Mundo
18/06/2008 - 10h36

Assessor nega que Obama tenha sido ingênuo ao falar de Jerusalém

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da Reuters, em Nova York

Um dos assessores do provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, saiu em sua defesa nesta terça-feira e disse que o senador fez mau uso de uma "palavra-chave" do mundo da política do Oriente Médio quando disse que Jerusalém deveria ser a capital "indivisa" de Israel.

Ele ressaltou que isso não significa que Obama conheça pouco de questões internacionais, uma crítica constante dos republicanos que argumentam que o democrata é inocente neste assunto.

Discursando diante de um grupo lobista pró-Israel neste mês, Obama afirmou: "Jerusalém continuará a ser a capital de Israel e precisa continuar indivisa".

O comentário deixou indignados os palestinos, que querem fazer de Jerusalém Oriental --a parte árabe da cidade ocupada por Israel na guerra de 1967-- a capital de um futuro Estado Palestino.

"Ele fechou todas as portas à paz", afirmou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, depois do discurso de 4 de junho.

Mais tarde, Obama disse que os palestinos e os israelenses precisavam negociar o status futuro da cidade, citando assim a postura adotada historicamente pelo governo norte-americano a respeito.

Daniel Kurtzer, que aconselha o democrata em questões relativas ao Oriente Médio, disse na terça-feira, ao Fórum Político de Israel, que o comentário de Obama resultou de "uma imagem existente na mente dele sobre uma Jerusalém de antes de 1967, uma cidade com arames farpados, terrenos minados e zonas desmilitarizadas".

"Então, usou uma palavra para representar o que não desejava ver de novo. Mas percebeu depois que essa é uma palavra-chave no Oriente Médio", disse Kurtzer.

Em 1995, o Congresso norte-americano aprovou uma lei descrevendo Jerusalém como a capital de Israel e dizendo que a cidade não deveria ser dividida. Mas vários presidentes norte-americanos usaram seu peso internacional para manter a Embaixada dos EUA em Tel Aviv e dar apoio a negociações entre os israelenses e os palestinos a fim de decidir o destino de Jerusalém.

Na prática, a política externa dos norte-americanos alinha-se com a da Organização das Nações Unidas (ONU) e a de outras grandes potências mundiais, que não consideram Jerusalém a capital de Israel e que não reconhecem a anexação de Jerusalém Oriental ocorrida depois da Guerra dos Seis Dias (1967).

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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