Chuvas forçam retirada de cem mil sobreviventes de terremoto na China
da Efe, em Pequim
Cem mil sobreviventes do terremoto que atingiu o sudoeste da China em 12 de maio tiveram que ser transferidos para áreas não ameaçadas por deslizamentos de terra, que estão prestes a ocorrer por causa das chuvas de monção que caem no país.
O temporal que atinge o sul da China desde o início do mês ocasionou a morte de 63 pessoas e afeta mais de 17 milhões de habitantes em toda a região, incluindo a devastada província de Sichuan, onde morreram e desapareceram cerca de 90 mil pessoas por causa do terremoto.
Segundo informa a agência Xinhua, as chuvas torrenciais na região tibetana de Aba obrigaram a retirada dos últimos 72 mil residentes em perigo, que se juntam aos deslocados desde o domingo passado.
Dentro do plano de retirada se inclui a instalação de 34 mil tendas de campanha e a construção de 2.458 casas provisórias, segundo as autoridades locais.
Uma das principais ameaças com a chegada das chuvas era o transbordamento de 34 lagos formados pelo terremoto na zona montanhosa ao pé dos Himalaia, que ameaçavam milhões de pessoas, mas já foram desativados, em sua maioria, por engenheiros e tropas do Exército.
Chuva
A Federação Internacional da Cruz Vermelha em Pequim advertiu que a chegada das chuvas a Sichuan representa um enorme obstáculo para a entrega da ajuda humanitária e para a reconstrução da zona, objetivos prioritários neste momento.
Centenas de milhares de pessoas removem escombros e participam de trabalhos humanitários e de reconstrução em Sichuan há um mês.
O esgotamento causou ontem a morte de um soldado de 26 anos do Exército, que morreu "por uma perda de sangue nos pulmões provocada por excesso de trabalho".
Ao mesmo tempo, as réplicas do forte terremoto de 8 graus de magnitude ainda não cessaram. As duas últimas foram registradas ontem, na famosa ferrovia Qinghai-Tibete, que transcorre a maior altitude do mundo.
Os últimos números do sismo indicam que cerca de 70 mil pessoas morreram, outras 17.415 continuam desaparecidas e 374 mil ficaram feridas pelo terremoto de 12 de maio, enquanto as perdas econômicas são avaliadas em US$ 73 bilhões.
Já os mortos pelas chuvas na província mais afetada, Cantão, chegam a 23, o que eleva o saldo nacional para 63 mortos, com 13 desaparecidos e 1,66 milhão de evacuados em todo o país, segundo o Ministério de Assuntos Civis.
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