Mundo
18/06/2008 - 11h51

Obama mantém margem pequena sobre McCain, aponta pesquisa

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da Folha Online

O provável candidato democrata Barack Obama tem uma margem pequena de cinco pontos percentuais sobre seu rival, o republicano John McCain, mas lidera com grande vantagem entre as mulheres e independentes, dois votos cruciais para as eleições gerais.

A pesquisa Reuters/Zogby divulgada nesta quarta-feira aponta a liderança de Obama com 47% das intenções de voto contra 42% de McCain, duas semanas após conquistar o número mínimo de delegados para garantir a nomeação democrata.

A liderança de Obama na disputa é muito maior quando se analisa somente as intenções de votos dos independentes --que não estão afiliados a nenhum partido, com 52% dos votos contra 30% de McCain. Uma margem parecida é indicada quando se avalia as eleitoras, 51% preferem Obama contra 36% que apontam McCain.

"A liderança significativa de Obama entre independentes colocam-no no topo da disputa e isso é um problema para McCain", disse o pesquisador John Zogby. "McCain terá que apelar aos independentes de alguma forma para ganhar estes votos e, agora, ele tem muito trabalho a fazer", disse.

Obama, 46, ainda precisa superar questões sobre sua relativa falta de experiência, mostra a pesquisa. Mais da metade dos eleitores concordam com o argumento republicano de que o novato senador democrata não tem a experiência necessária.

Jeff Kowalsky-16jun.08/Efe
JAK01 FLINT (EEUU),16/06/2008.- El senador estadounidense y virtual candidato demócrata a la presidencia estadounidense Barack Obama saluda a sus seguidores durante un mítin en Flint, Michigan, EEUU, hoy, lunes 16 de junio. EFE/Jeff Kowalsky.
Barack Obama cumpirmenta seus seguidores em evento de campanha, em Michigan

Já o outro lado da questão, as críticas democratas de que McCain, 71, é muito velho para o cargo, parecem não afetar tanto os votos republicanos. Segundo a sondagem, quase dois terços dos entrevistados dizem discordar da idéia de que a idade de McCain será um fator nas eleições presidenciais.

"A questão da experiência é um problema para Obama, mas até agora os eleitores parecem ter outras coisas em mente, como mudança", disse Zogby. "Idade é um assunto para McCain, mas isso não parece ser um problema muito grande", disse.

Depois de uma acirrada e prolongada disputa democrata pela nomeação, Obama conquistou o número mínimo de delegados para garantir sua candidatura. Mas a definição de seu nome para as eleições gerais não alterou significativamente seu desempenho nas pesquisas.

"Esta corrida está começando muito acirrada e é provável que se mantenha assim até perto do fim", diz Zogby.

Economia

A pesquisa apontou também que os eleitores dão a Obama uma margem pequena quando questionados sobre quem seria melhor para lidar com a atual situação econômica, 45% preferem Obama e 40% apontam McCain.

Entre os independentes, a margem de Obama aumenta significativamente, 50% indicam Obama como o mais qualificado contra apenas 28% que indicam o republicano.

Jim Cole-12jun.08/AP
Republican presidential candidate Sen. John McCain acknowledges the crowd as he arrives for a town hall meeting inside a gym at Daniel Webster College in Nashua, N.H., Thursday, June 12, 2008. (AP Photo/Jim Cole)
Republicano John McCain cumprimenta seguidores em evento em New Hampshire

Obama defende uma postura intervencionista do Estado, com políticas assistencialistas de auxilio às famílias com problemas para pagar suas hipotecas. Já McCain critica sues planos para aumentar os impostos sobre americanos de classe alta e sobre ganho de capital das empresas.

McCain lidera a disputa pela Presidência entre brancos, homens, cristãos e eleitores de classe alta. Já Obama tem maior apelo entre hispânicos, negros, católicos, jovens e sindicalistas.

Os dois estão empatados entre os eleitores com idade acima de 65 anos.

Obama, um grande crítico da Guerra do Iraque, é visto como liberal pelos republicanos. Mesmo assim, ele ganha 20% do apoio dos eleitores que se rotulam como conservadores.

Já McCain, piloto da Marinha e ex-prisioneiro do Vietnã e defensor do conflito, lidera com 45% das intenções de voto entre as famílias de soldados da Força Armada, contra 39% de Obama.

"Que um herói condecorado como McCain, particularmente um republicano, não está liderando neste grupo com uma grande margem é muito significativo", diz Zogby. "Isso é realmente sobre o Iraque", completa.

A pesquisa ouviu 1.113 eleitores, entre 12 e 14 de junho, e tem uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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