Obama mantém margem pequena sobre McCain, aponta pesquisa
da Folha Online
O provável candidato democrata Barack Obama tem uma margem pequena de cinco pontos percentuais sobre seu rival, o republicano John McCain, mas lidera com grande vantagem entre as mulheres e independentes, dois votos cruciais para as eleições gerais.
A pesquisa Reuters/Zogby divulgada nesta quarta-feira aponta a liderança de Obama com 47% das intenções de voto contra 42% de McCain, duas semanas após conquistar o número mínimo de delegados para garantir a nomeação democrata.
A liderança de Obama na disputa é muito maior quando se analisa somente as intenções de votos dos independentes --que não estão afiliados a nenhum partido, com 52% dos votos contra 30% de McCain. Uma margem parecida é indicada quando se avalia as eleitoras, 51% preferem Obama contra 36% que apontam McCain.
"A liderança significativa de Obama entre independentes colocam-no no topo da disputa e isso é um problema para McCain", disse o pesquisador John Zogby. "McCain terá que apelar aos independentes de alguma forma para ganhar estes votos e, agora, ele tem muito trabalho a fazer", disse.
Obama, 46, ainda precisa superar questões sobre sua relativa falta de experiência, mostra a pesquisa. Mais da metade dos eleitores concordam com o argumento republicano de que o novato senador democrata não tem a experiência necessária.
| Jeff Kowalsky-16jun.08/Efe |
![]() |
| Barack Obama cumpirmenta seus seguidores em evento de campanha, em Michigan |
Já o outro lado da questão, as críticas democratas de que McCain, 71, é muito velho para o cargo, parecem não afetar tanto os votos republicanos. Segundo a sondagem, quase dois terços dos entrevistados dizem discordar da idéia de que a idade de McCain será um fator nas eleições presidenciais.
"A questão da experiência é um problema para Obama, mas até agora os eleitores parecem ter outras coisas em mente, como mudança", disse Zogby. "Idade é um assunto para McCain, mas isso não parece ser um problema muito grande", disse.
Depois de uma acirrada e prolongada disputa democrata pela nomeação, Obama conquistou o número mínimo de delegados para garantir sua candidatura. Mas a definição de seu nome para as eleições gerais não alterou significativamente seu desempenho nas pesquisas.
"Esta corrida está começando muito acirrada e é provável que se mantenha assim até perto do fim", diz Zogby.
Economia
A pesquisa apontou também que os eleitores dão a Obama uma margem pequena quando questionados sobre quem seria melhor para lidar com a atual situação econômica, 45% preferem Obama e 40% apontam McCain.
Entre os independentes, a margem de Obama aumenta significativamente, 50% indicam Obama como o mais qualificado contra apenas 28% que indicam o republicano.
| Jim Cole-12jun.08/AP |
![]() |
| Republicano John McCain cumprimenta seguidores em evento em New Hampshire |
Obama defende uma postura intervencionista do Estado, com políticas assistencialistas de auxilio às famílias com problemas para pagar suas hipotecas. Já McCain critica sues planos para aumentar os impostos sobre americanos de classe alta e sobre ganho de capital das empresas.
McCain lidera a disputa pela Presidência entre brancos, homens, cristãos e eleitores de classe alta. Já Obama tem maior apelo entre hispânicos, negros, católicos, jovens e sindicalistas.
Os dois estão empatados entre os eleitores com idade acima de 65 anos.
Obama, um grande crítico da Guerra do Iraque, é visto como liberal pelos republicanos. Mesmo assim, ele ganha 20% do apoio dos eleitores que se rotulam como conservadores.
Já McCain, piloto da Marinha e ex-prisioneiro do Vietnã e defensor do conflito, lidera com 45% das intenções de voto entre as famílias de soldados da Força Armada, contra 39% de Obama.
"Que um herói condecorado como McCain, particularmente um republicano, não está liderando neste grupo com uma grande margem é muito significativo", diz Zogby. "Isso é realmente sobre o Iraque", completa.
A pesquisa ouviu 1.113 eleitores, entre 12 e 14 de junho, e tem uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Com Reuters
Leia mais
- Huckabee diz que vice-Presidência republicana seria uma surpresa
- Assessor nega que Obama tenha sido ingênuo ao falar de Jerusalém
- Obama cria equipe de conselheiros de alto escalão em política externa
- Obama critica "velha" estratégia republicana do medo
- Após discurso de McCain, Bush pede mudança em lei de exploração de petróleo
- Análise: Obama e nós ou vice-versa.
- Hillary e Obama participarão juntos de um comício em Washington
Livraria da Folha
- Ensaios de Chomsky analisam política externa americana no final do século 20
- "A Marcha" apresenta visão fascinante de eventos que mudaram a história dos EUA
- Livro revela detalhes da participação dos EUA na ditadura militar no Brasil
- Livro mostra como a CIA financiou artistas para mantê-los longe do comunismo
- Folha Explica o dólar e sua importância no mundo globalizado
Especial





Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar