uma palavra para representar o que não desejava ver de novo. Mas percebeu depois que essa é uma palavra-chave no Oriente Médio", disse Kurtzer.
Em 1995, o Congresso norte-americano aprovou uma lei descrevendo Jerusalém como a capital de Israel e dizendo que a cidade não deveria ser dividida. Mas vários presidentes norte-americanos usaram seu peso internacional para manter a Embaixada dos EUA em Tel Aviv e dar apoio a negociações entre os israelenses e os palestinos a fim de decidir o destino de Jerusalém.
Na prática, a política externa dos norte-americanos alinha-se com a da Organização das Nações Unidas (ONU) e a de outras grandes potências mundiais, que não consideram Jerusalém a capital de Israel e que não reconhecem a anexação de Jerusalém Oriental ocorrida depois da Guerra dos Seis Dias (1967).
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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