Mundo
18/06/2008 - 10h57

Huckabee diz que vice-Presidência republicana seria uma surpresa

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da Reuters, em Tóquio

O ex-governador do Arkansas Mike Huckabee disse na quarta-feira que ficaria surpreso se o provável candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, o convidasse para ser seu companheiro de chapa.

Huckabee também afirmou duvidar que a democrata Hillary Clinton participe da eleição como candidata a vice do provável candidato democrata Barack Obama.

O ex-governador e ex-pré-candidato republicano, em visita ao Japão, afirmou que a decisão dependeria da estratégia de McCain para as eleições de novembro e do quanto o candidato se sentiria à vontade tendo Huckabee como parceiro de chapa.

"Não tenho certeza sobre isso ser a melhor escolha para ele. Isso é algo que apenas ele pode saber", disse.

"A vice-Presidência não é um cargo que alguém tente obter. Esse é um cargo que busca a pessoa, algo que depende muito do quão confortável o presidente se sentirá. Eu ficaria realmente surpreso caso fosse convidado", afirmou.

Os ex-rivais de campanha realizaram eventos juntos no Estado de Huckabee, Arkansas, em abril, depois de o ex-governador ter se retirado da disputa, um dia após a conquista por McCain dos 1.191 delegados necessários para garantir a nomeação.

Boatos sobre uma chapa McCain-Huckabee surgiram durante as primárias em vista da possibilidade de o pastor batista conseguir atrair o apoio de mais republicanos conservadores, uma fatia do eleitorado pouco entusiasmada com McCain durante a disputa partidária.

Huckabee disse que seu eleitorado não era composto apenas pelos evangélicos. "Tratava-se mais da classe média, da classe trabalhadora dos EUA do que de um grupo religioso. Se eu tivesse todos os evangélicos ao meu lado, teria vencido."

A respeito dos democratas, Huckabee afirmou duvidar que Obama e Hillary consigam resolver suas diferenças a ponto de serem capazes de dividir uma chapa.

"Há uma tensão real ali, e não apenas entre os dois, mas entre os assessores mais imediatos e entre os simpatizantes de um modo em geral, diferença essa que não seria fácil superar", disse.

O ex-governador acrescentou que, apesar de a campanha de Obama haver dado vários sinais de que receberia com satisfação o apoio de Hillary, "eles não vêem nisso uma parceria permanente".

"Há vários indícios de que Obama pensa em Bill Richardson ou em Wesley Clark, ou em outra pessoa. E vários dos simpatizantes dele ficariam insatisfeitos caso o candidato não seguisse esse caminho", afirmou Huckabee.

"Em geral, os que votaram em Hillary acabarão votando em Obama. Mas não tenho certeza sobre se eles estariam prontos para realizar o casamento e cortar o bolo."

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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