Mundo
18/06/2008 - 20h00

Líbano rejeita desenvolver negociações bilaterais com Israel

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Colaboração para a Folha Online

O Líbano reiterou nesta quarta-feira sua oposição a desenvolver negociações diretas com Israel, que, ao contrário, havia se mostrado disposto a dialogar.

"A posição conhecida do governo é que não procedem as negociações bilaterais entre Israel e Líbano. (...) O Líbano está ligado a uma iniciativa de paz árabe que pede uma paz justa e global", afirmou a presidência do Conselho de Ministros Libanês por meio de um comunicado.

O texto também afirma que os assuntos pendentes entre os países são objeto de resoluções internacionais.

Por outro lado, Israel se mostrou interessado em reabrir o diálogo com o Líbano, segundo Mark Regev, porta voz do primeiro-ministro Ehud Olmert.

"Nós estamos neste momento conduzindo negociações com os palestinos e com o sírios e não há razões para que Israel não negocie com os libaneses", afirmou Regev logo após um encontro a portas fechadas com Olmert e os ministros do comitê de segurança.

"Somos favoráveis a negociações diretas, bilaterais, nas quais se possa abordar todos os pontos duvidosos", acrescentou o porta-voz.

Há uma semana, o Líbano recusou uma oferta de Olmert para manter negociações bilaterais.

Iniciativa árabe

A iniciativa de paz árabe foi apresentada durante a Reunião de Cúpula de Beirute, em 2002, e retomada em março de 2007 na Arábia Saudita.

O plano prevê a normalização das relações entre os países árabes e Israel em troca da retirada do Estado judeu dos territórios árabes ocupados desde junho de 1967, a criação de um Estado palestino com capital em Jerusalém Oriental e uma solução "equitativa" ao problema dos refugiados palestinos.

Israel rejeitou a oferta principalmente em razão da divisão de Jerusalém e da menção aos refugiados palestinos.

O setor da zona agrícola de Shebaa, situada entre Líbano, Síria e Israel, é um dos motivos de desavença entre Beirute e Estado judeu.

O Líbano, apoiado por Damasco, reivindica a soberania deste território de 25 km¦ que Israel considera parte integrante das Colinas de Golã, conquistadas da Síria em 1967.

Com Reuters e France Presse

 

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